Segue descrição do vídeo: "Andando na Ferrari F430 Coupé (Euro Spec) ano 2006 com escapamento Tubi em São Paulo, Brasil na avenida europa / jardim europa. Com direito a brincadeirinha rápida com um Porsche (911 Cabriolet - geração 996) e passagem no túnel, com o motor 4.3 V8 de 490hp berrando..."
sábado, 31 de maio de 2008
Carona: Ferrari 308 GT4...
Como dito anteriormente, o ronco do V8 de 3 litros das Ferrari 308 é bastante peculiar devido à sua ordem de ignição. De fato, o ronronar deste propulsor lembra os 4 cilindros de 2 litros e duplo comando de válvulas no cabeçote que equipam as Alfas da série Giulia, com alguma presença sonora a mais.
Foto do dia, 3 de 3...
Foto do dia, 2 de 3...

Uma maravilhosa Ferrari 308 GT4 LM, em ritmo muito forte, na pista para a qual ela foi originalmente modificada: Le Mans. No caso, o evento Le Mans Classic de 2004. O modelo GT4 foi o primeiro da casa de Maranello a utilizar a configuração de oito cilindros em V, apresentando também uma ordem de ignição peculiar que dá a este propulsor de três litros um ronco característico e diferente dos típicos V8.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Uma pizzada imperdível !

Já estão confirmadas as presenças de Chiquinho Lameirão, Bird Clemente e outros pilotos das antigas, nossos grandes ídolos, além, é claro, do Luizinho. Teremos também uma rifa cujo vencedor será contemplado com uma réplica do capacete do "Peroba" autografado na hora! E outros brindes serão sorteados, também.
Os convites podem ser reservados com o Ronaldo: 0xx13 7805-9396 ou 0xx13 9711-5673. Pessoal da Baixada Santista, que tal prestigiar?
Vou tentar ir também, o Luizinho merece isso e muito mais!
Alguns pitacos:
- Os convites estão se esgotando, menos de 50 unidades remanescentes de um total de 600. Não vacile e nem deixe para a última hora!
- O evento foi idealizado pelos amigos Ronaldo Nazar, Ciro Margoni e Flávio Pinheiro.
- É quase certeza que haverão duas rifas muito interessantes, de duas réplicas de dois modelos de capacete (um aberto e o outro fechado) utilizados por Luiz Pereira Bueno durante sua carreira. O valor de cada rifa deverá ser de R$10,00.
- Para histórias e detalhes pra lá de interessantes de sua carreira, duas matérias são obrigatórias: esta, presente no site Obvio; e esta outra, do site Bandeira Quadriculada.Recomendo a leitura também do seguinte:
Uma emocionante coluna de Arnaldo Keller, que teve a honra de ser o carona de Bueno a bordo de um Renault Clio de pista, no autódromo de Interlagos.
Esta bela matéria de Luiz Alberto Pandini e Kiko Barros, especificamente sobre a experiência de Bueno no Porsche 908/2 da Equipe Z/Hollywood. O arquivo é PDF, mas fique tranquilo, pode baixar.
Mad Max tupiniquim ?
V2 Cinema apresenta o primeiro teaser trailer de PORTO DOS MORTOS (BEYOND THE GRAVE), primeiro longa-metragem de horror gaúcho. Produzido pela Lockheart Filmes Ltda., o filme é protagonizado por Rafael Tombini, no papel do policial linha-dura Lockheart. A bordo de seu Maverick preto, o justiceiro parte em busca de vingança contra um assassino serial em uma Porto Alegre pós-apocalíptica.
Vendo só este teaser, não dá pra dizer nada sobre o filme. Pode ser uma mescla de trash clássico com a estética de Tarantino. Por enquanto, admiremos este belo Ford Maverick negro com rodas Orion cromadas. Seriously cool.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Vanishing Point 2008 !!!
Pra variar, mais uma dica incrível do amigo V-oiteiro Mário Buzian! Trata-se de um novíssimo Dodge Challenger SRT/8 caracterizado como o modelo do clássico longa-metragem de 1971, ou seja, com a pintura em tom Alpine White e rodas tipo Rallye (projetadas pelo Chip Foose). Idéia genial do proprietário Erich Heuschele.
A máquina irá participar do evento One Lap of America, onde pilotos profissionais e amadores se divertem em voltas lançadas realizadas em onze circuitos espalhados por todo o território norte-americano. Com um detalhe interessante: os carros se deslocam até estes autódromos por conta própria, sem cegonhas ou qualquer tipo de ajuda, resultando em praticamente 24 horas de volante ao dia!
Forza, Kowalski!
Brasil, meu Brasil brasileiro...

