
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
426 Hemi-Benz...

Hemi 440? Agora sim!

Hemi 440. Muitos leigos já cantarolaram essa expressão (outrora) equivocada por aí, uma salada entre os lendários Hemi de segunda geração (426) e os não menos importantes 440 Wedge. Isso causa caretas incontroláveis ou ataques de riso aos Chryslermaníacos. Ou causava?
Agora, todos podem ficar felizes para sempre. A Arrington Engines lançou uma versão cursada do atual Hemi 5.7 (bloco gen. III), que deslocará 7,2 litros, o que é exatamente... 440 polegadas cúbicas! Agora sim, o Hemi 440 - encrenca pura. O novo propulsor tem 4,055 polegadas de diâmetro e desloca 4,250 de curso em cada um dos cilindros, cabeçotes com válvulas de 2,07 (admissão) e 1,57 (escape) polegadas e um extenso trabalho de fluxo nos coletores de admissão e cabeçotes. O resultado disso são 628HP a apenas 6000 giros.
Para quem quiser adaptar o canhão em um muscle car Mopar, a Arrington oferece um kit chamado "chip killer", que elimina o sofisticado sistema de ignição dos novos Hemi.
Por se tratar de um motor vendido por uma preparadora, cada unidade recebe dedicação intensiva na preparação e montagem de cada uma das peças. E você paga por isso: 14 mil dólares. Clique aqui para visitar o site do fabricante.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
! NÃO !

É o sinal final do apocalipse. A casa de Maranello anunciou o lançamento do Ferrari 712 GT Brescia, SUV que se tornará o maior objeto de desejo de rappers e emergentes sociais em geral. O monstrengo spaghetti será movido por um motor de 7 litros de 12 cilindros (daí o 712), versão cursada do motor da 599 GTB Fiorano. Apesar do litro extra de deslocamento, o propulsor gerará os mesmos 450 cavalos do coupé, mas a apenas 5.500 rotações por minuto. O segredo está nos comandos de válvulas, que apresentam geometria dos cames projetada para tornar a curva de potência mais dócil - e necessária, para mover os 2.200 quilos do 712.
"Não há dúvidas de que o SUV Brescia se tornará o carro a ser batido no segmento. Isso garante que o 712 é uma legítima Ferrari, e por isso homenageamos o veículo com o mesmo nome de um antigo automóvel de corridas de nossa equipe." declarou o presidente da marca, Luca di Montezemolo, se referindo ao modelo que competiu entre 1970 e 1972 no campeonato Can-Am de protótipos.
O lançamento do modelo se dará no Salão de Belzebu de 2666, porque a Ferrari jamais, jamais fará um SUV, atitude extremamente louvável. Ora essa. Sorry pelo trote.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
The Stupid Black Car...
...é o nome que a esposa deu para este Dodge Dart coupé 1969, com motor cursado 470 "wedge"... por quê será?
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Opala SS, Douglas Carbonera...
Treinando em uma pista de arrancada. Aumente o som pra valer, este é possivelmente o 6 cilindros Chevy com ronco mais lindo que eu já ouvi. A máquina é impressionantemente competitiva, registrando aproximadamente 11,5 segundos em 402 metros... mas, o mais inacreditável é que ela anda na rua, totalmente streetable. Magavilha!!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Simulador + simulador... quase simula DOR....
Force Dynamics, interage com o software dos melhores simuladores de corrida, reproduzindo até certo ponto a atuação das forças físicas sobre o corpo do piloto em acelerações, frenagens, contorno de curvas... e acidentes. Real hardcore stuff, eu quero um de Natal.
Para quem olha de fora, talvez pareça não haver muita integração entre a "pilotagem" e estes movimentos produzidos por braços hidráulicos, mas lá dentro a coisa é diferente. A Sega tem um simulador de Kart com amplitude de movimentos físicos parecida com este Force Dynamics, mas em um grau menor. E já causava uma boa imersão na experiência. Ficou alguns meses no Shopping Morumbi.
Vou escrever a primeira carta para o papai noel da minha vida, será que ele vai me atender?
Virando celebridade mesmo...

