
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Foto do dia...

Entrevista com Roberto Pupo Moreno !

Não perca esta excelente entrevista no site Grande Prêmio, feita pelo Victor Martins. A fotografia acima é de 1980, quando Moreno conquistou o título da Fórmula Ford inglesa pela clássica Van Diemen. A imagem abaixo foi registrada 11 anos depois, no Grande Prêmio da Inglaterra de 1991, em Silverstone. Nesta prova, ele largou em sétimo, mas um problema na caixa de câmbio o tirou da corrida na 22a volta. Seu companheiro de equipe, Nelson Piquet, concluiu o GP em quinto lugar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Pensando nisso (2)...


Muito curioso, além dos espelhos retrovisores meio traquinas (diria que possuem alguma atuação aerodinâmica direcionada), é o formato de coração desenhado pelas laterais da carenagem, com entradas de ar para os radiadores bem estreitas. Note como a traseira é fininha e o quanto de assoalho "sobra" para fora. Somando isso ao nariz longo e afilado e a limpeza dos penduricalhos aerodinâmicos, temos quase uma versão contemporânea das belíssimas Ferrari 641 e 642, que disputaram as temporadas de 1990 e 1991 pelo então tricampeão mundial Alain Prost. Na época, as laterais do modelo eram conhecidas como "garrafa de coca-cola".
Claro, não se trata de nenhuma inspiração. É só uma coincidência estética curiosa.
O destruidor de supercarros...
As vítimas da víbora possuem pedigree nobre. Maserati MC12, Pagani Zonda F Clubsport, Ferrari Enzo, Porsche Carrera GT, Koenigsegg CXX, Bugatti Veyron. É engraçado pensar que o Viper foi por bastante tempo (na verdade, ainda é) um automóvel desprezado por jornalistas europeus, que já o compararam com um caminhão (!) ou um Shelby Cobra desengonçado.

Em 18 de Agosto do ano passado, o piloto do FIA WTCC Tom Coronel foi convidado pela Chrysler e a revista Motor Trend para descer a lenha no Nordschleife a bordo de um ACR. A fábrica disponibilizou um modelo extra, para o caso de acidente ou falha mecânica. As duas unidades contavam com o opcional de redução de peso Hardcore, que remove o sistema de áudio, carpete do portamalas, isolamento acústico da cabine e do capô, sistema de calibramento dos pneus, e a capa de proteção da bateria, construída em aço. Tudo isso para cortar fora aproximadamente 20 quilos. Cada grama conta.
Após algumas regulagens nos amortecedores originais do ACR com o fim de reduzir o subesterço (saída de frente), o monstrinho registrou a marca inacreditável de 7:22,1, o novo recorde mundial. O mais incrível, contudo, foi a reação de insatisfação do engenheiro da SRT (divisão de performance da Chrysler), Mike Shinedling, que via possibilidades sólidas do modelo registrar voltas abaixo de 7:20!

O gostinho de vitória talvez dure pouco, talvez dure muito, mas não sob a tutela da marca Dodge. A Chrysler, frente à crise econômica que assola os Estados Unidos (e consequentemente, quase todo o mundo), vêm estudado a possibilidade de vender o produto Viper para investidores privados, tornando a serpente em uma espécie de versão norte-americana dos TVR ou Marcos. Ou seja, um carrinho exclusivo e de produção artesanal.
Não importando qual seja seu futuro, o "Ultimate Viper" já entrou para a história como um redneck metido à besta que entrou no templo sagrado dos superesportivos europeus e deixou todos pasmos, comendo poeira. Uma verdadeira blasfêmia! Estou ansioso para saber qual será o próximo automóvel de série a bater o recorde de Nordschleife!
AAAOOOOOOWWW !

Uma verdadeira tragédia na prova de Nürburgring do Ferrari Historic Challenge 2008. Saldo: duas Ferraris 250 com longo trabalho de restauração adiante. Para agravar o drama, o material da carroceria parece-se com alumínio. Clique para ampliar, caso tenha a ousadia.
Apesar da cena dolorosa, não vejo problemas em veículos históricos raros competirem em corridas a todo vapor. Foram para isso que foram projetados.
V8 alucinógeno da Lexus...
Então, como seria graficamente o ronco do V8 do Lexus IS-F? Foi esta a pergunta enviada pela agência que contratou a produtora Crush para a realização desta verdadeira viagem psicodélica. O resultado... eu diria que ficou biológico, mecanizado, visceral e digital, tudo ao mesmo tempo. Uma simbiose de contradições muito bacana, que está sendo exibida nos cinemas do Canadá. A dica deste vídeo foi do Felipe Zurka Tadeu.
O Lexus IS-F é um sedan esportivão, equipado com um V8 de 5 litros e 4 válvulas por cilindro. Potência: 416cv a 6600rpm. Câmbio automático sequencial de... OITO marchas, que realiza trocas em apenas 0,1s! O motorista pode também fazer as trocas manualmente, por borboletas posicionadas atrás do volante. Maravilha. Mas nem tudo é perfeito: 2113 quilos parece uma piada de mal gosto, visto que é praticamente o mesmo peso de um Porsche Cayenne.
Aqui no Brasil, a brincadeira custa 300 mil reais. A Quatro Rodas avaliou o modelo: a opinião de Rafael Paschoalin, colaborador da publicação, é de que se trata de um veículo preciso e previsível, menos arisco que a BMW M3, por exemplo. Confira na edição de Janeiro.
Bottom line: é como um iate. Não gostaria de ter um, mas adoraria que um amigo comprasse.
Meia-Eleanor...

