segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

O último post de 2007. Senna, Suzuka e o Honda NSX. Vídeo analisado!

...penso ser uma homenagem decente a um piloto que quase nunca foi citado neste blog.

Para o último post do ano, um dos vídeos mais clássicos do You Tube: Ayrton Senna testa no circuito de Suzuka o Honda NSX, um dos primeiros "supercarros" nipônicos a ter condições de enfrentar a melhor safra dos esportivos europeus e norte-americanos. Lançado em 1990, o "New Sportscar eXperimental" era equipado com um motor central V6 de 3 litros (273hp), e contava com o emprego de metais nobres como titânio em suas bielas, e o alumínio em toda a carroceria.

A impressão que se tem é de que o brasileiro está testando o comportamento dinâmico do NSX para repassar suas impressões aos engenheiros da Honda. Como não tenho a data da filmagem disponível, não posso dizer se este teste foi realizado antes ou depois do lançamento do carro; mas há um certo consenso sobre as contribuições do piloto no desenvolvimento deste modelo.

Vamos ao que importa: irei comentar a volta de Senna a bordo do NSX.


Vindo lançado da reta dos boxes em quinta marcha, Senna freia forte para contornar a primeira curva. Note a correção que o piloto faz durante a frenagem (-3:58): um indício de que os freios traseiros estão um tanto quanto temperamentais. Punta-tacco e trail braking executados, Senna está em terceira marcha pouco antes do ponto de tangência da primeira variante; e tem um curto espaço para reaceleração.

Mal há tempo para respirar, e já temos a segunda perna, cuja entrada é traiçoeira: o momento da transição para a nova frenagem é feita ainda em curva, causando sobre-esterço em quase todo tipo de carro. No NSX não é diferente: assim que o piloto alivia, a traseira começa a escapar (-3:53). Senna executa o contraesterço com perfeição, embora o carro, temperamental, tenha escorregado um pouco além do ideal.

Na seqüência, temos os "esses", uma seqüência esquerda-direita-esquerda-direita que acabou sendo batizada como S-Curve. É um trecho que os carros de turismo geralmente fazem com uma marcha só, no caso do NSX a terceira. Por este motivo, alguns pilotos utilizam a técnica da frenagem com o pé esquerdo, buscando reduzir as perdas de tempo entre as transições do pé direito sobre os pedais. Infelizmente não é possível dizer se Senna utilizou ou não a técnica pelo ângulo de visão da câmera on-board.

Note o belo power drifting realizado pelo piloto na saída da última perna dos "esses" (-3:22). Neste momento, é possível ver que o NSX torna-se sobre-esterçante quando está no limite da aderência lateral dos pneus. A transição de comportamento ocorre próxima à saída do S-Curve.

Dunlop, uma das curvas mais desafiadoras do circuito. Extremamente longa e em subida, a visibilidade é bastante limitada. Sem ver o ponto de saída, somente a experiência traz o conhecimento de quando pode-se reacelerar totalmente. É possível notar novamente a saída de traseira do NSX no limite de aderência (-3:13).

E então, a forte freada para as duas pernas da Degner Curve. Mais uma vez, a exemplo da primeira curva, os freios traseiros desequilibram o carro (-2:59). E tal como as duas primeiras variantes do circuito, a segunda da Degner é traiçoeira por causa da desaceleração efetuada com o NSX tortinho, tortinho. O resultado é um sobre-esterço sutil, controlado com perfeição por Ayrton (-2:53).

Após passar sob a ponte enxugando o suor das mãos, é hora do Hairpin (-2:39). Feito em segunda marcha no Honda, torna-se um delicioso exercício de derrapagem controlada: os pneus de trás têm muito trabalho nesta curva. Cabe ao piloto dividir o grip disponível nos pneumáticos traseiros entre o torque do motor e a aderência lateral. Note como Senna escorrega o NSX até a zebra externa.

Depois de um longo trecho de aceleração em curva aberta, chega o momento da Spoon (-2:14). Para muitos, a variante mais divertida de todo o traçado. Tal como as duas primeiras curvas e a Degner, a Spoon é composta de duas pernas, mas desta vez a primeira é que é a mais lenta, e a segunda é mais veloz. Ambas foram contornadas em terceira marcha pelo NSX de Senna, que dá uma verdadeira aula de controle do sobre-esterço em alta velocidade.

Duas mais para terminar. 130-R (-1:45). Seguramente, a curva mais perigosa e desafiadora de Suzuka. Ayrton contorna este monstro em quarta marcha, enfrentando um pequeno sobre-esterço na entrada, e um outro mais forte na saída, quando as rodas externas se apoiam na zebra (-1:40). O diferencial autoblocante acaba fazendo o carro guinar para o lado com menos aderência nestas condições, mas o reflexo de Senna mal permite que notemos isso: ele corrige com um contra-esterço na medida exata.

E para concluir a volta: a última variante é uma chicane. E seu nome é Chicane. Nada de outro mundo, salvo uma bela de uma freada, com redução à segunda marcha.

Este foi Ayrton Senna. Tivemos o prazer de testemunhar neste vídeo um grande piloto em serviço, em um grande carro, num grande circuito. Todos nota 10. Para encerrar a análise, vale uma curiosidade: note como Senna se instalou no NSX de maneira que seus braços ficaram bem esticados, no que muitos chamam de "posição à italiana" de guiar. Bastante peculiar.




Bueno, é isso amigos. Espero que vocês tenham gostado do que viram neste primeiro ano do Blog do Mulsanne (estrado em Março) e do site Mulsanne (Maio). Ano que vem, teremos várias novidades, todas muito, muito interessantes. Não é frase de efeito, papo sério.

A exemplo do meu amigo Vitor Matsubara, do Motorhaus; gostaria de deixar um abraço a todos os amigos: donos de sites e blogs (veja lista ao lado!), proprietários e admiradores de carros antigos, mecânicos e preparadores; muitos dos quais conheço pessoalmente, e outros que, sem dúvida, terei este grande prazer.

Desejo a todos um excelente ano novo, com muita saúde, sucesso na realização de projetos, dinheiro no bolso e um belo de um automóvel na garagem: seja antigo, novo, original, preparado, ou de competição.


Feliz 2008!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Pôster...


Foto: Anthony Fosh / Edição Mulsanne


GP da Inglaterra, 1982: Nigel Mansell em seu Lotus "JPS" modelo 92, curva Surtees. Circuito de Brands Hatch. Clique na foto para ampliar em uma nova janela.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Goodwood Onboard: Cuda 340 de Trans-Am.


Aumente bastante o volume. É a melhor carroceria da Chrysler para circuitos mistos (E-Body), equipado com o melhor motor dentro desta proposta: o 340 representa para o fabricante o mesmo que o 289 para a Ford.

A carroceria do 'Cuda 1970 manteve o entre-eixos da geração anterior, mas a carroceria ficou 6 polegadas mais curta, mais baixa em 2" e cinco polegadas mais larga. Pense sobre a atuação da inércia pelas bitolas e pela altura do centro de gravidade; e você chegará à conclusão: é grande, mas ficou bão de curva!

O propulsor deste 'Cuda ronca nervoso, e certamente ultrapassa os 7000 giros. É um 340 "destroker" e period perfect de 303,8 polegadas; que gera entre 460 e 500 cavalos. Trata-se de um belo haras, para empurrar este bólido que não é uma réplica, mas sim, o próprio Plymouth utilizado por Dan Gurney e Swede Savage no campeonato norte-americano Trans-Am de 1970.

A prova é a já clássica subida de montanha do Goodwood F.O.S. (Festival of Speed); que reúne carros de competição de todas as épocas e categorias. Neste vídeo em específico, o carro foi pilotado por Gary Savage.

Stewart e Moss: sexo e automobilismo!


Dois pilotos fantásticos, dois homens que se respeitam muito. Mas que sempre mantiveram opiniões opostas no que se refere à importância do fator segurança no automobilismo: Sir Jackie Stewart e Sir Stirling Moss.