Clique aqui para ver o ensaio!
Telemetria na raça...

O inglês Stuart Maynard-Keene diz o seguinte sobre esta foto:
"Este é o meu avô sobre o Eagle, com o Dan Gurney ao volante, em um teste de pneus no autódromo de Goodwood. Ele estava sobre o motor, olhando para os pneus traseiros, estudando a deformação elástica dos Goodyears de Gurney em ação. Telemetria on-board é para os fracos...".
Se não me engano...

...esta foi a Ferrari que inspirou o design do nosso maravilhoso GT Malzoni: 275 GTB. Uma classe sem igual nesta pintura creme. As cores me fizeram lembrar dos carros do Camilo Christófaro, que inclusive correu em algumas provas no Brasil com uma Ferrari que parecia uma 250 GTO modificada (Drago?), mas pintada em rosso corsa.
A 275 GTB em questão foi utilizada por Sam Posey e Pedro Rodriguez, nas 24 Horas de Daytona de 1969. Terminou em vigésimo terceiro na geral.
Quer saber como este carro está hoje? Clique aqui.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Troféu "I got money - don't know where to spend it" 2009

Agradecimentos ao Vitor Matsubara/Motorhaus pela dica.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Corrida de F-1 antigos em Interlagos? Parece que sim...!
Matra MS 120 C, ao volante Abba Kogan. Historic Formula One Championship.O bólido foi pilotado originalmente por Chris Amon em 1972.
Segue notícia publicada no portal Tazio:
O site oficial da Historic Formula One confirma nesta quarta-feira que a categoria passará por Interlagos, em São Paulo, nos dias 15 e 16 de agosto. E o evento terá transmissão da TV Globo para o Brasil.
Ao menos 25 carros que já correram na F-1 estão inscritos para a temporada 2009. No ano passado, o Tyrrell P34, de seis rodas e de 1977, pilotado por Mauro Pane, foi o campeão. A segunda posição ficou com o Matra MS120 de Abba Kogan, seguido pelo Williams FW07 de Peter Sowerby.
"Muitas pessoas trabalharam bastante para assegurarmos um compromisso com os organizadores brasileiros. Gerenciamos a logística assim como quando fomos ao Bahrein há alguns anos", disse Oliver McCrudden, gerente de eventos da Historic Formula One.
"Isso mostra que a HFO é reconhecida ao redor do mundo como topo do automobilismo histórico; é um campeonato bem organizado e administrado profissionalmente."
A temporada 2009 começará no famoso circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, em abril. Uma aparição no Festival Jim Clark está em negociação para maio. Em junho, irá para Monza, na Itália, e estará em Brands Hatch, na Inglaterra, no começo de julho. Em setembro, correrá em Nurburgring, na Alemanha.
"Está ficando melhor em termos de oportunidade para quem quer pilotar um carro clássico", afirmou McCrudden.A A1GP, categoria em que cada carro representa um país, também tem etapa agendada em Interlagos, em maio, mas um comunicado oficial ainda não foi divulgado.
Freios onboard, Lotus 72...

