domingo, 31 de maio de 2009

Pergunta fácil (resposta)...


O Guilherme Atencio e o König mataram a charada. A garota "alterné" dirigia um Porsche 944, bem rodado como podia-se ver pelo desgaste do volante. Aliás, se eu soubesse onde ela mora, até daria de presente um volante original que possuo. Mas só se pudesse entregar pessoalmente.

O 944 nunca foi um automóvel muito desejado, apesar do excelente equilíbrio dinâmico devido ao motor dianteiro de 4 cilindros com câmbio instalado próximo ao eixo traseiro. E eu, honestamente, não faria muita questão de adotar este filho de Stuttgart. Só se viesse com a garota junto.


Três quartos da altura, triplo do motor...


Na contramão da Eau Rouge (Spa-Francorchamps), Porsche 917K e 914. Este último já é conhecido por suas dimensões bastante compactas, mas nem se compara à altura do protótipo alemão. Não sei dizer se é um 914-6. Mesmo que seja, ainda teríamos a metade dos cilindros do 917K, este equipado com um monstruoso flat-12 refrigerado a ar.

Vamos fazer um tira-teima? Na ordem, dados do 917K e do 914 (ficha do 4 cilindros 1.8).

Potência: 580hp @ 8000 rpm / 85hp @ 5000 rpm
Torque: 57,2 mkgf @ 6400 rpm / 14,3 mkgf @ 3400 rpm
Peso: 800 kg / 970 kg
Altura: 920 mm / 1220 mm
Comprimento: 4140 mm / 3985 mm
Entre-eixos: 2400 mm / 2450 mm
Bitola dianteira: 1488 mm / 1339 mm
Bitola traseira: 1457 mm / 1380 mm

Coisas interessantes:

O 917 gera quase 7 vezes mais potência que o 914, e 4 vezes mais torque. Nota-se que, entre o giro de torque e potência máxima, temos uma faixa de 1600rpm em ambos os motores. Ou seja, o motor 4 cilindros de 1,8 litro do 914 não é exatamente elástico, exigindo boas esticadas para que se possa extrair desempenho.

O entre-eixos do 917 é curto para um carro que atinge quase 400 quilômetros por hora. Este é um dos motivos de sua (ins)estabilidade direcional, criticada por alguns dos melhores pilotos da escuderia, como Vic Elford. Outro motivo, talvez o mais importante, tem origem aerodinâmica: a carenagem do 917 cria uma zona de baixa pressão na parte superior traseira, de maneira que o eixo posterior perde aderência com o acréscimo de velocidade. Este problema era bastante severo nos modelos de cauda longa.

Apesar de ambos possuírem motores centrais, a proporção de bitolas do 917 resulta em uma traseira mais estreita que a dianteira, o contrário do 914. O resultado disso é um carro com menor tendência ao sub-esterço (saída de frente), causada pela maior transferência de peso ocorrida no eixo traseiro. Em compensação, a trajetória desenhada pelos pneus traseiros é mais parecida, exigindo menos do diferencial e arrastando menos o pneu do lado interno nas curvas. A traseira proporcionalmente mais larga do 914 caracteriza um carro mais previsível nas mãos.

Agradecimentos ao Paulo H Souza pela bela fotografia.

sábado, 30 de maio de 2009

Camaro 1969: DRIFT ?



Confesso que, apesar de não ser lá muito fã do Drifting, fiquei impressionado com o conjunto que conseguiram montar para fazer este Camaro '69 derrapar de lado como os melhores "imports" - como os americanos chamam os automóveis japoneses. A habilidade do piloto também é de cair o queixo. Se suas caixas de som forem resistentes, aumente o volume... a coisa é intensa.

Quem precisa de freio de mão quando se tem torque?

Ficha técnica:
Motor e câmbio: 7,6 litros (468 polegadas) ou simplesmente 0,95L por cilindro (!), aspirado, carburado, comando de válvulas tipo roller, virabrequim e bielas forjadas. Potência: aproximadamente 700cv no volante. Câmbio Borg Warner Super T10, old school, 4 marchas.

Estrutura e suspensão: sub-frame dianteiro da Martz, modificado nos pontos de fixação das balanças superiores e caixa de direção. Suspensão dianteira tipo duplo triângulo, traseira estilo Nascar (sistema truck-arm) com barra panhard ajustável. Molas Tein.

Freios: dianteiros Wilwood Superlite, pinças com seis pistões, discos de 13 polegadas. Traseiros: discos idênticos, mordidos por duas pinças da Dynalite em cada roda. Está aí um dos segredos para o sobre-esterço nas entradas das curvas.

Pneus: Falken 255/40ZR17 e 275/40ZR17.

Pilotagem de alto nível



Antes de se dedicar exclusivamente à equipe e fábrica de automóveis TWR, o escocês Tom Walkinshaw pilotou monopostos e carros de turismo como este Jaguar XJS V12. O circuito? Nada menos que Bathrust. Estreito, veloz e com uma topografia bem traiçoeira.