Pesco dois trechos emblemáticos do vídeo acima:

Stewart:
"Quando o Jackie Stewart corria, o automobilismo era *perigoso*, e o sexo era seguro. Hoje, o automobilismo nunca esteve mais seguro, mas talvez o sexo seja bem perigoso!"

Moss:
"É como (as chances/riscos de) paquerar uma garota. É mais excitante que pagar uma prostituta. Porque uma você sabe que vai conseguir, a outra você não sabe. Eu penso que, ao pilotar um carro, o perigo é um ingrediente muito necessário."

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Carona em Le Mans: Lola T70 MK3B !!!


Some aí: monocoque de alumínio com carroceria em fibra de vidro (~800kg), o típico design dos GT´s dos anos 60 e um possante V8 Chevrolet (~450hp) berrando a poucos centímetros da orelha. E aonde? Circuit de la Sarthe.

Carona: Ferrari 250 SWB 1960!!!


Pegue o babador. E aumente o som. Bastante.

Dificilmente você verá outra 250 sendo levada aos limites desta maneira, ainda mais em uma prova do tipo subida de montanha. Piloto fantástico, máquina incrível.

E a paisagem bucólica? Apenas a região de vinhedos de Beaujolais, França.

Perfeito. Nada menos.

Nürburgring Nordschleife 1967...


O Olimpo dos autódromos mundiais, em uma época que muitos consideram como o ápice da Fórmula 1. Tínhamos os recém introduzidos motores de três litros, largos pneus ranhurados, e monopostos tão lindos quanto perigosos. Por outro lado, noções muito bem definidas de cavalheirismo e ombridade ainda orientavam os pilotos, que viviam em uma era onde o dinheiro não era o fim, mas uma necessidade.

A aderência mecânica era praticamente tudo o que os pilotos tinham às mãos, fazendo das variantes de alta velocidade um exercício delicadíssimo de equilíbrio dinâmico dos monopostos.

Já tinha visto alguns documentários sobre a corrida da Alemanha de 1967, mas este que mostro acima, ainda não. Além do Lotus 49 de Graham Hill danificada em treinos, podemos ver várias cenas de bastidores antes da prova; e alguns momentos simplesmente impensáveis nos dias atuais. Por exemplo, a participação em conjunto de bólidos de F2 (como os Lola-BMW e os Matra-Ford), os vôos impressionantes em Quiddelbacher Höhe/Flugplatz e a saída perigosa de Schwalbenschanz, também conhecida como mini-Karussell.

Tudo com uma bela produção musical, e uma edição de vídeo exemplar, que muito lembra o filme Grand Prix, de John Frankenheimer. Uma pena que Dan Gurney e Jacky Ickx praticamente não aparecem no vídeo. O primeiro liderou a prova quase inteira, e abandonou no final com problemas em uma cruzeta. Já Ickx teve uma participação fenomenal com seu Matra de F-2, mas infelizmente a suspensão de seu charutinho não resistiu às ondulações, cumes e vales de Nürburgring Nordschleife (fato comum).

Uma curiosidade final: como um dos prêmios pela vitória, Denny Hulme teve seu peso convertido em chocolate, que foi doado aos orfanatos da região das montanhas Eifel...

domingo, 23 de dezembro de 2007

23 de Dezembro...


Um dia para se recordar de bons momentos da história do nosso automobilismo. Feliz Natal a todos, e ótimas festas de fim de ano. Um brinde!

Me desculpem pela falta de atualizações nesta semana. Amanhã mesmo, os motores voltarão a roncar com tudo neste blog! E novidades interessantes no site Mulsanne também acontecerão em breve... aguardem!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Curvinha maldita. E um espectador que uiva.

Durante o primeiro minuto inteiro, eu assistia pasmo ao vídeo acima tentando entender o que essa curva tinha de tão difícil para causar tantos acidentes nessa prova de Rally. Será que era antecedida por uma longa reta? Será que o raio de entrada dela é muito fechado? Será que ela aparenta ser uma curva veloz na entrada, e subitamente o raio fecha?

Esqueci de tudo isso pouco depois do primeiro minuto, quando um espectador passa a expressar sua dor de uma maneira, digamos exótica, a cada batida que ele testemunha.

Quase... e quase! E quase... e quase!!!!

Quase tomba para um lado, quase tomba para o outro, quase atropela um fotógrafo, quase cai do barranco... santo, sorte, habilidade, acho que foi tudo junto e mais um pouco!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Davi versus Golias: Gixxerkart x Dodge Viper!

O Gixxerkart é um monstro-mirim pilotado por Achim Korden. O kart é dotado de um motor de 1,1 litro e 115HP, vindo de uma Suzuki GSX-R, resultando numa relação peso/potência insólita. Para se ter uma idéia, o brinquedinho atinge 96 quilômetros por hora em 2,7 segundos.

Neste programa alemão chamado D-Motor, o Gixxerkart enfrenta um Dodge Viper em um circuito improvisado à la Top Gear. O Mopar é conduzido por ninguém menos que Sabine Schmitz, piloto profissional da BMW. Sem dúvida, é um dos duelos mais esquisitos que eu já vi. Muito divertido.

As legendas do vídeo estão em inglês!

Ferrari F-430 em alta velocidade... e muitas curvas!


Apesar de Keiichi Tsuchiya já ter competido profissionalmente em categorias de turismo e na F-3 japonesa, sua fama se deve à sua habilidade no drifting e em corridas de montanha nipônicas, o Touge. Seu apelido já diz tudo: Drift King.

Nesse vídeo muito interessante, Keiichi leva uma Ferrari F430 aos limites no que parece ser um circuito improvisado numa estrada. Os pneus cantam a todo instante, enquanto o ronco enfurecido da macchina não deixa dúvidas de que se trata de um bólido de altíssima performance.

Nisso, gostaria de fazer uma observação. Ao menos neste vídeo, a pilotagem de Tsuchiya é um tanto quanto suja, com muitas rebarbas. Ele consegue obter uma velocidade bem alta no traçado, não há dúvidas, mas perde tempo precioso travando as rodas em frenagens e destracionando nas saídas de curvas lentas ao acelerar rápido demais. A falta de suavidade nos pedais, dando trancos e golpes a todo momento, chega a impressionar em alguns instantes.

O resultado disso é que Keiichi acaba tendo muito trabalho no volante para corrigir os desvios de rota que ele mesmo acaba criando. Claro, uma prova do tipo "subida de montanha", com asfalto estreito e curvas cegas, realmente necessita de mais atuação (input) do piloto nos comandos. Mas vendo e revendo o vídeo, minha opinião ainda é de que há exagero por parte do Keiichi na interação com o volante e principalmente, com os pedais da F-430. E que poderia ser mais rápido se fosse mais suave, particularmente nos trechos lentos.

Alguém concorda? Discorda? Dis-des-dun-concorda?


Este vídeo foi uma indicação do leitor Ricardo Moribe, ao qual eu agradeço a dica!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Renault Sandero. Muitas fotos.

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne


Olá amigos, voltei há pouco da agência Salem, responsável pela publicidade do lançamento do Renault, o Sandero. Haviam dois modelos disponíveis para apreciação, um todo original (azul metálico) e esta belezinha rubra, equipado com um kit estético esportivo, desenvolvido pela própria Renault.

Como a versão de design standard todos já conhecem, por estar presente em publicações como a Car and Driver e a 4 Rodas, cliquei somente esta versão com o kit.

Clique aqui para acessar o álbum de fotos. Mais tarde farei outro post, mais completo. Por enquanto, digo apenas que o carro é muito bonito, corpulento sem ser vulgar.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Bela demonstração de controle!


Saber pilotar com excelência significa também saber controlar o carro em situações de perdas extremas de aderência. O piloto Andrew Holman dá uma bela demonstração ao entrar muito forte com sua Ferrari 348 TS em uma curva à esquerda numa prova de subida de montanha organizada pela Pirelli.

Note como ele faz de tudo para manter o carro no asfalto, evitando a grama que certamente o faria escorregar até o muro. O efeito pêndulo vai ficando cada vez mais intenso, até que o carro gira 360 graus e pára, sem qualquer tipo de dano.