Basta crer que estamos indo para algum lugar. Em instantes, Murphy nos mostra a realidade nua e crua do país, como um balde d'água fria, um tapa na cara, um soco no estômago. O amigo sequestrado, o ente querido morto em um semáforo, a criança pedindo esmola, a adolescente vendendo o corpo. O traficante idolatrado, o policial odiado por uma sociedade que há décadas cultua a malandragem como uma virtude.
O fato é apenas um. A inteligência e o bom senso são inúteis em um país que ainda rasteja sobre o falso moralismo, o preconceito não-assumido e a total falta de instrução, que leva a um pensamento pouco analítico e precocemente conclusivo.
Vocês querem saber do que falo, não é? E também estão curiosos com a foto do Dodge batido, que pertence a um amigo meu. Pois bem, vamos aos fatos.
Tudo começou com uma densa fumaça negra que cobria totalmente a estrada onde este Charger R/T seguia. Onde há fumaça, há fogo. Por enquanto não se sabe se o incêndio foi acidental ou proposital. Adiante do Dodge, havia um Uno, cujo motorista, assustado e com pouca noção de conduta em caso de acidente ou condições precárias de visibilidade, simplesmente parou o carro no meio da fumaça.
Egoísta sem querer, se preocupou excessivamente com o que havia à frente, e simplesmente ignorou o que poderia vir atrás. E atrás, vinha um Dodge Charger R/T e mais um punhado de automóveis e caminhões. O Dodge, que seguia em baixa velocidade, simplesmente não viu o Uno, e atingiu sua traseira em cheio, a aproximadamente 40 quilômetros por hora.
O dono do Chrysler, preocupado em não iniciar um engavetamento ou acidentes secundários por conta de curiosos, distraídos ou quem não pôde enxergar, parou o carro a dois quilômetros adiante da ocorrência, longe o suficiente da fumaça e da confusão. Um dos passageiros do Uno sofreu ferimentos leves.
E aí vem o espetáculo. Dou a palavra a meu amigo:
"(...) por eu ter parado só à 2 Km do acidente, fui acusado de "causador do acidente" e "fugir sem prestar socorro" ainda por cima... De nada valeu eu mostrar aos policiais a ligação que fiz para avisar a policia rodoviária, ou que meu carro ainda estava funcionando normalmente (viram um pouco de água saindo do radiador e disseram que só parei porque meu carro não andava mais).
Fui detido, encaminhado para Polícia Civil, Dodge recolhido, tomei 2 multas de 900 reais cada, CNH suspensa, TCO lavrado em meu nome e audiência com o juiz marcada para dia 13/05. Sinceramente, se eu soubesse que entraria num problema dessa proporção, teria parado meu carro no local mesmo e f****-se o resto que vinha atrás. Só tem uma palavra pra resumir isso: indignação."
É muito fácil fazer o estereótipo. Dodge + motorzão = dono rachador = culpado sempre. Todos que têm algum veículo possante, particularmente estes antigos V8, já passaram ou conhecem alguma situação deste tipo. Conclusões precoces, falta de instrução e bom senso.
Ignorar os indícios de cidadania apresentados pelo dono do Charger foi um claro sinal de má vontade e desejo de imputar preguiçosamente a culpa por parte das autoridades.
Um Dodge em uma estrada consegue andar dezenas de quilômetros sem água no radiador. O V8 318 LA (5,2 litros) é simplesmente um dos V8 mais robustos já projetados. Com bielas longas em relação ao deslocamento dos pistões, taxa de compressão baixa e hélice do radiador acoplada à polia do virabrequim (portanto está sempre ventilando), o motor tem temperatura baixa de funcionamento e praticamente não ferve, mesmo em condições adversas. O dono parou porque quis ajudar. E parou longe porque não quis atrapalhar. Agora, imagine a boa vontade das autoridades em querer entender isso.
É mais fácil fazer a caça às bruxas baseada no estereótipo, o apedrejamento em praça pública. É ruiva? Taca na fogueira!
Nós, os medíocres honestos, que não estamos lá em cima e queremos fazer a coisa do jeito certo e ajudar a sociedade, sempre pagamos o pato. Porque neste país que ainda teimo em gostar, o que vale é ser malandro e se fazer de ignorante. O que vale é a fachada, a novela dos oito. O povo prefere deixar a realidade apodrecer, varrendo tudo para debaixo de um lindo tapete. Quando isso irá mudar?
Fica a esperança de que o Meritíssimo Juiz tenha o bom senso que ainda não foi visto por parte das autoridades neste caso.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Velozes... e Furiosas?!
Não deixe de assistir aos vídeos acima, dica do Guilherme (Maverick GT 1975). São muito bons, não vou estragar o suspense.
domingo, 25 de maio de 2008
GP de Mônaco: alguns comentários...
© 1999-2008 Formula One Administration Ltd(Clique nos resultados para ampliar)
Neste incidente contudo, vale ceder um desconto a Raikkonen. A freada para a chicane do porto se inicia em um trecho curvo, e não bastando isso, em um cume, resultando em uma força de sustentação positiva (causada pela inércia, e não pela aerodinâmica) que tende a tirar os pneus do solo. Com pouca aderência, o finlandês ainda passou por um trecho úmido com apenas um dos lados do monoposto, desequilibrando-o gravemente. A culpa é de Kimi, não há dúvidas. Mas não foi uma barbeiragem das mais grosseiras. David Coulthard sofreu acidente semelhante no dia anterior.
Felipe Massa foi um grande piloto neste final de semana. Considerei esta prova como um rito de passagem para o brasileiro. Largada muito boa, ritmo incomparável com pista molhada, recuperação de um erro (freada para a Saint-Devote) com muita classe, precisão, e equilíbrio emocional, executou voltas rapidíssimas quando Robert Kubica foi aos boxes pela primeira vez, tudo ocorria de maneira excelente.