Agradecimentos ao Anderson Kalbertzer pela dica.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Jackie Stewart, 1968, Nurburgring Nordschleife

Desafiando aquaplanagens dramáticas, o escocês voador cruzou a linha de chegada a bordo de seu Matra MS10 quase quatro minutos à frente do segundo colocado, Graham Hill (Lotus). Clique na fotografia para ampliar.
Nada mal, nada mal (EUA)...

As operações automobilísticas do piloto e chefe de equipe norte-americano Dan Gurney foram rebatizadas como Anglo-American Racers nos tempos da Fórmula 1, quando era parceira da britânica Weslake. Mas o nome original, sugerido pelo presidente da Goodyear, Victor Holt, é o que este Cuda AAR ostenta - All American Racers. Excessivamente patriótico, até caipira, eu diria. Gurney não gostou do nome, mas acabou acatando a sugestão.
Este Cuda 1970 competiu na categoria Trans-Am, e foi pilotado por Swede Savage. Se você pensava que muscle cars não faziam curvas, se enganou. Eles fazem, apenas não fazem direito. Brincadeirinha.
Nada mal, nada mal (Inglaterra)...

Mesma prova, 6 Horas da Bélgica. Jaguar E-Type Lightweight, uma versão de corrida construída em alumínio de um dos mais belos designs automotivos de todos os tempos. Trezentos cavalinhos no famoso motor de 3,8 litros (e que ronco), comportamento dinâmico exemplar, e uma aerodinâmica placebo - o E-Type, tal como o Dodge Charger 1968, apenas parece produzir pouco arrasto.
Nada mal, nada mal (Itália)...

Achei o ângulo da cambagem dianteira deste exemplar de corrida bastante curioso. Me parece positiva. Não é estranho?
Morrinho artilheiro...
Em alguma prova de Rally na Eslovênia (belo traçado aliás, bem ao estilo de provas clássicas), o piloto deste Citroën C2-R2 não contava com uma depressão no solo exatamente no início do ponto de frenagem. Graças ao morrinho artilheiro, buraquinho para ser mais preciso, as rodas perderam carga sobre o solo e travaram com a mordida das pinças de freio.
Com as rodas travadas, não sobrou alternativa para o C2, senão deslizar como um cubo de gelo sobre pia de mármore, estacionando de uma maneira pouco convencional ao lado de uma casa.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Pensando nisso...

Bueno, vocês já ouviram falar do Estoque, claro. O sedã-quero-ser-coupé da Lamborghini, que tem algumas linhas interessantes aos fãs de um estilo meio stealth fighter, como aquele avião, o F-117. Sim, é um sinal do apocalipse, tal como o Porsche Panamera, as SUVs da Mercedes e a falência da Chrysler (ok, esta última foi por minha parte). Ironicamente ou não, estoque é o nome da espada curta utilizada para assassinar o touro nos espetáculos hispânicos.
Ao menos, assumiram o crime.
Na Quatro Rodas de janeiro saíram algumas fotos novas do modelo, e mais alguns detalhes. Parece que ele deve ser produzido mesmo, contrariando as especulações pessimistas que projetavam um possível bloqueio por parte da VW - acionista majoritária da empresa. Mas o aval oficial ainda não saiu.
Já enrolei o bastante? O que importa mesmo, e na verdade não vai importar para quase nenhum de vocês, é que fiquei alguns minutos encarando a foto da traseira do Estoque. Sabem quando vemos uma bunda familiar e, intrigados, reviramos o estoque (pun intended) automotivo de nossas memórias, tentando encontrar o código-fonte deste deja-vú sobre quatro rodas?
Bingo. É o conceito do Charger, apresentado pela Chrysler há sei lá quantos anos. São muitos detalhes. É a coluna C, os vidros laterais (principalmente o traseiro), o ângulo do vigia, a posição das lanternas, o design e off-set das rodas, a forma como a linha de cintura se projeta para trás e para cima, o parachoque traseiro largo, escape duplo central.
Mas, mais que isso: é o conjunto da obra. A foto de cima parece um estudo conceitual da foto inferior. De qualquer forma, a Chrysler está indo para o vinagre, ninguém se lembra desse conceito do Charger, e o Estoque ainda deve ser premiado como um dos designs automotivos mais criativos dos últimos tempos.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
1000km de Nurburgring (ADAC) de 1971
Sombra e luz: Porsche 917
Culto às formas de uma das maiores máquinas de corrida do século XX. Tão veloz e lendária quanto perigosa e intolerante.
...enquanto isso, na Mulsanne...
Reta Mulsanne, ou a rigor, Les Hunaudières. Na sexta-feira que antecede as míticas 24 horas de Le Mans, a maior parte do circuito ainda está aberta para o trânsito normal. É quando ocorre uma espécie de desfile não-oficial de esportivos antigos e modernos, com direito a arrancadinhas, burn-outs e exibições do gênero... uma verdadeira festa, conhecida como "Mad Friday" ou "Freaky Friday".
No vídeo acima temos um Dodge Charger 1970 mandando ver. Quase um clone do Bullitt (1968). Nos últimos segundos, passa do outro lado da rua um Mustang Shelby 1969, raríssimo. Os franceses adoram os brutamontes muscle cars, por increça que parível.
Abaixo, uma coletânea do que há de melhor: Mustang, TVR, Ferrari, Maserati, Lotus, Audi Quattro e R8, BMW, Subaru Impreza WRX, Aston Martin... a lista é grande! Até um inusitado Land Rover dá as caras e larga borracha no asfalto!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Bis: Matra-Bonnet D'Jet...

