segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

O último post de 2007. Senna, Suzuka e o Honda NSX. Vídeo analisado!

...penso ser uma homenagem decente a um piloto que quase nunca foi citado neste blog.

Para o último post do ano, um dos vídeos mais clássicos do You Tube: Ayrton Senna testa no circuito de Suzuka o Honda NSX, um dos primeiros "supercarros" nipônicos a ter condições de enfrentar a melhor safra dos esportivos europeus e norte-americanos. Lançado em 1990, o "New Sportscar eXperimental" era equipado com um motor central V6 de 3 litros (273hp), e contava com o emprego de metais nobres como titânio em suas bielas, e o alumínio em toda a carroceria.

A impressão que se tem é de que o brasileiro está testando o comportamento dinâmico do NSX para repassar suas impressões aos engenheiros da Honda. Como não tenho a data da filmagem disponível, não posso dizer se este teste foi realizado antes ou depois do lançamento do carro; mas há um certo consenso sobre as contribuições do piloto no desenvolvimento deste modelo.

Vamos ao que importa: irei comentar a volta de Senna a bordo do NSX.


Vindo lançado da reta dos boxes em quinta marcha, Senna freia forte para contornar a primeira curva. Note a correção que o piloto faz durante a frenagem (-3:58): um indício de que os freios traseiros estão um tanto quanto temperamentais. Punta-tacco e trail braking executados, Senna está em terceira marcha pouco antes do ponto de tangência da primeira variante; e tem um curto espaço para reaceleração.

Mal há tempo para respirar, e já temos a segunda perna, cuja entrada é traiçoeira: o momento da transição para a nova frenagem é feita ainda em curva, causando sobre-esterço em quase todo tipo de carro. No NSX não é diferente: assim que o piloto alivia, a traseira começa a escapar (-3:53). Senna executa o contraesterço com perfeição, embora o carro, temperamental, tenha escorregado um pouco além do ideal.

Na seqüência, temos os "esses", uma seqüência esquerda-direita-esquerda-direita que acabou sendo batizada como S-Curve. É um trecho que os carros de turismo geralmente fazem com uma marcha só, no caso do NSX a terceira. Por este motivo, alguns pilotos utilizam a técnica da frenagem com o pé esquerdo, buscando reduzir as perdas de tempo entre as transições do pé direito sobre os pedais. Infelizmente não é possível dizer se Senna utilizou ou não a técnica pelo ângulo de visão da câmera on-board.

Note o belo power drifting realizado pelo piloto na saída da última perna dos "esses" (-3:22). Neste momento, é possível ver que o NSX torna-se sobre-esterçante quando está no limite da aderência lateral dos pneus. A transição de comportamento ocorre próxima à saída do S-Curve.

Dunlop, uma das curvas mais desafiadoras do circuito. Extremamente longa e em subida, a visibilidade é bastante limitada. Sem ver o ponto de saída, somente a experiência traz o conhecimento de quando pode-se reacelerar totalmente. É possível notar novamente a saída de traseira do NSX no limite de aderência (-3:13).

E então, a forte freada para as duas pernas da Degner Curve. Mais uma vez, a exemplo da primeira curva, os freios traseiros desequilibram o carro (-2:59). E tal como as duas primeiras variantes do circuito, a segunda da Degner é traiçoeira por causa da desaceleração efetuada com o NSX tortinho, tortinho. O resultado é um sobre-esterço sutil, controlado com perfeição por Ayrton (-2:53).

Após passar sob a ponte enxugando o suor das mãos, é hora do Hairpin (-2:39). Feito em segunda marcha no Honda, torna-se um delicioso exercício de derrapagem controlada: os pneus de trás têm muito trabalho nesta curva. Cabe ao piloto dividir o grip disponível nos pneumáticos traseiros entre o torque do motor e a aderência lateral. Note como Senna escorrega o NSX até a zebra externa.

Depois de um longo trecho de aceleração em curva aberta, chega o momento da Spoon (-2:14). Para muitos, a variante mais divertida de todo o traçado. Tal como as duas primeiras curvas e a Degner, a Spoon é composta de duas pernas, mas desta vez a primeira é que é a mais lenta, e a segunda é mais veloz. Ambas foram contornadas em terceira marcha pelo NSX de Senna, que dá uma verdadeira aula de controle do sobre-esterço em alta velocidade.