Isso até a estratégia roleta-russa da Ferrari entrar em ação. Não fez sentido arriscar tanto em um piloto que já estava com uma tocada vencedora, liderando a prova e abrindo distância com facilidade. Mesmo com a entrada do safety-car (acidente de Coulthard e Bourdais), que reagrupou todos os monopostos, não valeria a pena apostar desta forma. A equipe de Maranello teve olhos grandes demais e jogou a prioridade rítmica à sorte. Faltou um Ross Brawn.
O que fizeram? Encheram o tanque de Massa até o gargalo e instalaram os mesmos pneus intermediários em um momento que a pista estava secando. O risco desta estratégia era óbvio: a chuva deveria obrigatoriamente cair em instantes, pois com a maior massa do volume de combustível, os pneus seriam mais exigidos. E sendo os pneumáticos instalados de configuração intermediária, o desgaste seria muito rápido com asfalto seco. Não choveu, e não deu outra. A corrida de Felipe foi arruinada, e seu ritmo em pista seca foi ridículo, limitado pelo equipamento. Mas foi um grande show de pilotagem.
Da mesma forma, Lewis Hamilton fez uma prova de campeão mundial. Executou a melhor largada do grid, passando Kimi Raikkonen ainda nos primeiros metros. No início, sentiu a pressão ao não conseguir acompanhar o forte ritmo do então-líder Massa, e bateu seu McLaren MP-4/23 na saída da curva da Tabacaria. Sem danos estruturais, trocou os pneus e não se deixou abalar, demonstrando um equilíbrio emocional ímpar: seu ritmo em todo o restante da prova foi absolutamente incrível. Pela perseverança e concentração, mereceu a vitória e todos os aplausos.
Outros grandes pilotos deste Grande Prêmio de Mônaco: Robert Kubica (BMW-Sauber), pela precisão e ritmo veloz, garantindo um segundo lugar e muito destaque ao pressionar Felipe Massa no primeiro terço da corrida. Adrian Sutil (Force India), pelo misto de sorte (que lhe faltou quando foi atingido por Raikkonen), velocidade e sangue-frio em condições extremamente adversas. Fernando Alonso (Renault), pela perseverança e velocidade obtida com um equipamento inferior. Seu acidente, causado pela precocidade da equipe em instalar pneus de pista seca antes da hora, acabou com o ritmo de corrida (e com a prova de seu companheiro Nelson Angelo Piquet), mas ainda assim Alonso merece destaque.
sábado, 24 de maio de 2008
Classificação do GP de Mônaco: breve reflexão técnica.
Quando falamos deste traçado, estamos necessariamente falando de maior proporção da aderência de origem mecânica em contraste à aerodinâmica, que ainda é extremamente importante, mas tem sua eficiência limitada pela baixa velocidade das variantes. Por este motivo, por exemplo, o entre-eixos mais curto da McLaren favoreceu a equipe na prova monegasca de 2007. O grid deste ano dá indicativos de que, em termos de desenvolvimento mecânico, as equipes de Woking e Maranello estão completamente emparelhadas. Isso, claro, partindo do pressuposto que a quantidade de combustível nos quatro monopostos seja semelhante.
O entre-eixos mais curto tornou-se uma faca de dois gumes com a proibição do sistema de controle do freio-motor, iniciada neste ano. Para entender isso, é necessário saber que quanto menor a distância entre os pontos de apoio no solo (pneus), maior será a transferência de peso em determinado eixo (longitudinal, transversal, ou diagonal). Leia o post anterior para compreender um pouco mais.
Resumidamente (pois este é o blog, prometo uma matéria sobre o assunto em breve no site, onde os conteúdos mais extensos são desenvolvidos), um entre-eixos mais curto resulta em um eixo traseiro mais leve durante as frenagens, o que conseqüentemente implica em maior risco de bloqueio destas rodas. E sem o sistema de controle do freio-motor, nunca a traseira esteve tão arisca durante as frenagens como em 2008, comportamento associado aos potentes freios carbono-carbono mais (principalmente) às caixas de mudança que executam mudanças em centésimos de segundo. Sem o sistema de controle do freio-motor, as caixas causam um pequeno tranco no conjunto motriz ao acoplar a embreagem tão rapidamente, tranco suficiente para desestabilizar os pneus traseiros cujo potencial de aderência já está sendo utilizado ao máximo na frenagem.
Este é o motivo pelo qual a McLaren decidiu por um entre-eixos mais longo para 2008. Esqueçam o escândalo de espionagem.
Tenho a impressão de que a Renault está com um entre-eixos demasiadamente curto. Ou seus engenheiros não conseguiram acertar o conjunto de suspensão a contento para este final de semana. Ou então trata-se de um projeto excessivamente dependente da aderência de origem aerodinâmica. O fato é que hoje os telespectadores testemunharam Fernando Alonso e Nelson Angelo Piquet brigando com seus R28 nas freadas e reacelerações, na maioria das curvas do circuito monegasco. Brigando com uma traseira boba, que insistia em deslizar.
Alguns jornalistas já se precipitaram ao colocar Piquet em uma situação "ainda mais preocupante" frente a Alonso. Contudo, olharam demais para o estranho sistema de classificação de Max Mosley, e esqueceram de observar o básico. E o básico, a saber, o cronômetro, mostra que 287 milésimos de segundo separaram o brasileiro do espanhol. É muito pouco e muito comum. Felipe Massa, no GP imediatamente anterior (Turquia), pôs 0,317s sobre Raikkonen.
Neste aspecto, o sangue quente de Flavio Briatore somado à pressão da imprensa pode agir contra Piquet. Na minha opinião, seria absolutamente injusto e imprudente julgar o piloto por sua atuação na classificação deste final de semana.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Distribuição e transferência dinâmica de peso...

