Curto e grosso!
0) Novamente, um show dos segundo-pilotos da Mclaren e da Ferrari.
1) A defesa de Hamilton sobre Alonso foi limpa e dentro das regras pois manteve a trajetória que escolheu. Claro, houve um pouco de malandragem, um certo balanço que jogou o Alonso um pouco mais para fora, mas faz parte do jogo. Tudo limpo.
2) Massa deu um show de maturidade sobre Raikkonen, defendendo-se sem errar, e mantendo o ritmo, dentro das possibilidades (seu segundo jogo de pneus não teve bom rendimento). Já o finlandês cometeu alguns equívocos, incluindo algumas balançadas e uma perigosa pisada de grama em saída de curva (no miolo) quando seus pneus macios já não apresentavam eficácia máxima.
3) Sobre o circuito: pessoalmente, não gosto de Indianápolis por causa do seu miolo. Pois não há relevo algum, embora tenha gerado duelos emocionantes na corrida. A parte rápida é muito interessante, e o "S" no final da reta dos boxes é tudo o que os circuitos do Tilke tentam ser (às vezes com sucesso, às vezes com fracasso). O interessante é que em Indianápolis temos brita e grama, o que pune os erros com rodadas ou abandonos. Quando a pista é toda asfaltada, com as áreas de escape de asfalto pintadas, temos falta do fator surpresa e pilotagem displicente.
4) Pódium. Não se iludam com o abraço de Alonso e Hamilton. Aquilo foi uma demonstração diplomática (ordem de Ron Dennis, certamente) para esfriar os ânimos da imprensa mundial a respeito das tensões internas entre seus pilotos. A cara de frustração do espanhol era evidente, bem como a de Massa.
5) Ferrari versus Mclaren. Já havia comentado isso antes em comunidades do Orkut. Desde o Canadá, ficou claro que a vantagem da Mclaren não era somente aerodinâmica e/ou só por causa do entre-eixos mais curto. A curva de torque do Mercedes está muito mais eficiente em giros inferiores. Soma-se isso ao entre-eixos mais curto (menor momento polar de inércia) e temos um carro que pode reacelerar antes e com mais força nas saídas de curva.
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