Abaixo, o mesmo vídeo, em primeira pessoa. Pernas bambas, anyone?


OFF - Millenium Force, uma das maiores montanhas russas do mundo...




O primeiro mergulho é quase uma morte com paisagem paradisíaca: os 94,4 metros de altura levam os passageiros à velocidades superiores a 150 quilômetros por hora (foto que abre o post). Na seqüência, uma curva de quase 180° de raio e 90° de inclinação. Depois disso ainda há quase dois quilômetros de percurso. Assista ao vídeo para conhecer esta maravilha, em primeira pessoa!

Essa é a Millenium Force, uma das montanhas russas mais colossais desse planeta. Caso queira se juntar aos mais de 10 milhões de passageiros que já se aventuraram em seus trilhos, basta ir ao parque Cedar Point, em Sandusky (Ohio).

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Pense.


Pense num Maverick GT V8 302 com um ronco agressivo. Mas pense bem. Agora, bote o vídeo pra rodar. Com o volume no máximo. Garanto que suas mãos irão suar!

Renault Sandero: novidades agora, e mais em breve...

Sendo sucinto:

  1. Há uma possibilidade da Renault entrar no ramo dos "aventureiros urbanos" com uma versão do Sandero. Ela foi levantada pelo site Carro Online, e esmiuçada em detalhes por Vitor Matsubara no blog Motorhaus. A projeção acima foi feita por ele.

  2. Ainda nesta semana, eu e alguns amigos do meio estaremos com a Renault na agência de publicidade Salem. Haverá uma unidade do Sandero para apreciação. Será uma boa oportunidade para aferirmos em detalhes essa nova aposta do fabricante. Depois publicarei aqui no blog as minhas impressões positivas e negativas, além de fotografias.

  3. Viajando dentro das possibilidades, coisa que veio à minha cabeça ao ler o blog Motorhaus: não seria interessante se tivéssemos um Sandero F1 (lembram-se da Renault Espace F1, ou do Clio F1)? Imaginem esta receita ridiculamente básica que liberaria ao menos uma dúzia de pôneis: um filtro esportivo, ECU reprogramada, e um coletor de escape menos restritivo. Bote na conta um visual ligeiramente mais esportivo. Spoiler, lanternas fumê, embleminha, interior caprichado, rodas diferenciadas, aquelas coisas. E amortecedores pouca coisa mais firmes, para garantir menor rolagem da carroceria.

    Seria um esportivo. Um esportivo de verdade. Coisa que a GM parece não ter conseguido com os modelos SS, anêmicos de desempenho, mas "cheios de bossa" no visual. O fabricante ainda insistiu nessa idéia infeliz com o Vectra GT-X, recebendo críticas de diversas publicações e potenciais compradores, ao passo que o Honda Civic Si é ovacionado e elogiado até por quem não gosta de carros japoneses.

    O motivo é óbvio. Os números de potência são parte integrante da construção do status de um esportivo, ao contrário de um "utilitário urbano"; onde apenas um visual caprichado é mais do que suficiente para agradar ao comprador. São perfis diferentes de consumidor, cada um com sua demanda.

  4. Essa é uma propaganda descarada, mas publico aqui porque é coisa boa pra você que está lendo. A não ser que você não queira andar no autódromo de Interlagos:

    Night Riders é uma ação da Renault que está recrutando futuros pilotos nos bares, baladas e festas de São Paulo. São 4 equipes circulando pela capital paulista a bordo de um Sandero, escolhendo todo dia um roteiro noturno diferente e, claro, candidatos à altura do desafio.

    Siga os Night Riders e faça a sua inscrição na hora para concorrer a um curso de pilotagem no Autódromo de Interlagos, com Roberto Manzini, um dos mais respeitados instrutores do Brasil.

    Para mais detalhes, entre no site.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Nurburgring Nordschleife: Porsche 997 GT3 e a família Alzen...


Representada na foto acima, uma cena das 24 Horas de Nurburgring de 2006; corrida que mescla parte do novo traçado com quase a totalidade do circuito antigo Nordschleife. O Porsche 997 GT3 foi conduzido por Uwe Alzen e seu irmão Jürgen, mestres do "inferno verde": o último é o detentor do recorde de Nordschleife a bordo de um carro de Turismo, com o tempo de 8 minutos e 6 segundos. Terminaram a prova em segundo lugar.

A curva mostrada na foto é a Karoussell, variante já explicitada em detalhes em um artigo do Mulsanne que, felizmente, gerou bastante retorno! Para encontrá-lo, entre no site e acesse a seção "automobilismo".

Se você quer entender como é feita a ligação entre os dois circuitos, e saber quanto do traçado novo é utilizado nessa prova, assista ao vídeo abaixo. Quem é o piloto? Uwe Alzen, of course! Note a velocidade incrível do alemão quando ele acessa o Nordschleife (2:28).

Em segundos ele gruda em um Mercedes (seria um 190E 2.5 16V Evolution?), mas por falta de espaço é obrigado a ficar atrás durante todos os "esses" de Hatzenbach, conseguindo superá-lo somente na saída de Hocheichen, trecho que leva à velocíssima seqüência Quiddelbacher-Höhe / Flugplatz / Schwedenkreuz, e à forte freada em descida de Aremberg. Neste momento, Uwe Alzen encontra uma BMW e um Porsche, e despacha os dois de uma vez só, ultrapassando-os por dentro.

Hummmm... quer mais? Que tal Jürgen Alzen? Pilotando um Porsche turbo com tração nas 4 rodas no Nordschleife... com chão molhado?? Here ´ya go!!!


Lotus Omega... ou Lotus Carlton...


O piloto e jornalista Tiff Neddell testou no início dos anos 90 esse belo exemplar do Lotus Carlton. Resumindo-o em uma sentença, trata-se de uma versão extremamente apimentada do modelo de série Gsi.

Seu motor 6 cilindros 3.0 stroker, de litragem ampliada para 3615cc, e seus dois turbos Garrett T25 são responsáveis por gerar irresponsáveis 377 cavalos; que levam esse monstrinho a 100 km/h em aproximadamente 5 segundos. Velocidade máxima? Quase 300 quilômetros por hora.

O que mais? Câmbio de seis marchas derivado do Corvette ZR-1, freios, suspensão e conjunto de rodas redimensionados, diferencial de escorregamento limitado, pequenas mudanças na carroceria, e nenhum sistema eletrônico de controle de tração. Esse é o Lotus Carlton.


"Este é um sedã familiar de quatro portas, que vai a mais de 175 milhas por hora (287 km/h)!! Acreditam nisso, um sedã familiar?? Quem é a família? Sr. e Sra. Fittipaldi??"

Jasper Carrott

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Stock Car. Dois parágrafos, duas idéias.

Para este post, deixo a palavra com Flávio Gomes e Luis Fernando Ramos, o Ico. São trechos de seus respectivos blogs (veja os links na coluna à esquerda):

FG: "Há que se pensar, também, sobre a qualidade dos pilotos que guiam esses carros. Alguns muito jovens, inexperientes, agressivos em excesso. A Stock (e a Light) é um jogo de bate-bate que, na maioria das vezes, não dá em nada além de carenagens rachadas e pilotos fazendo beicinho. Na maioria das vezes. Não em todas. Corrida de carro é uma brincadeira perigosa. E por isso não pode ser encarada como brincadeira."

Ico: "(...) em primeiro lugar, sua própria escapada da pista denuncia um toque (traseiro ou lateral) absolutamente desnecessário. E, lendo o depoimento de outros pilotos da categoria, como André Bragantini, a prática deve ser mais ou menos comum em todas as divisões da Stock Car. Se for isso mesmo, faltou por parte da organização do evento disciplinar a disputa. Por manobras bem menos questionáveis do que esta, a DTM entrou neste ano na maior crise."

domingo, 9 de dezembro de 2007

Acidente fatal em Interlagos neste domingo...


É uma triste notícia. O jovem piloto paranaense da categoria Stock Light, Rafael Sperafico (27), faleceu instantaneamente neste domingo, após um grave acidente ocorrido no autódromo de Interlagos.

