São as três gemas de Colin Chapman, apresentadas pelo piloto e colecionador Alain de Cadenet. Sim, o mesmo dos vídeos da Ferrari... e trata-se da mesma série, Victory By Design!
O modelo 49 (1967) é conhecido por ser tudo aquilo que o Lotus do ano anterior (43, que inaugurou a integração estrutural do propulsor) não conseguiu ser. Grande parte da culpa caiu sobre a "usina mastodonte" BRM H-16, agora substituído pelo revolucionário Ford Cosworth DFV (415HP @ 9500RPM), encomendado por Colin Chapman a Mike Costin e Keith Duckworth.
Era um monoposto temperamental, graças à curva de potência um tanto quanto ríspida do motor, que entregava uma montanha de força de maneira súbita a partir dos 6.500 giros. O Lotus 49 serviu à equipe em diferentes variantes entre os anos de 1967 até meados de 1970, dando o título a Graham Hill em 68.
O Lotus 72 de 1970, uma revolução necessária. Com o fracasso do projeto de tração nas quatro rodas (modelo 63, raríssimo e perigoso), a equipe inglesa teve de utilizar o modelo 49 por mais tempo que o previsto. Seu substituto teria de representar uma bela mudança de paradigmas, e assim foi: aerodinâmica refinada, com a frente em cunha, radiadores nas laterais, airbox e aerofólio traseiro em três peças. Suspensão e freios refinados: geometria para gerar efeitos anti-mergulho nas frenagens e anti-squat nas reacelerações (removidos posteriormente por restringir o feedback do carro ao piloto) e freios onboard para reduzir a massa não-suspensa. O propulsor era o já clássico Ford Cosworth DFV, que agora gerava 440 cavalos a 10.000 giros. O Lotus 72 garantiu o título póstumo a Jochen Rindt em 1970, e a Emerson Fittipaldi em 1972. Foi utilizado até o ano de 1975.
Por fim, o modelo 79, representando a melhor fase da equipe inglesa no desenvolvimento dos Fórmula 1 geradores do "efeito-solo". Vou fazer um pouco de mistério a respeito deste, pois será assunto de matéria no Mulsanne num futuro não muito distante :)
Vale somente uma indagação: o ronco dos Lotus 79 e 72 mostrados por Cadenet, em alguns momentos parecem o de um propulsor V8 norte-americano. Tal como um Ford 289 ou um Chevy 350. É mais provável que o áudio tenha sido substituído nestes momentos por algum motivo específico, como uma falha no registro feito ao vivo.
O modelo 49 (1967) é conhecido por ser tudo aquilo que o Lotus do ano anterior (43, que inaugurou a integração estrutural do propulsor) não conseguiu ser. Grande parte da culpa caiu sobre a "usina mastodonte" BRM H-16, agora substituído pelo revolucionário Ford Cosworth DFV (415HP @ 9500RPM), encomendado por Colin Chapman a Mike Costin e Keith Duckworth.
Era um monoposto temperamental, graças à curva de potência um tanto quanto ríspida do motor, que entregava uma montanha de força de maneira súbita a partir dos 6.500 giros. O Lotus 49 serviu à equipe em diferentes variantes entre os anos de 1967 até meados de 1970, dando o título a Graham Hill em 68.
O Lotus 72 de 1970, uma revolução necessária. Com o fracasso do projeto de tração nas quatro rodas (modelo 63, raríssimo e perigoso), a equipe inglesa teve de utilizar o modelo 49 por mais tempo que o previsto. Seu substituto teria de representar uma bela mudança de paradigmas, e assim foi: aerodinâmica refinada, com a frente em cunha, radiadores nas laterais, airbox e aerofólio traseiro em três peças. Suspensão e freios refinados: geometria para gerar efeitos anti-mergulho nas frenagens e anti-squat nas reacelerações (removidos posteriormente por restringir o feedback do carro ao piloto) e freios onboard para reduzir a massa não-suspensa. O propulsor era o já clássico Ford Cosworth DFV, que agora gerava 440 cavalos a 10.000 giros. O Lotus 72 garantiu o título póstumo a Jochen Rindt em 1970, e a Emerson Fittipaldi em 1972. Foi utilizado até o ano de 1975.
Por fim, o modelo 79, representando a melhor fase da equipe inglesa no desenvolvimento dos Fórmula 1 geradores do "efeito-solo". Vou fazer um pouco de mistério a respeito deste, pois será assunto de matéria no Mulsanne num futuro não muito distante :)
Vale somente uma indagação: o ronco dos Lotus 79 e 72 mostrados por Cadenet, em alguns momentos parecem o de um propulsor V8 norte-americano. Tal como um Ford 289 ou um Chevy 350. É mais provável que o áudio tenha sido substituído nestes momentos por algum motivo específico, como uma falha no registro feito ao vivo.
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