Contudo, havendo qualquer força de aceleração em qualquer eixo (X,Y,Z) a carga exercida pela massa suspensa sobre os pneus torna-se dinâmica. Isso significa por exemplo que, no caso de uma freada necessária, haverá transferência de peso para o eixo dianteiro. Quanto maior o torque aplicado pelas pinças ou sapatas em determinada fatia de tempo, maior será a transferência de peso causada pela inércia, operando através do centro de gravidade. A curta distância entre os eixos deste trator não ajuda neste aspecto, pois aumenta a transferência dinâmica longitudinal de peso.
E como só há um pneu em contato com o solo, é batata que o trator lamberá o queixo no asfalto, ficando tortinho, tortinho.
Toda essa complicação teórica não faz diferença para o casal de velhinhos. A experiência da vida dispensa rebuscamento. O velhinho sabe que, pelo bem estar e saúde de sua esposa, não deve frear com brusquidão, e é só isso. No gimmicks. E assim a vida segue.
A foto foi enviada pelo amigo Daniel Wachholz.
Ferrari 599 GTB... goodbye...

Duzentas e cinqüenta mil libras esterlinas é o valor desta jóia na Inglaterra. O triste, na verdade, é imaginar que este carro se desfazendo em chamas é obra metálica esculpida com muita paixão e horas de trabalho por funcionários que dedicam suas vidas à casa do cavallino rampante.
A dica foi do Michael Bortolin.
Leitura recomendada: conhecendo a família de Kimi Raikkonen...

Dentre os atuais pilotos da Fórmula 1, Kimi Raikkonen é seguramente uma das presenças mais discretas e sucintas, apesar da competência incontestável e fama de baladeiro.
Por isso, vale muito a pena visitar o blog do Livio Oricchio, que esteve presente na casa da família do finlandês. Ao saber um pouco mais sobre seu passado e sobre seus entes mais próximos, humanizamos um pouco mais uma fração deste esporte tão pasteurizado, esterilizado, asséptico.
Clique aqui para visitar o blog!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Novidade no Mulsanne.com.br: Renault 4L 1975 !!!

O que esse carrinho francês é capaz de fazer não é brincadeira. Ele foi feito para ser barato e durável, mas "sem querer querendo" apresenta características muito interessantes a quem gosta de botar o pé na lama! O Mulsanne continua o tour europeu, mostrando desta vez um belíssimo Renault 4L 1975.
Não conhece? Dê uma lidinha no texto que você vai se surpreender com a popularidade mundial deste bicho!
Clique aqui para acessar o site Mulsanne !
Duelo: Challenger SRT-8 versus Shelby GT500 !




"Amigos,
Finalmente a revista Motor-Trend fez o comparativo tão esperado,com as versões Top Line do novo Dodge Challenger,contra o famigerado Ford Mustang Shelby GT 500,um embate que nasceu nos anos 70 e é revivido nos dias atuais...
Três anos atrás,a Ford chegou primeiro,com a quinta geração dos Mustang,e somente no ano passado veio a versão 'anabolizada' Shelby 500.Acaba de chegar o novo Challenger,e a briga promete ser ainda muito boa,pois daqui a seis meses aparecerá o novo Chevrolet Camaro,depois de sete anos de ausência do mercado.
A revista fala muito bem do Challenger,e claro,dá a vitória ao novo carro...Lembra sobre o sistema de suspensão mais moderno e o (quase) perfeito Hemi de 6.1 litros.Apenas diz que a versão com caixa mecânica deveria ser lançada antes da automática,e preferencialmente com a famosa alavanca "Pistol Grip",opção essa agora reservada aos Challenger R/T e SE,versões mais em conta.
Na pista,o motor superalimentado do Shelby,com 500 cv. mostra a sua força,fazendo 0-60 mph. em 4.3 segundos,e fechando o quarto-de-milha em apenas 12.6 seg. a 114.2 mph.,números impressionantes.
Mas o Challenger,com 75 cv. a menos e sem turbina,não ficou tão atrás assim:o 0-60 foi cumprido em 4.7 segundos,e fechou o quarto-de-milha em 13.1 seg a 108.3 mph. Nada mau !!!
Outro dado interessante:o Shelby precisa de muito mais pilotagem acurada para atingir seus melhores resultados,ao passo que o Challenger dá mais controle ao motorista,que consegue extrair o máximo do carro mais facilmente.
Se vc. acelerar o bicho até 1800 rpm,e manter os freios acionados,o controle de tração ligado,e a alavanca do câmbio em Drive,ao arrancar vc. fará repetidamente o tempo que os pilotos fizeram,sempre.
Uma queixa ao Challenger:o seu ronco não faz jus ao seu visual e desempenho.Os editores acharam que seria melhor um escape mais ruidoso,pelo menos nessa versão.
Para o veredito final,eles explicam que o Challenger é um carro concebido no século vinte,mas com todas as benesses positivas do século vinte e um,ao passo que o Shelby continua no século passado com a sua suspensão e motor.
Bom,chega de papo,as fotos já valem o esforço...
Grande abraço a todos !!!
Mário Buzian"
Carona: TVR Grantura no Circuit du Remparts...
Você acha o circuito de Mônaco muito apertado? Talvez você não conheça o Circuit du Remparts, localizado na pequenina comuna de Angouleme, oeste da França. O traçado petit não somente é curto e estreito, como também possui uma topografia interessantíssima, com longas subidas e cumes intrigantes. Isso sem mencionar o cenário: a pista é rodeada por maravilhosos prédios históricos, nada de guard-rails em excesso, lembrando um misto de Monte-Carlo nos anos 60 com algumas provas clássicas como a Targa-Florio.
Vocês conhecerão este traçado a bordo de um TVR Grantura, um raro e pequenino carro inglês com motor pequeno de quatro cilindros (haviam 6 opções de propulsores, de 997 a 1588cc) e carroceria de plástico. Aproximadamente 100 unidades foram produzidas entre 1958 e 1960.
Os rivais de pista são igualmente fenomenais: Lotus Elise, Porsche 914, e um Reliant Sabre Six verde (parece um MGB), com o qual o Grantura trava um longo e belo duelo. Infelizmente, a direção da prova cometeu um equívoco ao dispensar a volta pós-chegada, causando uma confusão que resultou em um acidente na traseira do TVR.
Leitura recomendada...