Seu carro saiu da pista na Subida do Café, atingiu a barreira de pneus, e foi arremessado de volta ao asfalto. Foi então atingido em cheio pelo bólido de Renato Russo; que teve quase ou nenhum tempo de reação para evitar o choque.

O vídeo para o acidente encontra-se aqui.



Ficam algumas reflexões importantes:

1) Pilotos afoitos.
Nada conclusivo foi divulgado sobre os motivos de Sperafico perder o controle de seu carro; mas há a possibilidade da causa ter sido um empurrão dado por um piloto rival. Rodrigo Mattar disse sábias palavras em seu blog:

"Durante a gravação da corrida, eu tinha comentado repetidas vezes que esta corrida tinha que ser disputada com respeito entre os pilotos, até porque seria a decisão do campeonato entre Norberto Gresse Fº e André Bragantini Júnior (...) E tudo o que faltou entre grande parte dos 32 participantes daquela competição foi respeito.Houve um festival de toques, batidas e rodadas. E o ponto culminante, o ponto lamentável, aconteceu no fim da sexta volta, quando a plena velocidade o piloto de Toledo entrou na proteção de pneus e foi atingido a pleno por Renato Russo."

Em corridas de turismo, toques são quase inevitáveis. A questão é, uma linha muito tênue separa a esportividade da falta de ética e maquiavelismo neste "mundo dos totós" inerente a estes bólidos. Aparentemente, a sensibilidade dos pilotos da Stock Light para distinguir estas nuances está em baixa.


2) Proteção estúpida de pneus. É um Calcanhar de Aquiles já levantado por muitos pilotos que correram em Interlagos: o trecho entre a Junção e o "S" do Senna é extremamente inseguro pela falta de área de escape e a presença de barreiras de pneus que arremessam os carros de volta à pista.

No caso de não se querer investir em áreas de escape maiores, a solução seria a incorporação do sistema utilizado em circuitos ovais norte-americanos, o chamado "soft-wall"; que absorve as forças agudas do impacto e não empurra o bólido de volta como uma proteção de pneus.


3) Baixa resistência estrutural? Na NASCAR, utiliza-se um projeto de estrutura tubular interna praticamente medieval, com cerca de quarenta anos de idade. Mostra-se muito eficiente na proteção contra impactos severos, mas às vezes seu excesso de rigidez pode matar ao repassar todo o choque ao corpo do piloto.

Mas no caso de Sperafico, algo um tanto mais sinistro se revela. Os médicos alegaram que o piloto faleceu instantaneamente, devido a um grave traumatismo cranioencefálico sofrido. Isso é um indicativo de que a estrutura tubular do Stock Light de Rafael falhou ao não proteger a integridade do corpo do piloto.

E então, me pergunto: o projeto da "gaiola" da Stock Light é corretamente dimensionado? E se for, ele está sendo bem construído? As soldas estão sendo feitas com técnica e material adequado? Porque alguma coisa aí não está certa.



Sensação desagradável. Esse é o fato. Provavelmente trata-se da primeira morte no novo traçado de Interlagos.

Descanse em paz, Rafael.

Entrevista com Jackie Stewart!



Não deixe de ler esta fantástica entrevista com o tricampeão Jackie Stewart, dono de uma das tocadas mais suaves e velozes da história da Fórmula 1. Em um bate-papo com Paul Kimmage ao jornal Times, o piloto relembra - e revive - vários momentos de sua carreira; incluindo momentos infelizes como a perda de vários de seus colegas de profissão.

Sir Stewart é também conhecido como um dos principais embaixadores pela segurança nas pistas, promovendo melhorias significativas na estrutura dos autódromos e no equipamento dos pilotos. Eram tempos onde um erro poderia ser fatal.



“Imagine an 11-year window of time when you lose 57 – repeat 57 – friends and colleagues, often watching them die in horrific circumstances doing exactly what you do, weekend after weekend. Helen and I didn’t have to imagine. We lived through it. To be a racing driver between 1963 and 1973 was to accept the probability of death”

Sir Jackie Stewart, Winning Is Not Enough.

Ford Mustang GT 500 "Super Snake" 2008...


...por mais 28.000 dólares sobre o preço de um Shelby GT 500, você pode encomendar a versão "Super Snake": a potência gerada com o auxílio de um supercharger é um atentado à humanidade - até 725 cavalos. Suspensão reforçada, freios redimensionados e rodas de alumínio de 20 polegadas calçadas com pneus Pirelli PZero.

O vídeo foi uma dica do amigo Marco Antônio Araujo.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Novidades no Mulsanne.com.br: Final da Históricos V8 !


Agora sim. Ou melhor, finalmente.

Não percam a cobertura completa da etapa final do campeonato Históricos V8 5000 no autódromo de Interlagos! Confira todas as emoções, muitas fotos, estatísticas, e um vídeo on-board do carro de André Carrillo, o Maverick número 16 que você vê na foto acima.

Acessem o Mulsanne. Logo na primeira página vocês encontrarão o link, basta descer o scroll.


Aleluia, Deus é pai!

Finalmente, depois de mais de 24 horas de espera, ligações e atendimentos on-line, a TVA conseguiu resolver o problema de conexão que impedia eu e mais milhares de usuários do @jato de acessar alguns sites.

Dentre estes sites, estava aquele que hospeda o Mulsanne.

Portanto, em alguns minutos estará no ar a cobertura da etapa final da Históricos V8 5000. Aguardem só um pouquinho.

Mais carona com Derek Bell: Ferrari 333 SP em Goodwood!!!


Excelente piloto, excelente evento, e um ótimo carro!

O texto abaixo descreve o modelo 333 SP, é de um
post do mês passado:

" Após vinte ausente deste meio (dos protótipos de competição), a Ferrari volta com o 333 SP em 1993, bólido destinado essencialmente para competir no campeonato IMSA como private entries, ou pilotos independentes - sem o envolvimento direto da marca como equipe. De acordo com Alain de Cadernet, por aproximadamente 1 milhão de dólares, você levava um carro, dois motores reserva, e um pacote de peças de reposição.

Duas décadas significam um mundo inteiramente novo, mostrado nas entranhas da 333 SP. Materiais nobres como fibra de carbono estão presentes na estrutura estilo monocoque. A liga leve de alumínio ainda está no bloco e cabeçotes (agora com 5 válvulas por cilindro), ainda que em composição mais sofisticada. O motor V12 a 65 graus tem deslocamento de 3997cc, e desenvolve 650HP a onze mil rotações por minuto. Certamente poderia girar em regimes superiores, mas ao preço de maior fadiga e possibilidade de quebras prematuras (lembre-se que a 333 SP foi destinada a pilotos independentes).

(...) O câmbio transversal e seqüencial de cinco marchas faz um enorme ruído, similar a uma turbina, graças a seus dentes retos. É possível notar semelhanças visuais com os monopostos de Fórmula 1 da Ferrari do meio dos anos 90. Note também os recortes na porção superior dos pára-lamas, com o duplo intuito de permitir a vazão de ar quente vindo dos freios, e ao mesmo tempo reduzir o arrasto aerodinâmico do arco interno dos próprios pára-lamas."

Carona: Porsche 956 em Le Mans com Derek Bell !

Que ronco! Que velocidade! Estrutura tubular de alumínio, peso de aproximadamente 800 quilos, 635 cavalos e aceleração de 0 a 300 em 11,3 segundos!

Este bólido foi vencedor das três primeiras posições das 24 Horas de Le Mans de 1982. Derek Bell, o mestre-Porsche e anfitrião deste nosso passeio on-board, foi o vencedor desta e de mais quatro edições (75, 81, 86 e 1987). O vídeo é provavelmente de 1983.

Notem ao final da reta Les Hunaudières a curva Mulsanne (1:40 do vídeo). A impressão é de uma parada total, pois o cérebro se acostuma com a velocidade após um minuto inteiro de aceleração plena a mais de 350 quilômetros por hora. Logo depois, mais pé na tábua... a pista é proporcionalmente muito estreita, aumentando ainda mais a sensação de velocidade.