Para redução da massa não-suspensa. O resultado é um conjunto da suspensão mais leve, que portanto gera menos inércia - mais capaz de manter os pneus fielmente em contato com o solo, mesmo em desníveis e irregularidades. A desvantagem clara é a menor capacidade de refrigeração, compensada apenas parcialmente por dutos do tipo NACA instalados sobre o nariz do monoposto.
Há outras desvantagens menos visíveis: maior aquecimento do cockpit por transferência de calor, e tendência à menor durabilidade do sistema. O disco é conectado ao cubo de roda por uma semi-árvore, que acaba sendo submetida à fortes tensões de toda espécie - principalmente por intermediar o torque dos freios até as rodas.
Não podendo ser muito espessa ou robusta - senão toda a vantagem da menor massa seria perdida - , estas semi-árvores foram a causa inicial do acidente fatal de Jochen Rindt, nos treinos livres do GP de Monza de 1970. O austríaco dispensou os aerofólios do Lotus 72 para aumentar sua velocidade em retas, conseguindo atingir mais de 330 quilômetros por hora.
Contudo, ao dispensar os apêndices aerodinâmicos, Rindt estava submetendo todo o conjunto de suspensão frontal a uma carga muito forte e repentina nas fortes freadas do autódromo italiano - sem o aerofólio traseiro, a transferência de peso para a frente era muito maior. Na freada para a curva Parabólica, uma das semi-árvores partiu-se, fazendo o Lotus de Jochen dar uma violenta guinada. O carro atingiu as cercas de proteção, e o cinto sub-abdominal acabou ferindo seriamente a garganta do piloto austríaco.
Um triste fim para o único campeão póstumo da categoria.
Nina (esposa de Rindt), Jochen e Colin Chapman. GP da Áustria de 1970.
Foto do dia...
Entrevista com Roberto Pupo Moreno !

Não perca esta excelente entrevista no site Grande Prêmio, feita pelo Victor Martins. A fotografia acima é de 1980, quando Moreno conquistou o título da Fórmula Ford inglesa pela clássica Van Diemen. A imagem abaixo foi registrada 11 anos depois, no Grande Prêmio da Inglaterra de 1991, em Silverstone. Nesta prova, ele largou em sétimo, mas um problema na caixa de câmbio o tirou da corrida na 22a volta. Seu companheiro de equipe, Nelson Piquet, concluiu o GP em quinto lugar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Pensando nisso (2)...


Muito curioso, além dos espelhos retrovisores meio traquinas (diria que possuem alguma atuação aerodinâmica direcionada), é o formato de coração desenhado pelas laterais da carenagem, com entradas de ar para os radiadores bem estreitas. Note como a traseira é fininha e o quanto de assoalho "sobra" para fora. Somando isso ao nariz longo e afilado e a limpeza dos penduricalhos aerodinâmicos, temos quase uma versão contemporânea das belíssimas Ferrari 641 e 642, que disputaram as temporadas de 1990 e 1991 pelo então tricampeão mundial Alain Prost. Na época, as laterais do modelo eram conhecidas como "garrafa de coca-cola".
Claro, não se trata de nenhuma inspiração. É só uma coincidência estética curiosa.
O destruidor de supercarros...
As vítimas da víbora possuem pedigree nobre. Maserati MC12, Pagani Zonda F Clubsport, Ferrari Enzo, Porsche Carrera GT, Koenigsegg CXX, Bugatti Veyron. É engraçado pensar que o Viper foi por bastante tempo (na verdade, ainda é) um automóvel desprezado por jornalistas europeus, que já o compararam com um caminhão (!) ou um Shelby Cobra desengonçado.

Em 18 de Agosto do ano passado, o piloto do FIA WTCC Tom Coronel foi convidado pela Chrysler e a revista Motor Trend para descer a lenha no Nordschleife a bordo de um ACR. A fábrica disponibilizou um modelo extra, para o caso de acidente ou falha mecânica. As duas unidades contavam com o opcional de redução de peso Hardcore, que remove o sistema de áudio, carpete do portamalas, isolamento acústico da cabine e do capô, sistema de calibramento dos pneus, e a capa de proteção da bateria, construída em aço. Tudo isso para cortar fora aproximadamente 20 quilos. Cada grama conta.
Após algumas regulagens nos amortecedores originais do ACR com o fim de reduzir o subesterço (saída de frente), o monstrinho registrou a marca inacreditável de 7:22,1, o novo recorde mundial. O mais incrível, contudo, foi a reação de insatisfação do engenheiro da SRT (divisão de performance da Chrysler), Mike Shinedling, que via possibilidades sólidas do modelo registrar voltas abaixo de 7:20!

