domingo, 8 de junho de 2008

Grande Prêmio do Canadá: pitacos

  • Sobre o asfalto canadense. Uma postagem sobre o assunto está a caminho. Aguardem alguns minutos...

  • Toma lá, dá cá. Depois do strike em Adrian Sutil, Raikkonen prova do próprio veneno com uma trapalhada de Lewis Hamilton no melhor estilo Nigel Mansell. A corrida de ambos estava boa até então. Contudo, tal como fiz com o finlandês, não farei o "apedrejamento em praça pública" do piloto inglês. Leia o post abaixo.

  • Merecida vitória da BMW. Merecida vitória de Robert Kubica. Merecida dobradinha. Merecida sub-liderança no campeonato de construtores. Merecida liderança no campeonato da pilotos. Esta é uma equipe fantástica, que atingiu um nível de respeito e valor de imagem digna do fabricante que representa.

  • Kubica pilotou com perfeição. Agressivo quando necessário, abriu aproximadamente vinte segundos em dez voltas sobre Heidfeld, que era pressionado por Fernando Alonso. Poupou equipamento. Pilotagem precisa e suave, não lembro de ter visto o polonês destracionado uma vez sequer na aproximação do completamente-estragado hairpin. E claro, não dá para não mencionar a ironia do destino, que trouxe sua primeira vitória no mesmo local onde sofreu o mais grave acidente de sua carreira, e um dos mais impressionantes da história do automobilismo.

  • Heidfeld foi um grande escudeiro e peça essencial para a vitória de Kubica. Lembrem-se que o alemão liderava (teoricamente) a prova, enquanto Robert sofria forte pressão de Alonso. Inverteu de posição com o companheiro de equipe, e segurou bravamente e com tanque cheio o piloto da Renault.

  • Grande corrida de Alonso. Uma grande pena o problema na transmissão que lhe fez perder o controle e sair da prova, pois o piloto estava com um ritmo absolutamente incrível. Puxão de orelha no Galvão, que tirou conclusões precipitadas sobre os motivos da batida do asturiano, feitas antes mesmo de assistir às imagens que mostravam o desenvolvimento do acidente.

  • Nakajima: tocou a traseira de Barrichello em incidente normal de corrida. Ao trazer o monoposto para os boxes, a asa deslizou sob as rodas e o japonês atingiu o muro do pit-lane em baixa velocidade. Incidente evidentemente engraçado, mas o piloto não teve culpa.

  • Rubens Barrichello: pilotagem de altíssimo nível. Defender-se de uma McLaren (de Kovalainen, que fez uma prova ruim) com uma carroça anglo-nipônica não é tarefa para inexperientes ou incapazes. E ele já tinha conseguido este feito antes, na primeira corrida do ano (Austrália), em um duelo sensacional com Kimi Raikkonen. Subestimado como sempre pelos brasileiros.

  • Timo Glock: troféu de "egoísta do ano". A menos de cinco voltas para a bandeirada, errou sozinho na curva dois, e ao voltar para o traçado, fechou a porta deliberadamente para o companheiro Jarno Trulli. Este teve de frear bruscamente e com isso foi superado por Massa, que quase ultrapassou Glock na mesma tocada.

  • Felipe Massa: grande pilotagem. Não foi uma corrida fabulosa, visto que mesmo se não houvesse o problema no reabastecimento suas chances de vitória ainda seriam mínimas, mas sua garra e perseverança contaram, literalmente, pontos. A heróica ultrapassagem simultânea sobre Barrichello e Kovalainen, com um par de rodas sobre a grama e o outro sobre um asfalto destruído, foi digna do nome que batiza o autódromo, Gilles Villeneuve.

  • Nelson Angelo Piquet: classificação ruim. Corrida razoável, até o erro no "S" de média localizado no primeiro terço do traçado. O maior problema para o brasileiro, sem dúvida, está sendo a comparação de resultados com Fernando Alonso aliado à pressão do público, da imprensa, e de sua própria equipe; criando um ciclo vicioso nada favorável para Piquet.

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