Duas mais para terminar. 130-R (-1:45). Seguramente, a curva mais perigosa e desafiadora de Suzuka. Ayrton contorna este monstro em quarta marcha, enfrentando um pequeno sobre-esterço na entrada, e um outro mais forte na saída, quando as rodas externas se apoiam na zebra (-1:40). O diferencial autoblocante acaba fazendo o carro guinar para o lado com menos aderência nestas condições, mas o reflexo de Senna mal permite que notemos isso: ele corrige com um contra-esterço na medida exata.

E para concluir a volta: a última variante é uma chicane. E seu nome é Chicane. Nada de outro mundo, salvo uma bela de uma freada, com redução à segunda marcha.

Este foi Ayrton Senna. Tivemos o prazer de testemunhar neste vídeo um grande piloto em serviço, em um grande carro, num grande circuito. Todos nota 10. Para encerrar a análise, vale uma curiosidade: note como Senna se instalou no NSX de maneira que seus braços ficaram bem esticados, no que muitos chamam de "posição à italiana" de guiar. Bastante peculiar.




Bueno, é isso amigos. Espero que vocês tenham gostado do que viram neste primeiro ano do Blog do Mulsanne (estrado em Março) e do site Mulsanne (Maio). Ano que vem, teremos várias novidades, todas muito, muito interessantes. Não é frase de efeito, papo sério.

A exemplo do meu amigo Vitor Matsubara, do Motorhaus; gostaria de deixar um abraço a todos os amigos: donos de sites e blogs (veja lista ao lado!), proprietários e admiradores de carros antigos, mecânicos e preparadores; muitos dos quais conheço pessoalmente, e outros que, sem dúvida, terei este grande prazer.

Desejo a todos um excelente ano novo, com muita saúde, sucesso na realização de projetos, dinheiro no bolso e um belo de um automóvel na garagem: seja antigo, novo, original, preparado, ou de competição.


Feliz 2008!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Pôster...


Foto: Anthony Fosh / Edição Mulsanne


GP da Inglaterra, 1982: Nigel Mansell em seu Lotus "JPS" modelo 92, curva Surtees. Circuito de Brands Hatch. Clique na foto para ampliar em uma nova janela.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Goodwood Onboard: Cuda 340 de Trans-Am.


Aumente bastante o volume. É a melhor carroceria da Chrysler para circuitos mistos (E-Body), equipado com o melhor motor dentro desta proposta: o 340 representa para o fabricante o mesmo que o 289 para a Ford.

A carroceria do 'Cuda 1970 manteve o entre-eixos da geração anterior, mas a carroceria ficou 6 polegadas mais curta, mais baixa em 2" e cinco polegadas mais larga. Pense sobre a atuação da inércia pelas bitolas e pela altura do centro de gravidade; e você chegará à conclusão: é grande, mas ficou bão de curva!

O propulsor deste 'Cuda ronca nervoso, e certamente ultrapassa os 7000 giros. É um 340 "destroker" e period perfect de 303,8 polegadas; que gera entre 460 e 500 cavalos. Trata-se de um belo haras, para empurrar este bólido que não é uma réplica, mas sim, o próprio Plymouth utilizado por Dan Gurney e Swede Savage no campeonato norte-americano Trans-Am de 1970.

A prova é a já clássica subida de montanha do Goodwood F.O.S. (Festival of Speed); que reúne carros de competição de todas as épocas e categorias. Neste vídeo em específico, o carro foi pilotado por Gary Savage.

Stewart e Moss: sexo e automobilismo!


Dois pilotos fantásticos, dois homens que se respeitam muito. Mas que sempre mantiveram opiniões opostas no que se refere à importância do fator segurança no automobilismo: Sir Jackie Stewart e Sir Stirling Moss.

Pesco dois trechos emblemáticos do vídeo acima:

Stewart:
"Quando o Jackie Stewart corria, o automobilismo era *perigoso*, e o sexo era seguro. Hoje, o automobilismo nunca esteve mais seguro, mas talvez o sexo seja bem perigoso!"

Moss:
"É como (as chances/riscos de) paquerar uma garota. É mais excitante que pagar uma prostituta. Porque uma você sabe que vai conseguir, a outra você não sabe. Eu penso que, ao pilotar um carro, o perigo é um ingrediente muito necessário."

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Carona em Le Mans: Lola T70 MK3B !!!


Some aí: monocoque de alumínio com carroceria em fibra de vidro (~800kg), o típico design dos GT´s dos anos 60 e um possante V8 Chevrolet (~450hp) berrando a poucos centímetros da orelha. E aonde? Circuit de la Sarthe.