O gostinho de vitória talvez dure pouco, talvez dure muito, mas não sob a tutela da marca Dodge. A Chrysler, frente à crise econômica que assola os Estados Unidos (e consequentemente, quase todo o mundo), vêm estudado a possibilidade de vender o produto Viper para investidores privados, tornando a serpente em uma espécie de versão norte-americana dos TVR ou Marcos. Ou seja, um carrinho exclusivo e de produção artesanal.
Não importando qual seja seu futuro, o "Ultimate Viper" já entrou para a história como um redneck metido à besta que entrou no templo sagrado dos superesportivos europeus e deixou todos pasmos, comendo poeira. Uma verdadeira blasfêmia! Estou ansioso para saber qual será o próximo automóvel de série a bater o recorde de Nordschleife!
AAAOOOOOOWWW !

Uma verdadeira tragédia na prova de Nürburgring do Ferrari Historic Challenge 2008. Saldo: duas Ferraris 250 com longo trabalho de restauração adiante. Para agravar o drama, o material da carroceria parece-se com alumínio. Clique para ampliar, caso tenha a ousadia.
Apesar da cena dolorosa, não vejo problemas em veículos históricos raros competirem em corridas a todo vapor. Foram para isso que foram projetados.
V8 alucinógeno da Lexus...
Então, como seria graficamente o ronco do V8 do Lexus IS-F? Foi esta a pergunta enviada pela agência que contratou a produtora Crush para a realização desta verdadeira viagem psicodélica. O resultado... eu diria que ficou biológico, mecanizado, visceral e digital, tudo ao mesmo tempo. Uma simbiose de contradições muito bacana, que está sendo exibida nos cinemas do Canadá. A dica deste vídeo foi do Felipe Zurka Tadeu.
O Lexus IS-F é um sedan esportivão, equipado com um V8 de 5 litros e 4 válvulas por cilindro. Potência: 416cv a 6600rpm. Câmbio automático sequencial de... OITO marchas, que realiza trocas em apenas 0,1s! O motorista pode também fazer as trocas manualmente, por borboletas posicionadas atrás do volante. Maravilha. Mas nem tudo é perfeito: 2113 quilos parece uma piada de mal gosto, visto que é praticamente o mesmo peso de um Porsche Cayenne.
Aqui no Brasil, a brincadeira custa 300 mil reais. A Quatro Rodas avaliou o modelo: a opinião de Rafael Paschoalin, colaborador da publicação, é de que se trata de um veículo preciso e previsível, menos arisco que a BMW M3, por exemplo. Confira na edição de Janeiro.
Bottom line: é como um iate. Não gostaria de ter um, mas adoraria que um amigo comprasse.
Meia-Eleanor...

Agradecimentos ao Anderson Kalbertzer pela dica.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Jackie Stewart, 1968, Nurburgring Nordschleife

Desafiando aquaplanagens dramáticas, o escocês voador cruzou a linha de chegada a bordo de seu Matra MS10 quase quatro minutos à frente do segundo colocado, Graham Hill (Lotus). Clique na fotografia para ampliar.
Nada mal, nada mal (EUA)...

As operações automobilísticas do piloto e chefe de equipe norte-americano Dan Gurney foram rebatizadas como Anglo-American Racers nos tempos da Fórmula 1, quando era parceira da britânica Weslake. Mas o nome original, sugerido pelo presidente da Goodyear, Victor Holt, é o que este Cuda AAR ostenta - All American Racers. Excessivamente patriótico, até caipira, eu diria. Gurney não gostou do nome, mas acabou acatando a sugestão.
Este Cuda 1970 competiu na categoria Trans-Am, e foi pilotado por Swede Savage. Se você pensava que muscle cars não faziam curvas, se enganou. Eles fazem, apenas não fazem direito. Brincadeirinha.
Nada mal, nada mal (Inglaterra)...

Mesma prova, 6 Horas da Bélgica. Jaguar E-Type Lightweight, uma versão de corrida construída em alumínio de um dos mais belos designs automotivos de todos os tempos. Trezentos cavalinhos no famoso motor de 3,8 litros (e que ronco), comportamento dinâmico exemplar, e uma aerodinâmica placebo - o E-Type, tal como o Dodge Charger 1968, apenas parece produzir pouco arrasto.
Nada mal, nada mal (Itália)...