Não deixe de ver este vídeo, vale a pena!

Carona: Porsche 550 Spyder num bela estrada!

Trata-se de uma réplica gringa da Beck, ou melhor, Chamonix; em uma belíssima estrada com iluminação típica de outono: perfeito para um passeio esportivo a bordo de um "antigo"!

Porsches em provas de montanha...

...também conhecido como "Hillclimb" ou "Subida de Montanha". O fabricante alemão teve muito sucesso neste tipo de corrida, devido a seus carros leves, com entre-eixos curtos, e motores traseiros; resultando numa fórmula excelente (apesar de arisca) para combater o sub-esterço típico gerado em curvas fechadas.

A narração é do ex-piloto argentino Rubén Darai. No vídeo, vemos clássicos como o 550 e 718 RSK Spyder, e o 356 speedster. Enjoy!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Enquanto isso...

Enquanto não consigo acessar o site do meu servidor para "uplodear" a cobertura da Históricos V8 5000, peguem uma carona com David Brunstein em Interlagos, aquecendo seus pneus e assentando as pastilhas de freio...

Vídeo: Maverick Night no Sambódromo!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Final da Históricos V8 5000: um pequeno "teaser"...






Pois é amigos! A cobertura da etapa final já era para estar no ar, mas alguns imprevistos me tomaram um tempo precioso hoje. Amanhã estará no ar. Já deixo avisado que a espera valerá a pena, porque as fotos ficaram muito legais... vejam aí uma pequena amostra!

Clique nas miniaturas para ampliar.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Cobertura da final da GT3!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne


Já está disponível no site
AutoDiário a cobertura da finalíssima da GT3, ocorrida neste final de semana em Interlagos. O vencedor foi o Dodge Viper da dupla Xandy Negrão e Andreas Mattheis, da fotografia acima; que também faturou o título (extra-oficialmente).

Três motivos para um sumiço pt. final!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne


Motivo número 3: fazer o ensaio fotográfico do próximo carro a estrelar no Mulsanne, este belíssimo Maverick GT do meu amigo Caio Stedile. Adivinhem onde? Acho que não preciso dizer. A matéria completa estará no ar nos próximos dias no Mulsanne.

Clique na foto para ampliar (é uma imagem grande!). Local: final do ponto de freada para a Curva do Lago.

Três motivos para um sumiço pt. 2!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne


Motivo número 2: fazer a cobertura da finalíssima da Históricos V8 5000; adivinhem onde, em Interlagos. Estará no ar nos próximos dias no Mulsanne, aguardem!

Clique na foto para ampliar (é uma imagem grande!). Local: segunda perna do "S" do Senna, rumo à Curva do Sol.

Três motivos para um sumiço pt. 1!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne

Motivo número 1: prestigiar a GT3 em Interlagos. Ferraris, Lamborghinis, Vipers; e várias feras do automobilismo nacional. De quebra, um monte de Lobinis atrás dos boxes, em uma verdadeira aquarela de cores. Sol de rachar a cuca, but who cares?

Clique na foto para ampliar (é uma imagem grande!).
Local: entre os dois pontos de tangência do Laranjinha.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Finalíssima da Históricos V8 5000 !


Neste Sábado, além dos treinos para a prova da GT3, teremos a etapa final do Campeonato Paulista de Automobilismo - o que inclui a categoria Históricos V8 5000.

Será a decisão do campeonato de estréia da Históricos, disputada entre os pilotos David Brunstein e Renato Hiluey (na foto, os Mavericks preto e creme).

Para mais informações acesse o site Mulsanne e entre no link "Campeonato Históricos V8 5000"!

GT3: Quer assistir de graça? Ainda dá tempo!!



...mas não vacile! Você deve enviar a resposta ainda hoje, pois a etapa da GT3 ocorre neste final de semana em Interlagos!

Clique aqui para participar!

Pontiac Banshee: a maravilha interrompida! À venda!




Seu design ousado inspirou as linhas proporcionalmente menores do Opel GT, lançado quatro anos depois. Pesava 225 quilos a menos que o Corvette, podendo facilmente derrotá-lo em linha reta ou em trechos sinuosos: seria um grande carro de corridas. Acabamento refinado, futurista dentro do realismo: sem clichês, nem exageros.

Este era o Pontiac Banshee, também conhecido como Projeto XP-833. Um dos melhores carros norte-americanos já construídos, mas que nunca chegou a ser produzido em série. O motivo é de se lamentar: a direção da General Motors temeu pela concorrência com o Corvette, e "aconselhou" John DeLorean, responsável pela Pontiac, a descontinuar o projeto cerca de dois anos após seu início.

Posteriormente, suas linhas foram "sequestradas" pelo novo Corvette e pelo Opel GT, lançados em 1968. As lanternas traseiras foram reutilizadas nos Pontiac Firebird. Do Banshee, restaram apenas dois protótipos: este das fotos, com motor seis cilindros OHC, e um conversível com motor V8.

A boa notícia: este Banshee está a venda. Com menos de 2000 milhas rodadas, seu estado é impecável, concours, nota dez. A má notícia: o preço é de 1,3 milhão de dólares. Passado o susto, a raridade justifica a soma.



Clique aqui para acessar o anúncio.

Clique aqui para ver uma matéria com o outro Banshee.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Segredo! Fotos do motor LS9 do Corvette SS/ZR1 2009 !






A batata tá esquentando. Babem no propulsor do Corvette SS/ZR1 2009: V8 de 6,2 litros com supercharger. Especula-se que o motorzão gerará em torno de 600 cavalos! Notem as fotos detalhadas do compressor e do intercooler. Em breve, mais novidades...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Trio de Shelbys...


Um é pouco, dois é bom, três é melhor ainda! Imaginem este trio de motores 289 roncando com escapes diretos a 6500 giros na sua orelha!

A cena foi registrada no maravilhoso Coronado Classic Speed Festival deste ano, na ilha de Coronado (!), região da Califórnia...

Cornetas mágicas...


Pois é, ainda mais Can-Am, por quê não? McLaren M20 1972, pilotado por Denny Hulme; segundo colocado no campeonato vencido pelos imbatíveis Porsche 917 10K e 10KL "Turbopanzer".

Projeto muito interessante em termos aerodinâmicos, de distribuição de peso e busca do melhor posicionamento do centro de gravidade. Isso incluía um tanque de gasolina dividido em três células, uma sob o piloto e duas nas laterais do monocoque; nariz em cunha (graças aos radiadores laterais), massa concentrada na região entre-eixos e outras pequenas artimanhas.

O propulsor? Um Chevy de alumínio, com apenas 8,1 litros de deslocamento e 750 cavalos!Coisa simples, humilde.

Foto rara...


Mais Can-Am! Circuito-aeroporto de Sebring, 1968. À esquerda do piloto Fred Baker vejam só, James Garner! Sim, o ator principal do clássico Grand Prix, de John Frankenheimer, era um piloto "natural gifted", com bastante sensibilidade e velocidade - elogios conferidos por ninguém menos que Bob Bondurant!

Ele competia pela equipe AIR (American International Racing), a bordo de um Lola T70 MK III GT, equipado com um propulsor Chevy V8 de 5 litros. Clique na foto para ampliar!

Momento Can-Am... para desinfetar o blog!


Contribuição daquele que se auto-intitula como Waddellz. Clique na foto para ampliar, pois a imagem é grandinha!

O Pace Car Porsche ainda pode ser visto no canto esquerdo da imagem enquanto os carros passam pela variante 5 de Mosport (Curva Moss). Mark Donohue é seguido por Peter Revson (4) e Denis Hulme (5), juntamente com Jackie Oliver no Shadow. Oliver duraria seis voltas e abandonaria com uma transmissão quebrada. Hulme venceu a prova com Donohue em segundo e Revson em terceiro (2 voltas atrás com o virabrequim danificado). Imagem scaneada de um slide de 35mm.