Carona: Ferrari 250 SWB 1960!!!


Pegue o babador. E aumente o som. Bastante.

Dificilmente você verá outra 250 sendo levada aos limites desta maneira, ainda mais em uma prova do tipo subida de montanha. Piloto fantástico, máquina incrível.

E a paisagem bucólica? Apenas a região de vinhedos de Beaujolais, França.

Perfeito. Nada menos.

Nürburgring Nordschleife 1967...


O Olimpo dos autódromos mundiais, em uma época que muitos consideram como o ápice da Fórmula 1. Tínhamos os recém introduzidos motores de três litros, largos pneus ranhurados, e monopostos tão lindos quanto perigosos. Por outro lado, noções muito bem definidas de cavalheirismo e ombridade ainda orientavam os pilotos, que viviam em uma era onde o dinheiro não era o fim, mas uma necessidade.

A aderência mecânica era praticamente tudo o que os pilotos tinham às mãos, fazendo das variantes de alta velocidade um exercício delicadíssimo de equilíbrio dinâmico dos monopostos.

Já tinha visto alguns documentários sobre a corrida da Alemanha de 1967, mas este que mostro acima, ainda não. Além do Lotus 49 de Graham Hill danificada em treinos, podemos ver várias cenas de bastidores antes da prova; e alguns momentos simplesmente impensáveis nos dias atuais. Por exemplo, a participação em conjunto de bólidos de F2 (como os Lola-BMW e os Matra-Ford), os vôos impressionantes em Quiddelbacher Höhe/Flugplatz e a saída perigosa de Schwalbenschanz, também conhecida como mini-Karussell.

Tudo com uma bela produção musical, e uma edição de vídeo exemplar, que muito lembra o filme Grand Prix, de John Frankenheimer. Uma pena que Dan Gurney e Jacky Ickx praticamente não aparecem no vídeo. O primeiro liderou a prova quase inteira, e abandonou no final com problemas em uma cruzeta. Já Ickx teve uma participação fenomenal com seu Matra de F-2, mas infelizmente a suspensão de seu charutinho não resistiu às ondulações, cumes e vales de Nürburgring Nordschleife (fato comum).

Uma curiosidade final: como um dos prêmios pela vitória, Denny Hulme teve seu peso convertido em chocolate, que foi doado aos orfanatos da região das montanhas Eifel...

domingo, 23 de dezembro de 2007

23 de Dezembro...


Um dia para se recordar de bons momentos da história do nosso automobilismo. Feliz Natal a todos, e ótimas festas de fim de ano. Um brinde!

Me desculpem pela falta de atualizações nesta semana. Amanhã mesmo, os motores voltarão a roncar com tudo neste blog! E novidades interessantes no site Mulsanne também acontecerão em breve... aguardem!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Curvinha maldita. E um espectador que uiva.

Durante o primeiro minuto inteiro, eu assistia pasmo ao vídeo acima tentando entender o que essa curva tinha de tão difícil para causar tantos acidentes nessa prova de Rally. Será que era antecedida por uma longa reta? Será que o raio de entrada dela é muito fechado? Será que ela aparenta ser uma curva veloz na entrada, e subitamente o raio fecha?

Esqueci de tudo isso pouco depois do primeiro minuto, quando um espectador passa a expressar sua dor de uma maneira, digamos exótica, a cada batida que ele testemunha.

Quase... e quase! E quase... e quase!!!!

Quase tomba para um lado, quase tomba para o outro, quase atropela um fotógrafo, quase cai do barranco... santo, sorte, habilidade, acho que foi tudo junto e mais um pouco!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Davi versus Golias: Gixxerkart x Dodge Viper!

O Gixxerkart é um monstro-mirim pilotado por Achim Korden. O kart é dotado de um motor de 1,1 litro e 115HP, vindo de uma Suzuki GSX-R, resultando numa relação peso/potência insólita. Para se ter uma idéia, o brinquedinho atinge 96 quilômetros por hora em 2,7 segundos.

Neste programa alemão chamado D-Motor, o Gixxerkart enfrenta um Dodge Viper em um circuito improvisado à la Top Gear. O Mopar é conduzido por ninguém menos que Sabine Schmitz, piloto profissional da BMW. Sem dúvida, é um dos duelos mais esquisitos que eu já vi. Muito divertido.

As legendas do vídeo estão em inglês!

Ferrari F-430 em alta velocidade... e muitas curvas!