Vasculhando um pouco mais sobre o meu carro francês favorito, encontrei este tingido nesta exótica pintura verde, que me lembra os atuais Lamborghini. Paralamas alargados que me lembram os carros preparados por Abarth, uma máquina adorável sem dúvidas.
Dois minutos depois, cruzo com sabe o quê? Mais um Djet com um Dodge ao fundo - e desta vez um Dart, irmão transatlântico da carroça que tenho na garagem! Será que tenho um alter-ego francês?!
Foto do dia III !

Bem que esta poderia ser minha garagem. O(s) parisiense em questão tem bom gosto, ou melhor dizendo, um gosto que bate com o meu. Teria os dois automóveis de olhos fechados.
Brawl and grace. Dodge Challenger 1971 Vitamin C Orange (também conhecido como laranjão) 440 six pack. O que é 440 six pack? É uma encrenca de 7,2 litros e três carburadores duplos, que transforma o processo de escolha de uma marcha em algo insignificante: pneus derretidos em primeira, segunda, terceira ou quarta marcha. Bitolas largas, chassi curto, um carro que com um bom acerto vira um road racer de primeira.
O segundo é esgrima pura. O Lotus francês - permita-me a segunda heresia do dia. Resgato palavras minhas de um ano e meio atrás, para apresentar esta petit maravilha:
O Matra D´Jet é um automóvel especial. Foi um dos primeiros carros esportivos com motor central a ser produzido em massa.
Foi projetado originalmente por René Bonnet, e teve seu primeiro modelo produzido em 1962. A Matra fornecia somente a carroceria em fibra-de-vidro a Bonnet, que era extremamente focado em sua produção; dando pouca atenção ao marketing e à venda dos carros em si. O estranho "D" que inicia o nome se deve à crença de René, de que os franceses não pronunciariam apropriadamente a palavra "JET".
Após quase dois anos, Bonnet estava em apuros financeiros. A Matra se interessou em comprar o projeto, e produziu o carro em série, após algumas poucas modificações.
O que faz do Matra-Bonnet D´Jet um carro especial, além de sua belíssima aparência?
1) Extremamente leve, carroceria em fibra de vidro (~600kg!)
2) Motor central
3) Suspensão Mcpherson nas quatro rodas
4) Barras estabilizadoras nos dois eixos
5) Freios a disco na frente e atrás
Sem dúvida um projeto muito sofisticado para 1962.
Foto do dia II...

Chocolate com morango, yummy! Trata-se do roadster (BN7) Austin Healey 3000, dotado de curiosos respiros no capô e paralamas dianteiros para refrigeração. Apesar do tamanho compacto e da ausência de teto rígido, o pequeno inglês pesava aproximadamente 1.160 quilos, massa próxima a um Opala cupê 151. Alguns dizem que o motor seis cilindros e três litros do Austin pesava bastante - fator compensado em parte por seu posicionamento totalmente atrás do eixo dianteiro.
O piloto vai praticamente sobre as rodas traseiras, e tem a bela visão de um enorme capô. Não é confortável em pisos irregulares, mas este é o conceito de um roadster, e creio que seja este o tipo de projeto que melhor permita distribuição de peso (melhor, só se tivesse um transeixo).
Me apaixonei por este exemplar da foto em específico, mas não sei se aguentaria muito tempo antes de adaptar algo como um V8 Rover de 3,5 litros de um MGB GT, porque ele rende bem e pesa relativamente pouco (144 kg: é todo de alumínio, bloco e cabeçotes). Um parágrafo bastante herético, eu diria. Vou-me indo antes que meu lar seja bombardeado pela R.A.F. (Royal Air Force).
Foto do dia...
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Sem palavras...

Se uma imagem vale por mil palavras, diria que esta vale por pelo menos dez mil. Obra do mestre Paulo Manzano, ao qual agradeço o presente. Desejo um excelente 2009 a cada um de vocês amigos, com muita saúde, sucesso, e automobilismo da melhor qualidade! Não sou lá o melhor RP (relações públicas), mas os votos são sinceros.
Um abraço!




