sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Indy em São Paulo - volta virtual



Meat and potatoes, arroz com feijão, vocês entenderam. O circuito, como não poderia deixar de ser, devido à locação, é formado em essência por dobras de 90 graus. Não há nenhum comentário relevante que possa ser feito sobre as curvas, tudo se resume a uma espécie de kart indoor de luxo. Freia, vira, acelera. Freia, vira, acelera. Freia, vira, acelera. Esquina pra cá, pra lá, pra cá, pra cá de novo...

É cansativo de pilotar, cansativo de assistir, mas acho que é o que dá pra fazer em um circuito de rua em São Paulo. Vale dizer que a maior parte do circuito fica dentro do complexo do Anhembi, o que significa menos incômodo ao trânsito local. Tem a parte de piso de concreto da passarela, a diferença de aderência pode representar um desafio bacana, principalmente se chover. Temos um ou dois pontos de ultrapassagem, e uma grande certeza: haverá muitos toques, principalmente na primeira volta. A pista é estreita.

Rolam rumores de que os ingressos terão preços relativamente acessíveis em determinados setores, começando em R$100. Isso é bacana e representa bem o automobilismo norte-americano: os caras querem casa cheia, espetáculo democratizado, evitam custos excessivos às equipes e aos espectadores. Igual a Fórmula 1. Mas vamos ver se o rumor se materializa antes de celebrar qualquer coisa...

Tá, na verdade, estava pensando em outra coisa, cheio de maldade. A Cidade Universitária (USP) seria a locação ideal pra uma pista de rua. Lá, teríamos alguns "esses" de média velocidade e uma topografia bastante variada, graças as enormes rotatórias e a geografia do lugar. Agora, imaginem como seria a negociação com a administração de lá, e como reagiriam os estudantes. Modo maldade, câmbio desligo.

Um comentário:

Setinha disse...

Seria bacana na cidade universitária. Além do que, seria impagável ver na telinha as cuecas penduradas nas sacadas do CRUSP.