Apesar de Keiichi Tsuchiya já ter competido profissionalmente em categorias de turismo e na F-3 japonesa, sua fama se deve à sua habilidade no drifting e em corridas de montanha nipônicas, o Touge. Seu apelido já diz tudo: Drift King.

Nesse vídeo muito interessante, Keiichi leva uma Ferrari F430 aos limites no que parece ser um circuito improvisado numa estrada. Os pneus cantam a todo instante, enquanto o ronco enfurecido da macchina não deixa dúvidas de que se trata de um bólido de altíssima performance.

Nisso, gostaria de fazer uma observação. Ao menos neste vídeo, a pilotagem de Tsuchiya é um tanto quanto suja, com muitas rebarbas. Ele consegue obter uma velocidade bem alta no traçado, não há dúvidas, mas perde tempo precioso travando as rodas em frenagens e destracionando nas saídas de curvas lentas ao acelerar rápido demais. A falta de suavidade nos pedais, dando trancos e golpes a todo momento, chega a impressionar em alguns instantes.

O resultado disso é que Keiichi acaba tendo muito trabalho no volante para corrigir os desvios de rota que ele mesmo acaba criando. Claro, uma prova do tipo "subida de montanha", com asfalto estreito e curvas cegas, realmente necessita de mais atuação (input) do piloto nos comandos. Mas vendo e revendo o vídeo, minha opinião ainda é de que há exagero por parte do Keiichi na interação com o volante e principalmente, com os pedais da F-430. E que poderia ser mais rápido se fosse mais suave, particularmente nos trechos lentos.

Alguém concorda? Discorda? Dis-des-dun-concorda?


Este vídeo foi uma indicação do leitor Ricardo Moribe, ao qual eu agradeço a dica!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Renault Sandero. Muitas fotos.

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne


Olá amigos, voltei há pouco da agência Salem, responsável pela publicidade do lançamento do Renault, o Sandero. Haviam dois modelos disponíveis para apreciação, um todo original (azul metálico) e esta belezinha rubra, equipado com um kit estético esportivo, desenvolvido pela própria Renault.

Como a versão de design standard todos já conhecem, por estar presente em publicações como a Car and Driver e a 4 Rodas, cliquei somente esta versão com o kit.

Clique aqui para acessar o álbum de fotos. Mais tarde farei outro post, mais completo. Por enquanto, digo apenas que o carro é muito bonito, corpulento sem ser vulgar.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Bela demonstração de controle!


Saber pilotar com excelência significa também saber controlar o carro em situações de perdas extremas de aderência. O piloto Andrew Holman dá uma bela demonstração ao entrar muito forte com sua Ferrari 348 TS em uma curva à esquerda numa prova de subida de montanha organizada pela Pirelli.

Note como ele faz de tudo para manter o carro no asfalto, evitando a grama que certamente o faria escorregar até o muro. O efeito pêndulo vai ficando cada vez mais intenso, até que o carro gira 360 graus e pára, sem qualquer tipo de dano.

Abaixo, o mesmo vídeo, em primeira pessoa. Pernas bambas, anyone?


OFF - Millenium Force, uma das maiores montanhas russas do mundo...




O primeiro mergulho é quase uma morte com paisagem paradisíaca: os 94,4 metros de altura levam os passageiros à velocidades superiores a 150 quilômetros por hora (foto que abre o post). Na seqüência, uma curva de quase 180° de raio e 90° de inclinação. Depois disso ainda há quase dois quilômetros de percurso. Assista ao vídeo para conhecer esta maravilha, em primeira pessoa!

Essa é a Millenium Force, uma das montanhas russas mais colossais desse planeta. Caso queira se juntar aos mais de 10 milhões de passageiros que já se aventuraram em seus trilhos, basta ir ao parque Cedar Point, em Sandusky (Ohio).

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Pense.


Pense num Maverick GT V8 302 com um ronco agressivo. Mas pense bem. Agora, bote o vídeo pra rodar. Com o volume no máximo. Garanto que suas mãos irão suar!

Renault Sandero: novidades agora, e mais em breve...

Sendo sucinto:

  1. Há uma possibilidade da Renault entrar no ramo dos "aventureiros urbanos" com uma versão do Sandero. Ela foi levantada pelo site Carro Online, e esmiuçada em detalhes por Vitor Matsubara no blog Motorhaus. A projeção acima foi feita por ele.

