terça-feira, 13 de outubro de 2009

Limite, a glória quando tudo dá certo



Um segundo e um décimo. Diferença ínfima? Não quando todos os carros de uma determinada categoria são equalizados, muito menos quando esta diferença é estabelecida sobre um tempo que já era tido como muito veloz. É o que Greg Murphy fez em 2003 na V8 Supercar australiana, no mítico autódromo de Bathrust. Detalhe: o tempo de 2.06:859 ainda permanece como o recorde absoluto da pista.

Interessante notar, em relação ao vídeo anterior, a diferença de comportamento dinâmico: a rolagem da carroceria é reduzida ao mínimo - rigidez necessária tanto para estabilidade do fluxo aerodinâmico que corre sob o assoalho, como para lidar com os pneus slick atuais, que geram forças de aceleração lateral além da imaginação. O Holden Commodore apresenta um sutil e proposital sub-esterço (saída de frente), típico de bólidos aerodinamicamente dependentes de aerofólios e extratores. São vinte anos de desenvolvimento desde a volta voadora (literalmente) de Dick Johnson.


Em comum, uma pilotagem-limite de cair o queixo. Cada milímetro da pista é utilizado, as transições entre os pontos de frenagem e tangência quase extrapolam os limites da física. E last but not least, muito bela a reação dos mecânicos e pilotos das equipes rivais. Barrichello foi ovacionado de maneira similar ao vencer o GP de Valência deste ano.

Dica do vídeo: Henrique Sousa e blog F1 Nostalgia.

3 comentários:

Burnout Racing disse...

JA conhecia este video. É impressionante a tocada do piloto

Pedro Bergamaschi disse...

É por isso que eu gosto da australia. Muscle car vendidos normalmente até hoje.

Italo disse...

Muito bom o vídeo.

Mas o meu favorito de Bathurst ainda é essa volta do Tom Walkinshaw com seu "Jagão" V12.

http://www.youtube.com/watch?v=if2j6yqZg0Q