- Vale a pena dar uma passadinha no blog do ilustrador Maurício Morais, para ler o seu relato sobre a etapa da GT3. No paddock, ele pôde conhecer verdadeiras lendas de nosso automobilismo, como Sidney Cardoso e os irmãos Fittipaldi. Clique aqui para acessar!
- E como sempre, mais uma aula do mestre Joaquim, no Blog do Saloma. Agora, o texto relata a origem da categoria esporte-protótipos, dentro do contexto dos Gran Turismo e os motores, cujo deslocamento crescia a cada ano. Clique aqui para acessar!
segunda-feira, 12 de maio de 2008
"Thermal Image" do GP da Turquia...
Essa foi uma novidade bacana que vimos neste final de semana. Uma câmera monocromática especial, sensível a temperaturas, que registra as regiões mais quentes em tons de branco. O vídeo acima mostra algum momento dos treinos livres, mas o mais interessante ocorreu durante a prova, quando um dos pilotos da Williams fez o pit-stop.
Ao trocar os pneus, praticamente não havia diferenças de tons entre os pneus usados e os recém-instalados, mostrando que os cobertores térmicos não dão apenas uma "aquecida básica" nos pneumáticos, e sim, elevam a temperatura ao ponto do que é conhecido em inglês como pressure build-up. Nada mais é do que o aumento da pressão interna pela expansão das moléculas de gás que enchem o pneu, criando a resistência e deformando sutilmente sua estrutura ao formato ideal de funcionamento; com máxima área de contato da banda de rodagem com o solo e em conformidade com a geometria de suspensão definida no set-up do monoposto.
Por isso, atualmente, mesmo quando os pilotos acabam de sair dos boxes, eles se encontram em condições imediatas de se defender muito bem de um carro atacante que já estava na pista, com os pneus aquecidos naturalmente.
Segundo a Globo, é provável que a FIA remova a barbada dos cobertores térmicos a partir do ano que vem. Ainda não tenho uma opinião formada a respeito disso, precisaria dar uma pensada com calma. Mas confesso que, a princípio, parece bem interessante.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Mais uma armadilha do inferno verde...
Schwedenkreuz. Localizado no quinto quilômetro do circuito, é o trecho mais veloz de Nürburgring Nordschleife: pouco mais de um quilômetro de pé cravado, em uma longa descida que termina com um aclive e uma perigosíssima curva à esquerda, com o ponto de entrada e tangência cegos.
Um Toyota MR-2 é a vítima da vez, chocando-se contra o guard-rail a aproximadamente 200 quilômetros por hora. O piloto tornou-se passageiro do carro ao perder o controle da traseira. Causa possível: trajetória equivocada na entrada da curva seguida por um lift (alívio) do acelerador de maneira brusca no meio da variante, que apresenta uma oscilação na superfície pouco antes do ponto de tangência. Este Toyota possui motor central-traseiro, tornando-o menos tolerante a erros deste tipo em relação a um automóvel com motor dianteiro.
Efeito pêndulo...
Mais uma vítima de Nürburgring Nordschleife, desta vez no trecho chamado Brünchen, localizado aproximadamente no décimo sexto quilômetro. É uma curva em subida, e por isso normalmente os carros tendem a sair de frente. Sua saída apresenta um declive traiçoeiro aos bólidos muito potentes com tração traseira e diferencial com deslizamento limitado.
No caso do vídeo, temos um pacato carrinho de tração dianteira (Honda?), cujo motorista provavelmente estava fazendo gracinhas com o freio de mão no meio da curva. Quando a traseira desgarrou, o motorista se assustou e executou um contra-esterço excessivo, fazendo o carro rumar direto ao guard-rail. Crash!
Uma das armadilhas de Nürburging Nordschleife...
Adenauer Forst. Localizado aproximadamente no sétimo quilômetro do inferno verde, é um dos trechos mais perigosos do autódromo e freqüentemente subestimado. Trata-se de um "esquerda-direita-esquerda-direita" localizado entre dois trechos de alta velocidade (Fuchsröhre e Metzgesfeld), sendo que o raio de cada curva torna-se cada vez mais apertado e o espaço para frenagens cada vez menor.
No vídeo acima, o ponto da filmagem (realizada em 1970) mostra a terceira e a quarta variante da Adenauer Forst. A terceira é a mais lenta, pois sua trajetória deve ser sacrificada para privilegiar a velocidade de saída da última curva. Sua entrada é um pouco cega, pois alguns metros antes há um declive, que também faz o carro sair bastante de frente.
Apesar dos inúmeros acidentes mostrados, muitos deles são tragicômicos e ninguém aparenta ter se ferido. Não perca o motorista que é ejetado do VW Sedan após quase capotar o mesmo!
Não perca também o vídeo abaixo, no mesmo estilo, só que registrado muito recentemente. A Adenauer Forst continua fazendo vítimas, e não está interessada no pedigree dos automóveis a tropeçar em suas armadilhas...
Por quê viver em Mônaco?