  2. Ainda nesta semana, eu e alguns amigos do meio estaremos com a Renault na agência de publicidade Salem. Haverá uma unidade do Sandero para apreciação. Será uma boa oportunidade para aferirmos em detalhes essa nova aposta do fabricante. Depois publicarei aqui no blog as minhas impressões positivas e negativas, além de fotografias.

  3. Viajando dentro das possibilidades, coisa que veio à minha cabeça ao ler o blog Motorhaus: não seria interessante se tivéssemos um Sandero F1 (lembram-se da Renault Espace F1, ou do Clio F1)? Imaginem esta receita ridiculamente básica que liberaria ao menos uma dúzia de pôneis: um filtro esportivo, ECU reprogramada, e um coletor de escape menos restritivo. Bote na conta um visual ligeiramente mais esportivo. Spoiler, lanternas fumê, embleminha, interior caprichado, rodas diferenciadas, aquelas coisas. E amortecedores pouca coisa mais firmes, para garantir menor rolagem da carroceria.

    Seria um esportivo. Um esportivo de verdade. Coisa que a GM parece não ter conseguido com os modelos SS, anêmicos de desempenho, mas "cheios de bossa" no visual. O fabricante ainda insistiu nessa idéia infeliz com o Vectra GT-X, recebendo críticas de diversas publicações e potenciais compradores, ao passo que o Honda Civic Si é ovacionado e elogiado até por quem não gosta de carros japoneses.

    O motivo é óbvio. Os números de potência são parte integrante da construção do status de um esportivo, ao contrário de um "utilitário urbano"; onde apenas um visual caprichado é mais do que suficiente para agradar ao comprador. São perfis diferentes de consumidor, cada um com sua demanda.

  4. Essa é uma propaganda descarada, mas publico aqui porque é coisa boa pra você que está lendo. A não ser que você não queira andar no autódromo de Interlagos:

    Night Riders é uma ação da Renault que está recrutando futuros pilotos nos bares, baladas e festas de São Paulo. São 4 equipes circulando pela capital paulista a bordo de um Sandero, escolhendo todo dia um roteiro noturno diferente e, claro, candidatos à altura do desafio.

    Siga os Night Riders e faça a sua inscrição na hora para concorrer a um curso de pilotagem no Autódromo de Interlagos, com Roberto Manzini, um dos mais respeitados instrutores do Brasil.

    Para mais detalhes, entre no site.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Nurburgring Nordschleife: Porsche 997 GT3 e a família Alzen...


Representada na foto acima, uma cena das 24 Horas de Nurburgring de 2006; corrida que mescla parte do novo traçado com quase a totalidade do circuito antigo Nordschleife. O Porsche 997 GT3 foi conduzido por Uwe Alzen e seu irmão Jürgen, mestres do "inferno verde": o último é o detentor do recorde de Nordschleife a bordo de um carro de Turismo, com o tempo de 8 minutos e 6 segundos. Terminaram a prova em segundo lugar.

A curva mostrada na foto é a Karoussell, variante já explicitada em detalhes em um artigo do Mulsanne que, felizmente, gerou bastante retorno! Para encontrá-lo, entre no site e acesse a seção "automobilismo".

Se você quer entender como é feita a ligação entre os dois circuitos, e saber quanto do traçado novo é utilizado nessa prova, assista ao vídeo abaixo. Quem é o piloto? Uwe Alzen, of course! Note a velocidade incrível do alemão quando ele acessa o Nordschleife (2:28).

Em segundos ele gruda em um Mercedes (seria um 190E 2.5 16V Evolution?), mas por falta de espaço é obrigado a ficar atrás durante todos os "esses" de Hatzenbach, conseguindo superá-lo somente na saída de Hocheichen, trecho que leva à velocíssima seqüência Quiddelbacher-Höhe / Flugplatz / Schwedenkreuz, e à forte freada em descida de Aremberg. Neste momento, Uwe Alzen encontra uma BMW e um Porsche, e despacha os dois de uma vez só, ultrapassando-os por dentro.

Hummmm... quer mais? Que tal Jürgen Alzen? Pilotando um Porsche turbo com tração nas 4 rodas no Nordschleife... com chão molhado?? Here ´ya go!!!


Lotus Omega... ou Lotus Carlton...


O piloto e jornalista Tiff Neddell testou no início dos anos 90 esse belo exemplar do Lotus Carlton. Resumindo-o em uma sentença, trata-se de uma versão extremamente apimentada do modelo de série Gsi.