The Porsche pace car can just be seen on the left edge of the frame as the cars move through Mosport's turn 5 (Moss Corner). Mark Donohue leads Peter Revson (4) and Denis Hulme (5), along with Jackie Oliver in the Shadow. Oliver would last 6 laps and retire with a broken transmission. Hulme won the race with Donohue second and Revson third (2 laps down with a broken crank) - scanned from a 35mm slide.

Para quem gosta dessa categoria fantástica, recomendo uma visitinha ao Blog do Saloma. É uma boa surpresa, eu garanto!

Dia das notícias absurdas...


Prometo que esta será a última babaquice publicada hoje no blog. Esta notícia saiu no portal Terra, com a contribuição de José Carlos Tolentino:


"Super-homem" bate carro em poste

Um motorista vestido de super-homem perdeu o controle do veículo e bateu em um poste na madrugada de domingo, na avenida Presidente Carlos Luz, em Belo Horizonte. Conforme testemunhas, ele teria dormido ao volante.

Após bater, o veículo teve um princípio de incêndio, mas o motorista conseguiu sair do carro, mesmo ferido. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o homem sofreu uma fratura na clavícula e foi encaminhado ao hospital.



Inevitavelmente pensei em piadinhas de caráter duvidoso. Seria o poste feito de criptonita? Será que o Super-Homem saiu voando do/pelo carro?

Como estragar o "inestragável"


Recebi essa do Éubio Rosa. Serve como prova de que a Síndrome da Melancia no Pescoço (S.M.P.) também afeta indivíduos de outros países, no caso, os Estados Unidos. Pois é, pobreza cultural é um fenômeno mundial.

Este conseguiu realizar uma obra-prima. Transformar um Dodge Charger 1968 um carro de se torcer o nariz. Basta uma pintura cor-de-burro-quando-foge e um par de portas com abertura "tesoura".

Xuning anyone?

domingo, 25 de novembro de 2007

Vídeo: Mustang Bullitt 2008

Há alguns dias, postei por aqui a novidade que a Ford trará para 2008: o novo Mustang Bullitt, tributo de 40 anos ao pony car utilizado por Steve McQueen em seu filme de 1968. Agora, veremos um vídeo do carro em ação, com muita borracha queimada e ronco de motor V8!

Bueno. O motor tem uma pimentinha a mais, uma caracterização visual bacana, e segundo o fabricante, todo o sistema de escapamento foi criado para reproduzir o ronco do V8 390 original nesta nova versão, de 315 cavalos e 4,6 litros. Nesse aspecto, sinto dizer que forçaram um pouco a barra, pois um motor small block injetado nunca irá soar como um big-block carburado.

Isso sem mencionar a possibilidade (grande) do áudio do Mustang de Bullitt ser na verdade, de um outro carro, possivelmente um GT40 289. Quer saber mais sobre o filme e os carros originais? Leia o artigo presente no site Mulsanne, na seção "carros antigos".

Polêmicas à parte, vale a pena assistir o vídeo para ver o Mustangão 2008 em ação! Apenas 700 unidades serão produzidas, fazendo deste modelo um interessante ítem de coleção.

Era uma vez um SP-2...


Sinto muito por estragar o apetite de vocês para o almoço de Domingo! Mas não dava pra deixar passar essa... recebi via e-mail, do Rui Branco. Clique para ampliar, se tiver coragem.

Crime hediondo à parte, a adaptação foi razoavelmente bem feita. Continuidade dos vincos, proporcionalidade, tudo mais ou menos do jeito. Exceto é claro, a transgressão anacrônica realizada pelo proprietário...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Abusos dos fabricantes e descaso nas auto-estradas brasileiras...

Essa semana, o site Best Cars (o melhor do gênero, sem dúvidas) traz duas colunas cuja leitura eu recomendo bastante.

A primeira é o editorial do Fabrício Samahá. Seu texto expõe a política abusiva de economia de custos adotada pelos fabricantes de automóveis, criando inconvenientes e até situações de risco para o consumidor.

A segunda dica é a coluna "Do banco do motorista" de Bob Sharp. Nesta semana, ele apresenta uma situação absurda vivida por um amigo seu, que teve um princípio de infarto quando conduzia seu carro na estrada que leva à Castelo Branco. O total despreparo e falta de vontade dos funcionários da ViaOeste responsáveis pelo atendimento de emergência é alarmante, mas acima de tudo revoltante.

Série Especial 03: Formula 1 On Board, 50 anos!

Dica fantástica dada pelo Rômulo Valentini. É um vídeo muito visceral, então aperte bem os cintos, aumente o volume, e tente domar a adrenalina!

Trata-se do DVD "50 Years of Formula 1 On Board", um belíssimo registro audiovisual onde podemos acompanhar toda a evolução técnica que acompanhou a categoria máxima do automobilismo desde o seu nascimento, do melhor lugar possível: a bordo dos monopostos!

Motores dianteiros, traseiros, tração integral, traseira, pneus slick, a introdução dos aerofólios, a era do efeito-solo, venturis, estruturas tubulares, monocoque, a evolução dos materiais compostos, câmbios seqüenciais, semi-automáticos, auxílios eletrônicos, sistemas pneumáticos... cada expressão destas envolveu sangue, suor, lágrimas e cifras em quantias além do que é mensurável.

Nos minutos presentes nos vídeos abaixo, temos a rara oportunidade de viajar no tempo, adentrar nos cockpits em pistas históricas (como Nurburgring Nordschleife, Long Beach, Mônaco e Suzuka), e reviver cada novo passo estimulado pela competição e o desejo pela vitória.

Mario Andretti, Stirling Moss e Jackie Stewart são os comentaristas. Há muitos registros raríssimos e exclusivos, incluindo cenas de bastidores. Não vou estragar a surpresa e a emoção de vocês. Apenas garanto uma coisa: cada minuto investido assistindo estes vídeos vale a pena!



Parte 1




Parte 2




Parte 3




Parte 4




Parte 5




Parte 6

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Série Especial 02: Shelby Mustang e Shelby Cobra(s) !!

Ford 289 e 427. Dois dos melhores e mais bem-sucedidos motores V8 produzidos pela Ford Motor Company. Possuem comportamento e princípios distintos e até opostos, mas compartilham lado a lado suas histórias nas pistas de corrida dos anos 60, a bordo dos Shelby Cobras, dos Mustangs e dos GT-40.

Nos vídeos a seguir, Alain de Cadenet apresenta em detalhes os Shelby GT-350, GT-350R (o modelo mostrado foi pilotado por Pedro Rodriguez), GT-350H "Hertz", e os Cobras 427 e o raríssimo Daytona Coupé: apenas seis exemplares foram produzidos.

Aumente bem o volume... a emoção é garantida!




Shelby GT-350, GT-350R e GT-350H



AC Cobra 427




Shelby Daytona Coupé

Técnica: frenagem com o pé esquerdo!

Não é para qualquer um, nem para qualquer situação, muito menos para qualquer carro.
Mas vale como entretenimento, e para
assistir a um punta-tacco realizado com
muita naturalidade. Ótimo apresentador e piloto.

Repost: Fatalidade em Goodwood (2000)...

Foto: Jane Peters


Este é um post antigo, do mês de Julho deste ano. Mas vale a pena ressuscitá-lo, já que mencionei o Lotus 63 no tópico anterior.



"Há quase um mês houve o já tradicional Goodwood Festival of Speed, um dos eventos anuais mais aclamados e esperados pelo mundo inteiro. A essência do evento, o que realmente mexe com o público e os participantes, é uma prova de subida de montanha onde participam carros de todas as épocas e categorias do automobilismo mundial, além de pilotos famosos e outros não tão conhecidos assim.

O traçado é obviamente perigoso, havendo espaço para pouco mais de um carro, retas longas e freadas fortes. Apenas blocos de feno separam a pista de árvores, que em muitos trechos correm a pouco mais de dois metros da pista.

Mesmo com os tempos cronometrados, tudo não passa de uma exibição amistosa: o piloto é que define o quanto quer se arriscar na tocada e o clima é de festa. Inevitavelmente há um clima de competição, pois ninguém quer fazer tempos ruins frente a um público de 150 mil pessoas. Mas por causa da segurança precária e pouca (quando nenhuma) margem para correções, buscar o limite também não é recomendável.

