
Recebi a notícia do francês baixinho como novo presidente da FIA sem nenhuma surpresa. Política é um campo insalubre para mentes idealistas, e ao mesmo tempo irresistível: quem aqui não gostaria de ver Ari Vatanen ou algum ex-piloto com bom histórico esportivo no comando da Federação?
Por mais que pensamentos como este alimentem teimosamente nossas expectativas, quem tem alguma vivência com ou no meio já sabe que este é um desejo irrealizável, como tantos outros. A FIA é uma organização pautada por interesses políticos e econômicos - muito mais que esportivos. E Jean Todt, de imagem polida e reconhecida mundialmente, é muito mais interessante político e economicamente que Vatanen, super-piloto de rally, hoje underground, sem ligação direta com a Fórmula 1. Ele seria o líder ideal em termos esportivos... e "só" isso.
Seria algo ingênuo supor que a maioria das federações votantes (Todt recebeu 135 votos, Vatanen, 49) levaria em conta um pensamento idealista, ainda mais quando Mosley assume publicamente uma posição favorável a Todt. Interesses pipocam de todos os lados.... "não esqueça da minha Caloi!". Política e economia ficam do lado dos influentes - a paixão não passa de elemento de manobra para as massas.
Muitos desconfiam que a Ferrari sempre teve tratamento VIP, diferenciado das outras equipes. Não tenho juízo formado a respeito disso - minha opinião é que a FIA está sempre do lado de uma maior audiência (o que coincide com a equipe rossa). Com Todt no comando da federação, a paranóia será inevitável. Mas não é por menos: é um absurdo que um chefe de equipe recém-aposentado assuma este cargo, por mais boa-praça que seja. Seria como Bill Clinton no comando da ONU.
Isso só mostra que a FIA faz vista grossa conforme suas conveniências...
Pessoalmente, não acho que o francês será um mau presidente. Mas tenho um pressentimento de que ele não terá o arrojo, a energia para arriscar e renovar a categoria. Não é fácil enfrentar as demandas das equipes e pilotos, administrar os interesses econômicos sem ferir o esporte, e no meio desse turbilhão, encontrar o ponto de equilíbrio ideal em uma balança que está sempre mudando. Sinto que Todt tem o perfil de manter o "status quo", e talvez isso não seja bom. Digo, não é bom para nós, idealistas, apaixonados. Nós, trouxas...
Por mais que pensamentos como este alimentem teimosamente nossas expectativas, quem tem alguma vivência com ou no meio já sabe que este é um desejo irrealizável, como tantos outros. A FIA é uma organização pautada por interesses políticos e econômicos - muito mais que esportivos. E Jean Todt, de imagem polida e reconhecida mundialmente, é muito mais interessante político e economicamente que Vatanen, super-piloto de rally, hoje underground, sem ligação direta com a Fórmula 1. Ele seria o líder ideal em termos esportivos... e "só" isso.
Seria algo ingênuo supor que a maioria das federações votantes (Todt recebeu 135 votos, Vatanen, 49) levaria em conta um pensamento idealista, ainda mais quando Mosley assume publicamente uma posição favorável a Todt. Interesses pipocam de todos os lados.... "não esqueça da minha Caloi!". Política e economia ficam do lado dos influentes - a paixão não passa de elemento de manobra para as massas.
Muitos desconfiam que a Ferrari sempre teve tratamento VIP, diferenciado das outras equipes. Não tenho juízo formado a respeito disso - minha opinião é que a FIA está sempre do lado de uma maior audiência (o que coincide com a equipe rossa). Com Todt no comando da federação, a paranóia será inevitável. Mas não é por menos: é um absurdo que um chefe de equipe recém-aposentado assuma este cargo, por mais boa-praça que seja. Seria como Bill Clinton no comando da ONU.
Isso só mostra que a FIA faz vista grossa conforme suas conveniências...
Pessoalmente, não acho que o francês será um mau presidente. Mas tenho um pressentimento de que ele não terá o arrojo, a energia para arriscar e renovar a categoria. Não é fácil enfrentar as demandas das equipes e pilotos, administrar os interesses econômicos sem ferir o esporte, e no meio desse turbilhão, encontrar o ponto de equilíbrio ideal em uma balança que está sempre mudando. Sinto que Todt tem o perfil de manter o "status quo", e talvez isso não seja bom. Digo, não é bom para nós, idealistas, apaixonados. Nós, trouxas...
Um comentário:
Acho que o Todt caminhará com tranquiçlidade entre as várias correntes da FIA porque tem um "quê" de político, que cabe nesses ambientes.
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