Seu motor 6 cilindros 3.0 stroker, de litragem ampliada para 3615cc, e seus dois turbos Garrett T25 são responsáveis por gerar irresponsáveis 377 cavalos; que levam esse monstrinho a 100 km/h em aproximadamente 5 segundos. Velocidade máxima? Quase 300 quilômetros por hora.

O que mais? Câmbio de seis marchas derivado do Corvette ZR-1, freios, suspensão e conjunto de rodas redimensionados, diferencial de escorregamento limitado, pequenas mudanças na carroceria, e nenhum sistema eletrônico de controle de tração. Esse é o Lotus Carlton.


"Este é um sedã familiar de quatro portas, que vai a mais de 175 milhas por hora (287 km/h)!! Acreditam nisso, um sedã familiar?? Quem é a família? Sr. e Sra. Fittipaldi??"

Jasper Carrott

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Stock Car. Dois parágrafos, duas idéias.

Para este post, deixo a palavra com Flávio Gomes e Luis Fernando Ramos, o Ico. São trechos de seus respectivos blogs (veja os links na coluna à esquerda):

FG: "Há que se pensar, também, sobre a qualidade dos pilotos que guiam esses carros. Alguns muito jovens, inexperientes, agressivos em excesso. A Stock (e a Light) é um jogo de bate-bate que, na maioria das vezes, não dá em nada além de carenagens rachadas e pilotos fazendo beicinho. Na maioria das vezes. Não em todas. Corrida de carro é uma brincadeira perigosa. E por isso não pode ser encarada como brincadeira."

Ico: "(...) em primeiro lugar, sua própria escapada da pista denuncia um toque (traseiro ou lateral) absolutamente desnecessário. E, lendo o depoimento de outros pilotos da categoria, como André Bragantini, a prática deve ser mais ou menos comum em todas as divisões da Stock Car. Se for isso mesmo, faltou por parte da organização do evento disciplinar a disputa. Por manobras bem menos questionáveis do que esta, a DTM entrou neste ano na maior crise."

domingo, 9 de dezembro de 2007

Acidente fatal em Interlagos neste domingo...


É uma triste notícia. O jovem piloto paranaense da categoria Stock Light, Rafael Sperafico (27), faleceu instantaneamente neste domingo, após um grave acidente ocorrido no autódromo de Interlagos.

Seu carro saiu da pista na Subida do Café, atingiu a barreira de pneus, e foi arremessado de volta ao asfalto. Foi então atingido em cheio pelo bólido de Renato Russo; que teve quase ou nenhum tempo de reação para evitar o choque.

O vídeo para o acidente encontra-se aqui.



Ficam algumas reflexões importantes:

1) Pilotos afoitos.
Nada conclusivo foi divulgado sobre os motivos de Sperafico perder o controle de seu carro; mas há a possibilidade da causa ter sido um empurrão dado por um piloto rival. Rodrigo Mattar disse sábias palavras em seu blog:

"Durante a gravação da corrida, eu tinha comentado repetidas vezes que esta corrida tinha que ser disputada com respeito entre os pilotos, até porque seria a decisão do campeonato entre Norberto Gresse Fº e André Bragantini Júnior (...) E tudo o que faltou entre grande parte dos 32 participantes daquela competição foi respeito.Houve um festival de toques, batidas e rodadas. E o ponto culminante, o ponto lamentável, aconteceu no fim da sexta volta, quando a plena velocidade o piloto de Toledo entrou na proteção de pneus e foi atingido a pleno por Renato Russo."

Em corridas de turismo, toques são quase inevitáveis. A questão é, uma linha muito tênue separa a esportividade da falta de ética e maquiavelismo neste "mundo dos totós" inerente a estes bólidos. Aparentemente, a sensibilidade dos pilotos da Stock Light para distinguir estas nuances está em baixa.


2) Proteção estúpida de pneus. É um Calcanhar de Aquiles já levantado por muitos pilotos que correram em Interlagos: o trecho entre a Junção e o "S" do Senna é extremamente inseguro pela falta de área de escape e a presença de barreiras de pneus que arremessam os carros de volta à pista.

No caso de não se querer investir em áreas de escape maiores, a solução seria a incorporação do sistema utilizado em circuitos ovais norte-americanos, o chamado "soft-wall"; que absorve as forças agudas do impacto e não empurra o bólido de volta como uma proteção de pneus.


3) Baixa resistência estrutural? Na NASCAR, utiliza-se um projeto de estrutura tubular interna praticamente medieval, com cerca de quarenta anos de idade. Mostra-se muito eficiente na proteção contra impactos severos, mas às vezes seu excesso de rigidez pode matar ao repassar todo o choque ao corpo do piloto.

