Uma corrida muito emocionante. Mas somente no pelotão de trás, pois entre os ponteiros nada mudou desde o momento em que as luzes vermelhas se apagaram. Ali, as emoções foram reservadas somente aos primeiros quilômetros do G.P. de Spa-Francorchamps.
O motivo foi a disputa tensa a ferro e fogo entre Alonso e Hamilton, que dividiram não somente o cotovelo La Source como também desceram inacreditavelmente lado a lado na Eau Rouge. O piloto espanhol levou a vantagem nas duas, embora sua manobra na primeira curva tenha sido de esportividade severamente contestável. Como Reginaldo Leme bem observou, agora que a McLaren não disputa mais o Mundial de Construtores, nada conseguirá impedir uma intensa batalha em pista entre seus pilotos.
Após isso, nada além de uma procissão em alta velocidade. Raikkonen, Massa, Alonso e Hamilton. Nesta seqüência largaram, nesta seqüência receberam a bandeira quadriculada. No final da prova, os segundos pilotos da Ferrari e Mclaren exerceram pressão sobre os primeiros, o que quase custou à Lewis Hamilton sua corrida, devido a um erro nas últimas voltas.
Mas no pelotão de trás, o prognóstico de ontem deste blog se efetuou. Sutil versus Coulthard, Kubica versus Kovalainen e Sato versus Button. Foram longos duelos agressivos, lutando contra a falta de aderência aerodinâmica, o excesso de poder de frenagem dos Fórmula 1 atuais; e buscando explorar os pequenos erros dos adversários. Ali atrás, a coisa foi bonita.
Por último: havia um clima bacana no pódium. Talvez por ordens de Bernie Ecclestone, talvez por um acordo tácito de cordialidade entre os pilotos.
Clique aqui para ver os resultados completos da prova.
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