
O mais cetico pode dizer que se trata apenas de uma foto promocional, para um evento de caridade realizado pelo Instituto Ayrton Senna. Outras estrelas, como Schumacher, Pele' e Ronaldinho, aparecem em registros similares, segurando o capacete do tricampeao.
Mas e' o semblante de Alain que diferencia totalmente sua fotografia das outras. O sorriso incompleto nao corresponde 'a proposta "relacoes-publicas" do evento. A iluminacao parcial e a assimetria do rosto do frances acrescentam uma outra dimensao expressiva: a metade 'a sombra possui um olhar muito mais melancolico que a outra parte. A direcao do olhar de Prost encerra a questao: nao e' para a camera que o tetracampeao direciona o seu olhar, e sim, para um plano localizado acima desta.
Nao sei qual e' o grau de espontaneidade desta foto, mas ela me faz engolir a seco. As disputas, as ofensas abertas e indiretas, os quase-acidentes, os acidentes e incidentes. A grandeza de dois egocentricos precisos em uma pista pequena demais. E quando tudo acabou, tudo acabou.
O que restou disso tudo e' um senhor frances segurando um capacete amarelo vazio olhando para o infinito. E memorias.
3 comentários:
E Alain estava sendo muito sincero nesta foto.
A briga havia ficado para trás. Restava apenas a lembrança dela e a falta de Ayrton. Querendo ou não. Isto tudo também engrandeceu o francês...
Belo post.
Dizem que grandes rivais são na verdade grandes amigos que nunca se entendem, assim como todos os brasileiros prost deve ter sentido um vazio quando percebeu o que ocorreu naquele fatidico dia.
Interessante como ele segura o capacete, demonstra respeito, cuidado e até carinho e o sorriso melancolico, esse olhar ao nada, é como se dissesse
um dia nos enfrentamos mais uma vez
Bela análise. Gostei do que vi por aki, sempre que puder passarei por aki. Parabéns
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