Mas no caso de Sperafico, algo um tanto mais sinistro se revela. Os médicos alegaram que o piloto faleceu instantaneamente, devido a um grave traumatismo cranioencefálico sofrido. Isso é um indicativo de que a estrutura tubular do Stock Light de Rafael falhou ao não proteger a integridade do corpo do piloto.

E então, me pergunto: o projeto da "gaiola" da Stock Light é corretamente dimensionado? E se for, ele está sendo bem construído? As soldas estão sendo feitas com técnica e material adequado? Porque alguma coisa aí não está certa.



Sensação desagradável. Esse é o fato. Provavelmente trata-se da primeira morte no novo traçado de Interlagos.

Descanse em paz, Rafael.

Entrevista com Jackie Stewart!



Não deixe de ler esta fantástica entrevista com o tricampeão Jackie Stewart, dono de uma das tocadas mais suaves e velozes da história da Fórmula 1. Em um bate-papo com Paul Kimmage ao jornal Times, o piloto relembra - e revive - vários momentos de sua carreira; incluindo momentos infelizes como a perda de vários de seus colegas de profissão.

Sir Stewart é também conhecido como um dos principais embaixadores pela segurança nas pistas, promovendo melhorias significativas na estrutura dos autódromos e no equipamento dos pilotos. Eram tempos onde um erro poderia ser fatal.



“Imagine an 11-year window of time when you lose 57 – repeat 57 – friends and colleagues, often watching them die in horrific circumstances doing exactly what you do, weekend after weekend. Helen and I didn’t have to imagine. We lived through it. To be a racing driver between 1963 and 1973 was to accept the probability of death”

Sir Jackie Stewart, Winning Is Not Enough.

Ford Mustang GT 500 "Super Snake" 2008...


...por mais 28.000 dólares sobre o preço de um Shelby GT 500, você pode encomendar a versão "Super Snake": a potência gerada com o auxílio de um supercharger é um atentado à humanidade - até 725 cavalos. Suspensão reforçada, freios redimensionados e rodas de alumínio de 20 polegadas calçadas com pneus Pirelli PZero.

O vídeo foi uma dica do amigo Marco Antônio Araujo.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Novidades no Mulsanne.com.br: Final da Históricos V8 !


Agora sim. Ou melhor, finalmente.

Não percam a cobertura completa da etapa final do campeonato Históricos V8 5000 no autódromo de Interlagos! Confira todas as emoções, muitas fotos, estatísticas, e um vídeo on-board do carro de André Carrillo, o Maverick número 16 que você vê na foto acima.

Acessem o Mulsanne. Logo na primeira página vocês encontrarão o link, basta descer o scroll.


Aleluia, Deus é pai!

Finalmente, depois de mais de 24 horas de espera, ligações e atendimentos on-line, a TVA conseguiu resolver o problema de conexão que impedia eu e mais milhares de usuários do @jato de acessar alguns sites.

Dentre estes sites, estava aquele que hospeda o Mulsanne.

Portanto, em alguns minutos estará no ar a cobertura da etapa final da Históricos V8 5000. Aguardem só um pouquinho.

Mais carona com Derek Bell: Ferrari 333 SP em Goodwood!!!


Excelente piloto, excelente evento, e um ótimo carro!

O texto abaixo descreve o modelo 333 SP, é de um
post do mês passado:

" Após vinte ausente deste meio (dos protótipos de competição), a Ferrari volta com o 333 SP em 1993, bólido destinado essencialmente para competir no campeonato IMSA como private entries, ou pilotos independentes - sem o envolvimento direto da marca como equipe. De acordo com Alain de Cadernet, por aproximadamente 1 milhão de dólares, você levava um carro, dois motores reserva, e um pacote de peças de reposição.

Duas décadas significam um mundo inteiramente novo, mostrado nas entranhas da 333 SP. Materiais nobres como fibra de carbono estão presentes na estrutura estilo monocoque. A liga leve de alumínio ainda está no bloco e cabeçotes (agora com 5 válvulas por cilindro), ainda que em composição mais sofisticada. O motor V12 a 65 graus tem deslocamento de 3997cc, e desenvolve 650HP a onze mil rotações por minuto. Certamente poderia girar em regimes superiores, mas ao preço de maior fadiga e possibilidade de quebras prematuras (lembre-se que a 333 SP foi destinada a pilotos independentes).