Achei o ângulo da cambagem dianteira deste exemplar de corrida bastante curioso. Me parece positiva. Não é estranho?
Morrinho artilheiro...
Em alguma prova de Rally na Eslovênia (belo traçado aliás, bem ao estilo de provas clássicas), o piloto deste Citroën C2-R2 não contava com uma depressão no solo exatamente no início do ponto de frenagem. Graças ao morrinho artilheiro, buraquinho para ser mais preciso, as rodas perderam carga sobre o solo e travaram com a mordida das pinças de freio.
Com as rodas travadas, não sobrou alternativa para o C2, senão deslizar como um cubo de gelo sobre pia de mármore, estacionando de uma maneira pouco convencional ao lado de uma casa.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Pensando nisso...

Bueno, vocês já ouviram falar do Estoque, claro. O sedã-quero-ser-coupé da Lamborghini, que tem algumas linhas interessantes aos fãs de um estilo meio stealth fighter, como aquele avião, o F-117. Sim, é um sinal do apocalipse, tal como o Porsche Panamera, as SUVs da Mercedes e a falência da Chrysler (ok, esta última foi por minha parte). Ironicamente ou não, estoque é o nome da espada curta utilizada para assassinar o touro nos espetáculos hispânicos.
Ao menos, assumiram o crime.
Na Quatro Rodas de janeiro saíram algumas fotos novas do modelo, e mais alguns detalhes. Parece que ele deve ser produzido mesmo, contrariando as especulações pessimistas que projetavam um possível bloqueio por parte da VW - acionista majoritária da empresa. Mas o aval oficial ainda não saiu.
Já enrolei o bastante? O que importa mesmo, e na verdade não vai importar para quase nenhum de vocês, é que fiquei alguns minutos encarando a foto da traseira do Estoque. Sabem quando vemos uma bunda familiar e, intrigados, reviramos o estoque (pun intended) automotivo de nossas memórias, tentando encontrar o código-fonte deste deja-vú sobre quatro rodas?
Bingo. É o conceito do Charger, apresentado pela Chrysler há sei lá quantos anos. São muitos detalhes. É a coluna C, os vidros laterais (principalmente o traseiro), o ângulo do vigia, a posição das lanternas, o design e off-set das rodas, a forma como a linha de cintura se projeta para trás e para cima, o parachoque traseiro largo, escape duplo central.
Mas, mais que isso: é o conjunto da obra. A foto de cima parece um estudo conceitual da foto inferior. De qualquer forma, a Chrysler está indo para o vinagre, ninguém se lembra desse conceito do Charger, e o Estoque ainda deve ser premiado como um dos designs automotivos mais criativos dos últimos tempos.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
1000km de Nurburgring (ADAC) de 1971
Sombra e luz: Porsche 917
Culto às formas de uma das maiores máquinas de corrida do século XX. Tão veloz e lendária quanto perigosa e intolerante.
...enquanto isso, na Mulsanne...
Reta Mulsanne, ou a rigor, Les Hunaudières. Na sexta-feira que antecede as míticas 24 horas de Le Mans, a maior parte do circuito ainda está aberta para o trânsito normal. É quando ocorre uma espécie de desfile não-oficial de esportivos antigos e modernos, com direito a arrancadinhas, burn-outs e exibições do gênero... uma verdadeira festa, conhecida como "Mad Friday" ou "Freaky Friday".
No vídeo acima temos um Dodge Charger 1970 mandando ver. Quase um clone do Bullitt (1968). Nos últimos segundos, passa do outro lado da rua um Mustang Shelby 1969, raríssimo. Os franceses adoram os brutamontes muscle cars, por increça que parível.
Abaixo, uma coletânea do que há de melhor: Mustang, TVR, Ferrari, Maserati, Lotus, Audi Quattro e R8, BMW, Subaru Impreza WRX, Aston Martin... a lista é grande! Até um inusitado Land Rover dá as caras e larga borracha no asfalto!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Bis: Matra-Bonnet D'Jet...