Em 2000 uma tragédia lançou uma sobra sobre o evento. O inglês John Dawson-Damer, membro da comissão histórica da FIA e dono de uma respeitável coleção de Lotus de F1, perdeu o controle de seu Lotus modelo 63 em alta velocidade, bateu na linha de chegada e atropelou dois comissários. O carro foi completamente destruído ao atingir uma árvore. O piloto faleceu instantaneamente. Um dos comissários morreu no hospital e o outro permaneceu em estado crítico por muitos dias, mas sobreviveu.

O Lotus 63 contava com tração nas quatro rodas. Foi uma das apostas revolucionárias de Colin Chapman para 1969, mas que não vingou. Jochen Rindt e Graham Hill odiaram o carro e preferiram correr com o modelo 49. No mesmo ano, Mario Andretti destruiu um Lotus 63 treinando em Nurburgring Nordschleife. Definitivamente era um modelo temperamental - para não dizer perigoso.

Dawson-Damer estava num fim-de-semana bastante competitivo com os outros pilotos de F1 de 3 litros da era pré-efeito solo, disputando décimos de segundo com os tempos na volta de 55s. O inglês estava no carro errado para quem buscava andar no limite, e acabou confirmando o veredito negativo de Hill e Rindt sobre o modelo.

Para ter o máximo de tração no percurso em subida, a regulagem do diferencial traseiro (Salisbury?) estava bem bloqueada, transformando o já perigoso carro numa cadeira elétrica no caso de um destracionamento. A mais de 150 quilômetros por hora e a poucos metros da linha de chegada, uma das rodas traseiras do Lotus passou sobre a grama.

O carro perde o controle quase instantaneamente, com pouca ou nenhuma chance de reação para o piloto."


Lotus F-1: modelos 49, 72 e 79!

São as três gemas de Colin Chapman, apresentadas pelo piloto e colecionador Alain de Cadenet. Sim, o mesmo dos vídeos da Ferrari... e trata-se da mesma série, Victory By Design!

O modelo 49 (1967) é conhecido por ser tudo aquilo que o Lotus do ano anterior (43, que inaugurou a integração estrutural do propulsor) não conseguiu ser. Grande parte da culpa caiu sobre a "usina mastodonte" BRM H-16, agora substituído pelo revolucionário Ford Cosworth DFV (415HP @ 9500RPM), encomendado por Colin Chapman a Mike Costin e Keith Duckworth.

Era um monoposto temperamental, graças à curva de potência um tanto quanto ríspida do motor, que entregava uma montanha de força de maneira súbita a partir dos 6.500 giros. O Lotus 49 serviu à equipe em diferentes variantes entre os anos de 1967 até meados de 1970, dando o título a Graham Hill em 68.

O Lotus 72 de 1970, uma revolução necessária. Com o fracasso do projeto de tração nas quatro rodas (modelo 63, raríssimo e perigoso), a equipe inglesa teve de utilizar o modelo 49 por mais tempo que o previsto. Seu substituto teria de representar uma bela mudança de paradigmas, e assim foi: aerodinâmica refinada, com a frente em cunha, radiadores nas laterais, airbox e aerofólio traseiro em três peças. Suspensão e freios refinados: geometria para gerar efeitos anti-mergulho nas frenagens e anti-squat nas reacelerações (removidos posteriormente por restringir o feedback do carro ao piloto) e freios onboard para reduzir a massa não-suspensa. O propulsor era o já clássico Ford Cosworth DFV, que agora gerava 440 cavalos a 10.000 giros. O Lotus 72 garantiu o título póstumo a Jochen Rindt em 1970, e a Emerson Fittipaldi em 1972. Foi utilizado até o ano de 1975.

Por fim, o modelo 79, representando a melhor fase da equipe inglesa no desenvolvimento dos Fórmula 1 geradores do "efeito-solo". Vou fazer um pouco de mistério a respeito deste, pois será assunto de matéria no Mulsanne num futuro não muito distante :)

Vale somente uma indagação: o ronco dos Lotus 79 e 72 mostrados por Cadenet, em alguns momentos parecem o de um propulsor V8 norte-americano. Tal como um Ford 289 ou um Chevy 350. É mais provável que o áudio tenha sido substituído nestes momentos por algum motivo específico, como uma falha no registro feito ao vivo.




sábado, 17 de novembro de 2007

...Ferraris de competição, parte final !!!

Vídeo 6: O grande momento da série. Uma experiência insólita protagonizada por Alain de Cadenet... de trajes sociais, ele adentra no cockpit de uma Ferrari 312PB 1972, o "último dos moicanos" em termos de protótipos vencedores da casa de Maranello.

Motor Flat 12 de três litros (460HP @ 10800RPM) utilizado nos Fórmula 1 da equipe, injeção de combustível Lucas, estrutura tubular de aço e carroceria rebitada de alumínio, peso de 665 quilos: massa mínima, centro de gravidade baixíssimo. O ronco é simplesmente eletrizante... e você vai de carona nas câmeras onboard, por quase três minutos!

De sobremesa após esta loucura, Cadenet apresenta uma bela 365 GTB/4 "lightweight" que foi pilotada por ninguém menos que Derek Bell, vencedor de cinco edições das 24 Horas de Le Mans. O piloto inglês disse a Alain que o bólido era uma delícia de ser pilotado, e o apresentador não desperdiçou a chance de pôr a prova este elogio! O ronco é incrível. Grave, sonoro, musical.

O modelo seguinte marca uma ruptura do fabricante no mundo das competições de protótipos esportivos. Após vinte ausente deste meio, a Ferrari volta com o 333 SP em 1993, bólido destinado essencialmente para competir no campeonato IMSA como private entries, ou pilotos independentes - sem o envolvimento direto da marca como equipe. De acordo com Cadernet, por aproximadamente 1 milhão de dólares, você levava um carro, dois motores reserva, e um pacote de peças de reposição.

Duas décadas significam um mundo inteiramente novo, mostrado nas entranhas da 333 SP. Materiais nobres como fibra de carbono estão presentes na estrutura estilo monocoque. A liga leve de alumínio ainda está no bloco e cabeçotes (agora com 5 válvulas por cilindro), ainda que em composição mais sofisticada. O motor V12 a 65 graus tem deslocamento de 3997cc, e desenvolve 650HP a onze mil rotações por minuto. Certamente poderia girar em regimes superiores, mas ao preço de maior fadiga e possibilidade de quebras prematuras (lembre-se que a 333 SP foi destinada a pilotos independentes).

Vocês verão esse bólido em ação, no próximo vídeo.



Vídeo 7: Hora de prestigiarmos a 333-SP em ação! O câmbio transversal e seqüencial de cinco marchas faz um enorme ruído, similar a uma turbina, graças a seus dentes retos. É possível notar semelhanças visuais com os monopostos de Fórmula 1 da Ferrari do meio dos anos 90. Note também os recortes na porção superior dos pára-lamas, com o duplo intuito de permitir a vazão de ar quente vindo dos freios, e ao mesmo tempo reduzir o arrasto aerodinâmico do arco interno dos próprios pára-lamas.

Na sequência, Enzo Ferrari. A máquina, não o comendador. Pilotada no quintal do fabricante, a pista de Fiorano; acompanhada das irmãs mais velhas F-40 e F-50. Note a similaridade do ronco com o modelo 333 SP.

Próximo do fim do vídeo, Alain de Cadenet tem a difícil tarefa de escolher o seu modelo antigo favorito dentre todos exibidos nessa série especial, e dar um longo passeio para apresentar posteriormente a 550 Maranello Barchetta. Após definir algumas premissas essenciais, tal como a preferência por motores frontais em carros de rua, sobram apenas três escolhas possíveis. Apesar do veredito do piloto inglês ter sido formidável, eu ficaria com o modelo à extrema esquerda da tela.

E você?


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

...Ferraris de competição, segunda parte!!!

Vídeo 4: Alain de Cadenet sai a bordo de uma Ferrari 246 Dino com escapamento esportivo. O ronco do V6 2,4L é pura música.