David Coulthard, Keke Rosberg, Mika Hakkinen, Riccardo Patrese, Thierry Boutsen e Gerhard Berger enrolam um pouco... mas ao final, o austríaco entrega, quase nas entrelinhas, qual é o grande estímulo da onerosa vida mediterrânea...!
Clique aqui para assistir ao vídeo!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
NÃÃÃOOO....!!!

As Leis de Murphy gostam e se manifestam através dos seres pensantes, sejam divinos ou terrenos. Seu princípio essencial é análogo à noção de peripécia de Aristóteles, que pode ser definida grosso modo como uma ação muito mal-sucedida, sendo a intenção inicial totalmente oposta ao resultado. Uma cagada, em português claro.
Murphy surge justamente entre a intenção e a ação. Aonde quero chegar com isso?
A Eisenbahn, de Blumenau, é uma das melhores cervejarias premium do Brasil. Nada de produtos no esquema "povão", ali a coisa é fina, para quem é realmente fã da loura gelada. Mas sem abusar do bolso, com preços acessíveis. A fabricação de suas cervejas e chopes segue o conceito alemão de pureza Reinheitsgebot, e há uma larga variedade de sabores, por volta de uma dúzia. Esteja um calor de derreter pedras ou um frio de congelar álcool, sempre há uma opção apropriada da Eisenbahn. Ou havia?
Eis que o amigo Alex Blankenburg, dono de um belo Dodge Dart preto, me manda a tragédia por e-mail: "Schincariol compra cervejaria artesanal Eisenbahn". Argh!!!
Chamem-me de elitista se quiserem, apenas acho importante que haja a diversidade, para todos os gostos e bolsos. A intenção da Eisenbahn, desde o início, era ser uma cervejaria pequena mas diferenciada. Uma pequena jóia, um oásis escondido que somente os apreciadores conhecessem. Mas os produtos eram tão bons que a distribuição por todo o país tornou-se inevitável, tal como o sucesso.
Uma operação somente comercial? Pode ser, mas duvido que o padrão de qualidade mantenha-se o mesmo, pois mantê-lo custa dinheiro, e a intenção da jogada é faturar alto.
Murphy me aprontou essa, e me pergunto se foi por quê estivemos consumindo cada vez mais Einsenbahn: por ser boa bebemos, e por ser boa é vendida, e de boa passa a ser ruim. É o momento da virada, da peripécia das tragédias gregas.
A apunhalada em César ecoa nos cascos marrons e translúcidos. Até tú, Einsenbahn?
terça-feira, 6 de maio de 2008
E por outro lado...
O redneck dono deste Mustang 1969 sportsroof com supercharger tem habilidade sobrando para controlar o carro em drifts e zerinhos. Eis que então, a partir dos 40 segundos...
O autêntico cabeça dura.
Combinação letal...
V8 potente e torcudo + diferencial auto-blocante + motorista inexperiente e estúpido = pow! Pobre Mustang Cobra... o que dizer dos outros que não tinham nada com isso...
Fórum do Museu do Dodge: está de volta !

