terça-feira, 29 de setembro de 2009

Limite, sometimes fail


Vídeo atualizado.

Costumo dizer que um piloto veloz ignora o fator perigo, e que não é algo consciente. Quando se está buscando o limite em uma flying lap, o cérebro entra em um túnel de concentração que se resume a distâncias de frenagem, entradas de curva e pontos de reaceleração. Todo o resto torna-se automático, instintivo. Periférico. É um jogo delicado de balanço entre os três elementos de pilotagem, e valorizar demais um pode arruinar os outros dois - o preço a ser pago são preciosos décimos ou centésimos de segundo a mais no giro. Ou uma bela panca.

O vídeo de hoje é uma das maiores demonstrações de habilidades que já vi em um carro de turismo. O piloto, Dick Johnson, comanda um Ford Falcon com motor 351 Cleveland, bloco XE, que berra algo pra lá das 8500 rotações por minuto. É um carro muito bem acertado, levemente subesterçante nas entradas, sutil sobre-esterço nas saídas. Me impressiona a forma como Johnson busca desenhar a trajetória, utilizando cada milímetro do circuito australiano de Bathrust. Ele também utiliza muito bem a inércia, rolando a carroceria nas entradas para balancear as saídas de frente.
E as reduções de marcha? Música e precisão puras.

Em uma das últimas curvas, Dick adianta um pouco o ponto de reaceleração, fazendo o carro espalhar um pouco mais do que o usual. A traseira toca o muro, causando um efeito chicote que leva a um grande susto. Johnson nada sofreu no acidente.

3 comentários:

guilherme.atencio disse...

Realmente uma pena o erro no final. Estava sendo um espetáculo até então...

Unknown disse...

A Austrália é demais. O mesmo cenário de Muscle-Cars do fim dos anos 60 continua até hoje... Olha esse carro aí do vídeo. Uma carroceria normal, poderia ser de qualquer carro dos anos 80, mas tem um 351 e corre feito o diabo...

Anônimo disse...

Juliano, tem esta volta aqui tb fantástica:

http://www.youtube.com/watch?v=_78NrSGBudI&feature=player_embedded#

ei "encontrei" ela no Blog F1 Nostalgia.

Muito legal ver estes monoblocos detonando.

Henrique Sousa