Virtualmente não há diferença entre os tempos dos três primeiros no grid do GP da Bélgica, no circuito de Spa-Francorchamps: 0,097s separam Kimi, Massa e Alonso. Lewis Hamilton larga em quarto, 0,3s atrás do piloto espanhol.
Robert Kubika (BMW) larga em quinto, seguido por Nico Rosberg (Williams), que conseguiu fazer um tempo apenas 75 milésimos mais rápido que Nick Heidfeld, o sexto no grid. Veja o grid completo
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O circuito de Spa é muito técnico, não há dúvidas. Notem como a topografia é variada: trechos com subidas, descidas, quebras de relevo suaves e radicais. É um circuito que possui longas retas. Quase todas as curvas são longas e são contornadas da quarta marcha para cima, o que resulta em uma equação delicada de equilíbrio aerodinâmico versus velocidade em retas.
Por haver grande dependência da pressão aerodinâmica, é provável que os bólidos amanhã não mantenham-se próximos demais uns aos outros. Contudo, como as variantes são muito técnicas e guardam suas surpresas, é de se esperar alguns pequenos erros, quase imperceptíveis aos olhos destreinados, mas que possibilitarão a realização de ultrapassagens por quem vem atrás.
Amanhã será uma grande incógnita até o momento da largada, visto o equilíbrio entre os carros da Ferrari e McLaren. É impossível fazer prognósticos eficientes num circuito tão técnico e com pelo menos dois ótimos pontos de ultrapassagem.
Ao menos sobre a largada, algo pode ser dito. Dificilmente a Ferrari será perturbada no contorno do grampo La Source, pois os carros de Maranello têm largado melhor. A esperança dos carros da McLaren, ou mesmo de Massa sobre o pole Kimi, está em sair bem desta curva, para obter velocidade lançada no trecho de alta e tentar uma ultrapassagem na freada para a Les Combes, curva de média velocidade localizada ao fim da grande reta oposta do circuito.
Amanhã, creio eu, será uma bela corrida.