Um dos fórums de mais alta qualidade que eu já vi na vida está de volta. É o Fórum do Museu do Dodge, pertencente a um site levado pelo meu amigo Alexandre Badolato, que dedica muita grana e suor na restauração e preservação dos Dodges fabricados pela Chrysler do Brasil.
Infelizmente as mensagens antigas foram perdidas no processo de transferência, mas é apenas uma questão de tempo para que este fórum se torne novamente um enorme compêndio de informações. A tônica do papo por lá é originalidade, restauração, história e estatísticas.
Clique aqui para acessar o Fórum.
Leitura recomendada...
Vale ou não vale uma reflexão? Este é apenas um trecho da bela entrevista que Luis Fernando Ramos (Ico) fez com o piloto brasileiro Fritz d'Orey. É uma leitura obrigatória, um bate papo delicioso que rendeu um belo material.
Clique aqui para ler!
Novidade no Mulsanne.com.br : 4ª etapa da Históricos V8 5000 !

segunda-feira, 5 de maio de 2008
Alfa 8C Competizione...
Este carro representa a união perfeita entre a visceralidade de um automóvel clássico de competição e a sofisticação da tecnologia contemporânea, tanto na parte eletrônica como no uso de materiais compostos refinados. Isso sem mencionar o design retrô e o motor V8 de 4,7 litros e 450 cavalos...
Já o test-drive do vídeo acima, é bastante pirotécnico, mas o piloto não é dos melhores. Na saída de diversas curvas, o motorista quase perde o controle com o excesso de aceleração, resultando em um drift desajeitado que paira na dúvida entre o proposital e o acidental. Talvez ele precise de algumas aulas com Tiff Needell para aprender a fazer pirotecnias com classe e precisão...
Alain Prost testando o Lamborghini Gallardo e o Porsche 911 GT3 !
...antes de mais nada, perdoem o infeliz editor de vídeo que decidiu acelerar a velocidade do filme em alguns trechos para atribuir mais emoção. Peço para que atenham-se aos interessantes comentários de Alain Prost e à postura de pilotagem de um dos maiores mestres da Fórmula 1...
Williams FW14B (1992), apresentada por Nigel Mansell...
Mais uma pequena amostra de como a Fórmula 1 mudou em pouco mais de 15 anos. Não, ao contrário do que todos esperam, desta vez não me refiro ao aspecto técnico dos monopostos.
O que marca no vídeo acima é o reforço de uma certeza sobre os dias atuais: a categoria máxima do automobilismo mundial tornou-se absolutamente corporativa, onde o silêncio, mentiras e meias-verdades tornaram-se o comportamento-padrão dos pilotos e donos de equipe frente à imprensa e ao público.
Na verdade, o vídeo acima não tem nada demais: Nigel Mansell apresenta superficialmente o Williams FW14B de 1992, aquele da suspensão ativa (reativa para os mais detalhistas). O que é bacana e simplesmente hilário é a transparência e espontainedade de Nigel ao descobrir "acidentalmente" a cobertura de tecido que os engenheiros colocavam sobre os amortecedores dianteiros e traseiros enquanto explica parcialmente o sistema.
Você consegue imaginar Fernando Alonso pegando o bico do Renault R26 de 2006 e mostrando como funcionava os amortecedores de massa, enquanto faz uma brincadeira com o engenheiro perguntando "quão confidencial é isso que estou passando neste momento aos espectadores"?
sábado, 3 de maio de 2008
Foto do dia...
Históricos V8 5000: vida em autódromo...

Como vocês poderão ver ao ampliar a fotografia acima, existem algumas dezenas de partículas de sujeira espalhadas pela lente. Obra de um Corsa da categoria Força Livre, que rodou exatamente à minha frente e me banhou com este misto de pó de borracha e poeira.
Eu gostei do resultado artístico das fotos seguintes ao incidente. Sujeira, imperfeição. Gosto de carros de corrida com marcas de pista, pequenos arranhados de ferramentas, os páralamas com aquele rastro de borracha logo atrás dos pneus. Da mesma forma, a gororoba impregnada na lente de minha câmera atribuiu uma certa visceralidade à imagem, deu aquele cheirinho de pista, que só quem já esteve presente em um autódromo conhece.
Houve mais um incidente neste dia, que inclusive foi pouco após esta foto. Com o término da prova, indo em direção ao carro para supostamente comparecer ao pódio, tropecei em uma das milhares de valetas espalhadas pelo terreno do autódromo. Senti os ligamentos do tornozelo se esticarem ao limite, e caí de um jeito totalmente ridículo, de costas na grama enlameada como um pacote flácido. Ossos do ofício.
Nesta segunda-feira a cobertura desta etapa da Históricos V8 5000 estará no ar. Foi uma corrida incrível. Ritmo impossível de Renato Hiluey, e um duelo de arrepiar os cabelos entre André Carrillo e o aniversariante David Brunstein.
No decorrer desta semana, teremos outras novidades interessantíssimas no Mulsanne.com.br . Aguardem! :)
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Vídeo: 15 segundos maravilhosos...
Pôr do sol em uma típica estrada interiorana do sudoeste europeu. Temperatura por volta dos 15 graus, uma brisa gelada anuncia que a noite está por vir.
Eis que um canto, afinado, mecânico mas simultaneamente orgânico, apresenta-se em um crescendo vindo do horizonte. O timbre não deixa dúvidas. Maranello!
Ferrari 500 TRC. Motor de quatro cilindros em linha e dois litros de deslocamento, alimentados por dois carburadores Weber 40 DCO/3. Potência próxima aos 200 cavalos, suficientes para levar seus 680 quilos a cem quilômetros por hora em aproximadamente seis segundos.
Devo ser honesto, o ronco deste exemplar em específico me lembra por demais os V12 de 250cc por cilindro. Mas na dúvida, deixo descrito o propulsor original...
Leitura recomendada II...