(...) O câmbio transversal e seqüencial de cinco marchas faz um enorme ruído, similar a uma turbina, graças a seus dentes retos. É possível notar semelhanças visuais com os monopostos de Fórmula 1 da Ferrari do meio dos anos 90. Note também os recortes na porção superior dos pára-lamas, com o duplo intuito de permitir a vazão de ar quente vindo dos freios, e ao mesmo tempo reduzir o arrasto aerodinâmico do arco interno dos próprios pára-lamas."

Carona: Porsche 956 em Le Mans com Derek Bell !

Que ronco! Que velocidade! Estrutura tubular de alumínio, peso de aproximadamente 800 quilos, 635 cavalos e aceleração de 0 a 300 em 11,3 segundos!

Este bólido foi vencedor das três primeiras posições das 24 Horas de Le Mans de 1982. Derek Bell, o mestre-Porsche e anfitrião deste nosso passeio on-board, foi o vencedor desta e de mais quatro edições (75, 81, 86 e 1987). O vídeo é provavelmente de 1983.

Notem ao final da reta Les Hunaudières a curva Mulsanne (1:40 do vídeo). A impressão é de uma parada total, pois o cérebro se acostuma com a velocidade após um minuto inteiro de aceleração plena a mais de 350 quilômetros por hora. Logo depois, mais pé na tábua... a pista é proporcionalmente muito estreita, aumentando ainda mais a sensação de velocidade.

Não deixe de ver este vídeo, vale a pena!

Carona: Porsche 550 Spyder num bela estrada!

Trata-se de uma réplica gringa da Beck, ou melhor, Chamonix; em uma belíssima estrada com iluminação típica de outono: perfeito para um passeio esportivo a bordo de um "antigo"!

Porsches em provas de montanha...

...também conhecido como "Hillclimb" ou "Subida de Montanha". O fabricante alemão teve muito sucesso neste tipo de corrida, devido a seus carros leves, com entre-eixos curtos, e motores traseiros; resultando numa fórmula excelente (apesar de arisca) para combater o sub-esterço típico gerado em curvas fechadas.

A narração é do ex-piloto argentino Rubén Darai. No vídeo, vemos clássicos como o 550 e 718 RSK Spyder, e o 356 speedster. Enjoy!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Enquanto isso...

Enquanto não consigo acessar o site do meu servidor para "uplodear" a cobertura da Históricos V8 5000, peguem uma carona com David Brunstein em Interlagos, aquecendo seus pneus e assentando as pastilhas de freio...

Vídeo: Maverick Night no Sambódromo!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Final da Históricos V8 5000: um pequeno "teaser"...






Pois é amigos! A cobertura da etapa final já era para estar no ar, mas alguns imprevistos me tomaram um tempo precioso hoje. Amanhã estará no ar. Já deixo avisado que a espera valerá a pena, porque as fotos ficaram muito legais... vejam aí uma pequena amostra!

Clique nas miniaturas para ampliar.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Cobertura da final da GT3!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne


Já está disponível no site
AutoDiário a cobertura da finalíssima da GT3, ocorrida neste final de semana em Interlagos. O vencedor foi o Dodge Viper da dupla Xandy Negrão e Andreas Mattheis, da fotografia acima; que também faturou o título (extra-oficialmente).

Três motivos para um sumiço pt. final!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne


Motivo número 3: fazer o ensaio fotográfico do próximo carro a estrelar no Mulsanne, este belíssimo Maverick GT do meu amigo Caio Stedile. Adivinhem onde? Acho que não preciso dizer. A matéria completa estará no ar nos próximos dias no Mulsanne.

Clique na foto para ampliar (é uma imagem grande!). Local: final do ponto de freada para a Curva do Lago.

Três motivos para um sumiço pt. 2!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne


Motivo número 2: fazer a cobertura da finalíssima da Históricos V8 5000; adivinhem onde, em Interlagos. Estará no ar nos próximos dias no Mulsanne, aguardem!

Clique na foto para ampliar (é uma imagem grande!). Local: segunda perna do "S" do Senna, rumo à Curva do Sol.

Três motivos para um sumiço pt. 1!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne

Motivo número 1: prestigiar a GT3 em Interlagos. Ferraris, Lamborghinis, Vipers; e várias feras do automobilismo nacional. De quebra, um monte de Lobinis atrás dos boxes, em uma verdadeira aquarela de cores. Sol de rachar a cuca, but who cares?

Clique na foto para ampliar (é uma imagem grande!).
Local: entre os dois pontos de tangência do Laranjinha.