Na seqüência, surge o carro de rua mais belo da série, segundo a opinião deste que vos fala. Um belíssimo exemplar de uma Ferrari 250 GT Berlinetta SWB (short wheelbase, ou entre-eixos curto). A distância de 2400mm entre os eixos dianteiro e traseiro garantia menor momento polar de inércia, resultando em um carro ligeiro, esperto. Havia disponível uma versão com carroceria de alumínio, motor apimentado e suspensão mais rígida, transformando-o em um sério desafiante para "private entries" em competições como a Targa Florio.

A seguir, uma lindíssima 250 GTO rosso corsa, seguida por uma 250 LM que já foi pilotada algumas vezes por ninguém menos que Graham Hill!!! Dispensarei comentários, apenas assistam! Depois, temos o modelo 275 LM, vencedor das 24 Horas de Le mans de 1965; pela equipe N.A.R.T. de Luigi Chinetti! Os pilotos eram Masten Gregory, Ed Hugues, e o grande Jochen Rindt.

Note a primeira marcha ultra-longa, e a marcha-lenta embaralhada do 275 LM...
Nos últimos segundos, aparece o modelo 250P, que será o primeiro assunto do próximo vídeo.



Vídeo 5: Cadenet chega em grande estilo a bordo de uma 250P. Era o primeiro modelo da Ferrari com motor V12 instalado na posição central, e esta seria a tendência para todos os outros protótipos do fabricante. Foi um sucesso em competições, faturando as 12 Horas de Sebring e as 24 Horas de Le Mans em 1963.

Alain volta a dar atenção aos carros de rua da casa de Maranello, mostrando uma linda 275 GTB prateada, de 1966. Foi o modelo que inspirou as linhas do brasileiro GT Malzoni. Sua carroceria de alumínio desenhada por Pininfarina tem um design que é de tirar o fôlego até hoje.

Mas a atenção durou pouco. Cadenet não resiste, e caminha em direção a uma... ainda não consigo acreditar, mas é isso mesmo! Uma Ferrari 312 P3, cor Giallo!!!! Vencedora dos 1000 quilômetros de Spa e Monza. Seu motor V12 de 4 litros era feito de uma liga muito leve de alumínio, do bloco aos cabeçotes com duplo comando de válvulas. O resultado disso, juntamente com a carroceria allegerita de alumínio, era um peso de 792 quilos; resultando em uma combinação peso-potência suficiente para levá-la a mais de 300 quilômetros por hora!

Que experiência maravilhosa a que Alain de Cadenet teve, ao guiar este maravilhoso protótipo em uma bela estrada interiorana... depois, o inglês apresenta no autódromo de Laguna Seca os modelos P3 e P4 modificados para participar do campeonato CanAm em 1966 e 1967.

Mas ainda não acabou. Chega a hora da série 512... modelos S, M. Protótipos espetaculares com motores de cinco litros, mas que não foram grandes vencedores.

Ao final do vídeo, a vingança italiana: a Ferrari 312PB, com o motor flat-12 de 3 litros utilizado nos monopostos de Fórmula 1 da equipe (é o som que você ouve ao entrar no site Mulsanne!!!). Venceu todas as provas que se inscreveu. Entre o casting de pilotos que estiveram a bordo, nomes famosos como Ronnie Peterson, Jacky Ickx, Clay Regazzoni e Mario Andretti.


Amanhã, a parte final deste especial da Ferrari!!! Não perca!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Série Especial 01: Ferraris de Competição, primeira parte !!!

Atenção caros amigos, material muito nobre a seguir. Não somente neste post, mas nos próximos dias!

O piloto e jornalista Alain de Cadenet, uma das personalidades mais respeitadas no meio dos antigos de competição, apresenta este programa muito especial chamado Victory by Design. Nele, o inglês não somente apresenta a história de bólidos de corrida clássicos, caros e raros: também os dirige esportivamente, oferecendo uma sensacional experiência ao telespectador, em um programa muito bem produzido em todos os aspectos.

Vou iniciar a série com os vídeos das Ferraris clássicas que Cadenet apresentou e pilotou. Na sequência, teremos Aston Martin, Porsche e Alfa Romeo!!! Imperdível!


Vídeo 1:
Ferrari 166 MM. Estrutura tubular, carroceria de alumínio. Propulsor V12 de 1995cc (140HP @ 6000rpm), alimentado por três carburadores de corpo duplo. Os freios à tambor são uma pequena aventura oferecida por um monstrinho capaz de superar os 200 quilômetros por hora.

Diferentes versões do modelo faturaram três edições da Mille Miglia, uma Targa Florio, as 24 Horas de Le Mans (um dos pilotos era Luigi Chinetti, homenageado na crônica do post anterior), e uma edição das 24 Horas de Spa-Francorchamps.

Ao final do clipe, uma comparação curiosa entre os modelos 166 MM e 333-SP!







Vídeo 2: Inicia contando um pouco da história dos carros de turismo da Ferrari, e as diferentes motorizações utilizadas. Imagens raras e de alta qualidade, como dos 1000 quilômetros de Nurburgring Nordschleife de 1956.

A primeira estrela do vídeo é uma belíssima Ferrari 860 Monza, com um motor curioso: 4 cilindros de 3,5 litros. Cadenet se delicia com o torque do propulsor em baixos giros, fazendo da 860 um carro de competição relativamente dócil.

Na sequência, temos uma incrível 375 Plus, pilotada no autódromo de Laguna Seca. Motor V12 de 4,9L (330HP@ 6000RPM), alimentado por um trio de carburadores Weber 46. Como curiosidade, vale mencionar o eixo traseiro que utiliza um sistema DeDion (com tambores) e feixes de mola transversais.


Depois, o modelo 121 LM. Motor seis cilindros em linha de 4,4L (uma versão com dois cilindros a mais do motor da 860 Monza). Duas velas por cilindro, ignição tipo magneto, três carburadores Weber. Ao invés do duplo comando de válvulas no cabeçote do motor da 860, a versão seis cilindros possuía apenas um comando.

Acabou? Nada feito. Cadenet apresenta um protótipo (uma 212 modificada), que seria o prelúdio da série dos vitoriosos modelos 250 - tal como o modelo Testarossa (!!!) que Alain mostra e pilota com vontade na sequência...




Vídeo 3:
Começa com uma maravilhosa Testarossa 1959 adaptada às regras de 1960... ou simplesmente "TR" 60 a partir do ano seguinte. V12 série 250, seis carburadores Weber, 300HP. Uma grande vencedora da categoria Gran Turismo.

Na sequência, uma leve e esperta Dino 246-S e seu famoso propulsor V6 de 1,5 litro e 220HP; e uma Ferrari Dino de Fórmula 1 de 1960, com quatro (!) comando de válvulas em seu propulsor frontal.

Para terminar o vídeo, o famoso Dino 246, com carroceria de aço estampado (ao invés de alumínio dos primeiros modelos, os 206) e o motor V6 2,4L DOHC (195HP @7600RPM), que equipou inclusive o modelo de rally Lancia Stratos, vencedor do WRC em sua categoria nos anos de 1974, 75 e 76. Sem dúvida, um dos poucos modelos da Ferrari "não V12" pós-anos 60 que possui alto valor de mercado.



Não acabou ainda. Amanhã a série continua... aguardem!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Artigo no Mulsanne.com.br : Parabolica, do Autódromo de Monza !!!


Acabei de botar no ar o meu segundo artigo da série Curvas do Mundo. Na primeira vez, a variante Karussell de Nurburgring Nordschleife foi analisada em detalhes. Agora, chegou a hora de encararmos a Parabolica do Autodromo Internazionale Monza, "à bordo" de uma Ferrari 365 GTB/4 da equipe N.A.R.T. de Luigi Chinetti, com vídeos, fotos, e muitos pormenores bacanas!!

É simplesmente imperdível! Clique aqui para acessar o Mulsanne. Você encontra o artigo-crônica por através de um link ainda na primeira página, ou dentro da seção "automobilismo".

Um abraço a todos!