Leitura imperdível! Clique aqui para acessar a primeira parte, e aqui para a segunda. Os próximos capítulos desta saga estão por vir...
Quer ouvir o ronco deste maravilhoso V12 de 5 litros e 550 bhp? Confira o vídeo abaixo... os 30 segundos iniciais são em marcha lenta, mas aos poucos o bicho dá umas esticadas para alongar os músculos...
Leitura recomendada...

A leitura recomendada de hoje é a análise técnica do acidente de Heikki Kovalainen na curva Campsa, feita pelas meninas do Blog F1-V8. Vale a pena dar uma visitada e conferir o texto!
Foto do dia: tração dianteira versus tração traseira...

Contudo, as coisas mudam de figura quando a superfície é pouco aderente. Havendo pouca aderência disponível aos pneus, pouca transferência dinâmica de peso para a traseira ocorre quando voltamos a acelerar nas saídas das curvas: os pneus começam a escorregar antes do normal. O resultado é que o carro de tração traseira, com pouca aceleração já tende a derrapar, tornando-se arisco e improdutivo. A situação piora em projetos com motor dianteiro e tração traseira, por motivos óbvios.
Pela mesma razão, os carros com tração dianteira ou nas quatro rodas obtém uma grande vantagem nestas circunstâncias: com a menor transferência de força para trás em acelerações, os pneus frontais mantém uma concentração de peso dinâmico maior que o usual, e com isso conseguem um tracionamento muito eficaz.
Na fotografia acima, temos dois projetos de concepção oposta disputando palmo-a-palmo pela vitória: um Saab, com tração e motor dianteiro refrigerado a água; e um Porsche, com motor e tração traseira, refrigerado a ar.
Note que as rodas motrizes de ambos os carros estão apontadas para dentro da curva: no Saab, bastou que o piloto esterçasse o volante. No Porsche, o carro inteiro rotacionou, para que os pneus do eixo traseiro apontassem na direção desejada.
Para os fãs de Dodge...
Imperdível a entrevista com o incrível Mr. Norm, ex-proprietário da lendária Gran Spaulding Dodge, concessionário Chrysler que vendia unidades especialmente apimentadas do fabricante, tal como o Dodge Dart GSS, equipado com um motor de quase 7 litros de deslocamento (383 ci)!
Na segunda parte (vídeo abaixo), Mr. Norm apresenta ao entrevistador o novíssimo Hemi Dart GSS: um modelo original de 1968, totalmente restaurado, customizado e preparado, com produção limitada a 40 unidades. Equipado com um motor Hemi 426 dual quad de 600 cavalos, freios a disco nas quatro rodas da SSBC, diferencial Dana 60 e pneus Pirelli P-Zero, o novo Hemi Dart GSS não é nenhum brinquedo.
Para quem não enxerga limites no quesito performance, pode-se escolher um bloco de alumínio da Keith Black, com deslocamento de 472 ou 528 polegadas cúbicas e mais de 720 cavalos, dependendo da escolha do comando de válvulas. A principal vantagem do alumínio sobre o ferro fundido, além da melhor troca de calor, é o seu peso reduzido, distribuindo o peso sobre os eixos de maneira mais equilibrada e garantindo um comportamento dinâmico mais aceitável.
O preço do modelo básico é de 149 mil dólares.
Argh...
Mais uma amostra de como os carros antigos estão sendo utilizados como suporte para a "criatividade" de pessoas interessadas em aparecer, custe o que custar.
E a inscrição "Maverick" nos painéis de porta? E duplo aerofólio carpado? E as faixas em homenagem ao tricolor paulista? Muito triste...
quinta-feira, 1 de maio de 2008
1º de Maio...

Quatorze anos. É uma fatia de tempo de tamanho considerável na vida de um indivíduo. Por quase um ano tive a sensação estranha de que faltava alguém no grid quando os carros terminavam a volta de apresentação. Como se tivesse ficado alguém no caminho. Como se um jantar de família fosse começar sem um parente valoroso.
Admirava o Ayrton como piloto velocista. O limite é uma figura abstrata, pois sempre pode-se ir uma fração de milésimo mais rápido. Virtualmente, não há limites. E não havia ninguém mais interessado, disposto e preparado para se aprofundar além do necessário quanto Senna.
Quando faleceu, seu estilo estava atingindo o zênite do refinamento. Sua pilotagem estava mais suave, e seu ritmo de corrida estava se tornando mais cerebral que nunca. Já não botava a si e aos rivais em posição de risco excessivo ao disputar posições. O público em geral nunca percebeu isso, pois sua relação com Senna era amorosa, mas leiga e ingênua.
Creio que havia espaço hábil e temporal para um quarto título. Com todos os seus rivais aposentados, era provável que fosse se aposentar em breve. Afinal, Ayrton poderia ser uma máquina, mas muitos se esquecem do sentido abstrato da expressão. Ele era falível e mortal, como todo ser humano. E como todo grande homem, deixou sua marca atemporal na história, que permeará por indefinidas gerações.
Um brinde, Senna!





