Lembro que quando o Cizeta-Moroder V-16 foi lançado, lá por meados de 1990, saiu uma matéria na Quatro Rodas que mostrava um exemplar da cor branca. O carro foi desenhado pelo Marcello Gandini, o mesmo autor do Diablo. Em termos estilísticos, dá pra dizer que os dois são primos, pois guardam semelhanças bem definidas.
"Caraca, dezesseis cilindros num super-esportivo... como será o som disso???"
Fiquei com essa pergunta por vários anos na cabeça, até esquecê-la. Ouvi dezenas de Ferraris, dezenas de Porsches, mas nunca ouvi o tal do Cizeta. Agora finalmente pude matar minha curiosidade.
E tal como um fã que encontra pessoalmente seu ídolo num bad hair day, fiquei decepcionado com o que eu vi. Ou melhor, ouvi.
Sem meias palavras: o som é grosseiro. Não tem a profundidade quase percussiva de um V8 americano, não tem a rispidez afinada de um V12 italiano, não tem aquele "som de pista" típico de um 6 cilindros boxer da Porsche. E não criou nada no nível destes exemplos. Mesmo o "elefante" H16 da BRM soa muito mais bonito.
Fecho os olhos e imagino qualquer coisa com esse som desengonçado do Cizeta. Carros genéricos esportivos japoneses ou europeus. Um motor de V6 3.0/3.2 de Alfa Romeo dá de DEZ a zero no quesito "som esportivo" e eu vou provar a vocês.
Além disso, ouvi dizer que o motor dele não é propriamente um V16, mas sim um par de V8s transversais que dividem um mesmo bloco, utilizando um sistema de engrenagens na parte de baixo para fornecer ao sistema de transmissão uma potência equalizada. Um monte de peças móveis, um monte de peso. Enfim, uma gambiarra só.
Tchau Cizeta.
Um comentário:
É...
I´m sorry Cizeta, mas você não é música para os ouvidos.
hahahahahahahahahaha
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