Vasculhando um pouco mais sobre o meu carro francês favorito, encontrei este tingido nesta exótica pintura verde, que me lembra os atuais Lamborghini. Paralamas alargados que me lembram os carros preparados por Abarth, uma máquina adorável sem dúvidas.
Dois minutos depois, cruzo com sabe o quê? Mais um Djet com um Dodge ao fundo - e desta vez um Dart, irmão transatlântico da carroça que tenho na garagem! Será que tenho um alter-ego francês?!
Foto do dia III !

Bem que esta poderia ser minha garagem. O(s) parisiense em questão tem bom gosto, ou melhor dizendo, um gosto que bate com o meu. Teria os dois automóveis de olhos fechados.
Brawl and grace. Dodge Challenger 1971 Vitamin C Orange (também conhecido como laranjão) 440 six pack. O que é 440 six pack? É uma encrenca de 7,2 litros e três carburadores duplos, que transforma o processo de escolha de uma marcha em algo insignificante: pneus derretidos em primeira, segunda, terceira ou quarta marcha. Bitolas largas, chassi curto, um carro que com um bom acerto vira um road racer de primeira.
O segundo é esgrima pura. O Lotus francês - permita-me a segunda heresia do dia. Resgato palavras minhas de um ano e meio atrás, para apresentar esta petit maravilha:
O Matra D´Jet é um automóvel especial. Foi um dos primeiros carros esportivos com motor central a ser produzido em massa.
Foi projetado originalmente por René Bonnet, e teve seu primeiro modelo produzido em 1962. A Matra fornecia somente a carroceria em fibra-de-vidro a Bonnet, que era extremamente focado em sua produção; dando pouca atenção ao marketing e à venda dos carros em si. O estranho "D" que inicia o nome se deve à crença de René, de que os franceses não pronunciariam apropriadamente a palavra "JET".
Após quase dois anos, Bonnet estava em apuros financeiros. A Matra se interessou em comprar o projeto, e produziu o carro em série, após algumas poucas modificações.
O que faz do Matra-Bonnet D´Jet um carro especial, além de sua belíssima aparência?
1) Extremamente leve, carroceria em fibra de vidro (~600kg!)
2) Motor central
3) Suspensão Mcpherson nas quatro rodas
4) Barras estabilizadoras nos dois eixos
5) Freios a disco na frente e atrás
Sem dúvida um projeto muito sofisticado para 1962.
Foto do dia II...

Chocolate com morango, yummy! Trata-se do roadster (BN7) Austin Healey 3000, dotado de curiosos respiros no capô e paralamas dianteiros para refrigeração. Apesar do tamanho compacto e da ausência de teto rígido, o pequeno inglês pesava aproximadamente 1.160 quilos, massa próxima a um Opala cupê 151. Alguns dizem que o motor seis cilindros e três litros do Austin pesava bastante - fator compensado em parte por seu posicionamento totalmente atrás do eixo dianteiro.
O piloto vai praticamente sobre as rodas traseiras, e tem a bela visão de um enorme capô. Não é confortável em pisos irregulares, mas este é o conceito de um roadster, e creio que seja este o tipo de projeto que melhor permita distribuição de peso (melhor, só se tivesse um transeixo).
Me apaixonei por este exemplar da foto em específico, mas não sei se aguentaria muito tempo antes de adaptar algo como um V8 Rover de 3,5 litros de um MGB GT, porque ele rende bem e pesa relativamente pouco (144 kg: é todo de alumínio, bloco e cabeçotes). Um parágrafo bastante herético, eu diria. Vou-me indo antes que meu lar seja bombardeado pela R.A.F. (Royal Air Force).
Foto do dia...
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Sem palavras...

Se uma imagem vale por mil palavras, diria que esta vale por pelo menos dez mil. Obra do mestre Paulo Manzano, ao qual agradeço o presente. Desejo um excelente 2009 a cada um de vocês amigos, com muita saúde, sucesso, e automobilismo da melhor qualidade! Não sou lá o melhor RP (relações públicas), mas os votos são sinceros.
Um abraço!