Levar um bólido de competição ao limite, como Walkinshaw fez no vídeo acima, é um feito para poucos.

Algo interessante de se notar é o comportamento dinâmico deste XJS. Apresenta um levíssimo sub-esterço na entrada da curva, e permanece neutro do ponto de tangência à saída. Quase um sutil sobre-esterço. É o sonho de consumo dos pilotos de carros de turismo. Podemos interpretar o comportamento pela interação do piloto com o volante: nas entradas, ele gira a direção com velocidade (não chega a ser um golpe ou tranco), e do ponto de tangência em diante, o esterçamento é pequeno, principalmente nas curvas velozes...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Yummy!


Belas rodas, como podemos ver.

No 911, caceta!

BBS LM. Aro 17, talvez. Pneus: Toyo Proxes TR-1. Esse da foto abaixo. Pode ser um clone coreano também, o Nexen N2000/3000.


O que eu ia dizer, mesmo?


Pergunta fácil...


'Colé a máquina, mermão? Dá uma fita nas poltrona, tá suave, certo...

Mega Mini



Dica do Felipe Zurka Tadeu

...e então, você abre o capô, esperando aquele motorzinho de 4 cilindros transversal, com mais ou menos 1 litro e um radiador virado a 90 graus, em direção à caixa de roda.


Mas nada. Tudo o que se vê é um radiador de alumínio na posição "comum" e um tanque de gasolina feito sob medida. A marcha lenta emite um ronco grave. O suspense aumenta.

Você caminha em direção à tampa traseira, esperando algum maluco que tenha adaptado um motor ao estilo da Porsche. Talvez um boxer de Subaru, já que é refrigerado a água.

Mas tudo é interrompido bruscamente, quando um motor V8 de alumínio da Rover é visto... dentro do habitáculo, na posição transversal!

O ronco é simplesmente diabólico, ajudado em parte pelos coletores de escape tubulares e complementado pela transmissão de dentes retos. "Não se meta comigo, sou encrenca pura" é o que diz esse Mini a cada acelerada.

Eu aconselharia ouví-lo, em todos os sentidos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Mais uma...

Minha favorita da década de 80.


Ferrari 288 GTO. Ela transpira performance, exala odor de autódromo... aquele misto de borracha, combustível e óleo. Cantarola um ruído hipnótico e catársico em altas rotações. Foi esculpida para o mundo das competições, mas jamais o fez. Todas as 277 unidades saíram da fábrica como modelos de rua.

Fibra de carbono. Alumínio. Parcos 1160 quilos. 400 cavalos.

Possui a herança das Ferrari V8, iniciada com o modelo 308 GT4. Herética. Possui uma ordem de ignição atípica, cujo ronco em baixas e médias rotações mais se assemelha a um motor de quatro cilindros. Não é aspirada, conta com dois turbos IHI e intercoolers. Dupla heresia. É rejeitada tanto quanto idolatrada. A indiferença torna-se impossível.

Dizem que a 288 GTO foi construída para participar dos perigosíssimos rallyes do Grupo B do rally da FIA. Cavallino sujo de terra, arranhado pelo cascalho...  tripla heresia. Maravilhosa heresia.





segunda-feira, 11 de maio de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

Mais de 400 automóveis apreendidos em um megaracha...



GP da Espanha: comentário sobre o ritmo das Brawn

O Barrichello, apesar de mais pesado, estava pouca coisa mais rápido que Button no primeiro stint, e conseguiu abrir 1,5s. Estava bem disputado, volta a volta. Depois do primeiro pit, aí sim, o Barricas estava bem mais veloz, extraindo tudo da estratégia lightweight: a média ficou em '23 baixo e encaixou vários '22 alto em sequência. Button ficou nos 23,5, que era o que o equipamento permitia.

Depois do segundo pit, Rubens perdeu rendimento subitamente. Button teve um desempenho sólido durante toda a prova e manteve a média. Vitória merecida, mas credito esta mais à perda de velocidade de Barrichello após o segundo pit que à estratégia diferenciada de Button.

Três pit-stops era realmente a melhor estratégia: Barrichello voltou do 2o pit-stop apenas 7 segundos atrás de Button. Como o brasileiro, antes de parar, estava indo 1s mais rápido por volta, era de se esperar que Rubens passaria Button em pista e abrisse uma margem. Como Jenson ainda faria sua segunda parada, e Rubens sua terceira; a corrida estaria para Barrichello (ou seja, para três paradas).

Mas depois do segundo pitstop, por algum motivo, o ritmo do carro do Barrichello estava igual ao do Button, que carregava muito mais combustível. O brazuca não conseguiu repetir os registros de '23 altos/'22 baixos do stint imediatamente anterior. Só podemos especular sobre as causas. Mas tenho certeza absoluta que três paradas era o way to go.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Nordschleife: inferno... branco?!?



Assista o vídeo... e descubra que a cor divina em Nordschleife transforma a pista em um inferno ainda maior...!

domingo, 3 de maio de 2009

Alfa Romeo GTA (R/C)



Incrível o trabalho de suspensão deste modelo em escala!