segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Três motivos para um sumiço pt. final!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne


Motivo número 3: fazer o ensaio fotográfico do próximo carro a estrelar no Mulsanne, este belíssimo Maverick GT do meu amigo Caio Stedile. Adivinhem onde? Acho que não preciso dizer. A matéria completa estará no ar nos próximos dias no Mulsanne.

Clique na foto para ampliar (é uma imagem grande!). Local: final do ponto de freada para a Curva do Lago.

Três motivos para um sumiço pt. 2!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne


Motivo número 2: fazer a cobertura da finalíssima da Históricos V8 5000; adivinhem onde, em Interlagos. Estará no ar nos próximos dias no Mulsanne, aguardem!

Clique na foto para ampliar (é uma imagem grande!). Local: segunda perna do "S" do Senna, rumo à Curva do Sol.

Três motivos para um sumiço pt. 1!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - site Mulsanne

Motivo número 1: prestigiar a GT3 em Interlagos. Ferraris, Lamborghinis, Vipers; e várias feras do automobilismo nacional. De quebra, um monte de Lobinis atrás dos boxes, em uma verdadeira aquarela de cores. Sol de rachar a cuca, but who cares?

Clique na foto para ampliar (é uma imagem grande!).
Local: entre os dois pontos de tangência do Laranjinha.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Finalíssima da Históricos V8 5000 !


Neste Sábado, além dos treinos para a prova da GT3, teremos a etapa final do Campeonato Paulista de Automobilismo - o que inclui a categoria Históricos V8 5000.

Será a decisão do campeonato de estréia da Históricos, disputada entre os pilotos David Brunstein e Renato Hiluey (na foto, os Mavericks preto e creme).

Para mais informações acesse o site Mulsanne e entre no link "Campeonato Históricos V8 5000"!

GT3: Quer assistir de graça? Ainda dá tempo!!



...mas não vacile! Você deve enviar a resposta ainda hoje, pois a etapa da GT3 ocorre neste final de semana em Interlagos!

Clique aqui para participar!

Pontiac Banshee: a maravilha interrompida! À venda!




Seu design ousado inspirou as linhas proporcionalmente menores do Opel GT, lançado quatro anos depois. Pesava 225 quilos a menos que o Corvette, podendo facilmente derrotá-lo em linha reta ou em trechos sinuosos: seria um grande carro de corridas. Acabamento refinado, futurista dentro do realismo: sem clichês, nem exageros.

Este era o Pontiac Banshee, também conhecido como Projeto XP-833. Um dos melhores carros norte-americanos já construídos, mas que nunca chegou a ser produzido em série. O motivo é de se lamentar: a direção da General Motors temeu pela concorrência com o Corvette, e "aconselhou" John DeLorean, responsável pela Pontiac, a descontinuar o projeto cerca de dois anos após seu início.

Posteriormente, suas linhas foram "sequestradas" pelo novo Corvette e pelo Opel GT, lançados em 1968. As lanternas traseiras foram reutilizadas nos Pontiac Firebird. Do Banshee, restaram apenas dois protótipos: este das fotos, com motor seis cilindros OHC, e um conversível com motor V8.

A boa notícia: este Banshee está a venda. Com menos de 2000 milhas rodadas, seu estado é impecável, concours, nota dez. A má notícia: o preço é de 1,3 milhão de dólares. Passado o susto, a raridade justifica a soma.



Clique aqui para acessar o anúncio.

Clique aqui para ver uma matéria com o outro Banshee.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Segredo! Fotos do motor LS9 do Corvette SS/ZR1 2009 !






A batata tá esquentando. Babem no propulsor do Corvette SS/ZR1 2009: V8 de 6,2 litros com supercharger. Especula-se que o motorzão gerará em torno de 600 cavalos! Notem as fotos detalhadas do compressor e do intercooler. Em breve, mais novidades...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Trio de Shelbys...


Um é pouco, dois é bom, três é melhor ainda! Imaginem este trio de motores 289 roncando com escapes diretos a 6500 giros na sua orelha!

A cena foi registrada no maravilhoso Coronado Classic Speed Festival deste ano, na ilha de Coronado (!), região da Califórnia...

Cornetas mágicas...


Pois é, ainda mais Can-Am, por quê não? McLaren M20 1972, pilotado por Denny Hulme; segundo colocado no campeonato vencido pelos imbatíveis Porsche 917 10K e 10KL "Turbopanzer".

Projeto muito interessante em termos aerodinâmicos, de distribuição de peso e busca do melhor posicionamento do centro de gravidade. Isso incluía um tanque de gasolina dividido em três células, uma sob o piloto e duas nas laterais do monocoque; nariz em cunha (graças aos radiadores laterais), massa concentrada na região entre-eixos e outras pequenas artimanhas.

O propulsor? Um Chevy de alumínio, com apenas 8,1 litros de deslocamento e 750 cavalos!Coisa simples, humilde.

Foto rara...


Mais Can-Am! Circuito-aeroporto de Sebring, 1968. À esquerda do piloto Fred Baker vejam só, James Garner! Sim, o ator principal do clássico Grand Prix, de John Frankenheimer, era um piloto "natural gifted", com bastante sensibilidade e velocidade - elogios conferidos por ninguém menos que Bob Bondurant!

Ele competia pela equipe AIR (American International Racing), a bordo de um Lola T70 MK III GT, equipado com um propulsor Chevy V8 de 5 litros. Clique na foto para ampliar!

Momento Can-Am... para desinfetar o blog!


Contribuição daquele que se auto-intitula como Waddellz. Clique na foto para ampliar, pois a imagem é grandinha!

O Pace Car Porsche ainda pode ser visto no canto esquerdo da imagem enquanto os carros passam pela variante 5 de Mosport (Curva Moss). Mark Donohue é seguido por Peter Revson (4) e Denis Hulme (5), juntamente com Jackie Oliver no Shadow. Oliver duraria seis voltas e abandonaria com uma transmissão quebrada. Hulme venceu a prova com Donohue em segundo e Revson em terceiro (2 voltas atrás com o virabrequim danificado). Imagem scaneada de um slide de 35mm.

The Porsche pace car can just be seen on the left edge of the frame as the cars move through Mosport's turn 5 (Moss Corner). Mark Donohue leads Peter Revson (4) and Denis Hulme (5), along with Jackie Oliver in the Shadow. Oliver would last 6 laps and retire with a broken transmission. Hulme won the race with Donohue second and Revson third (2 laps down with a broken crank) - scanned from a 35mm slide.

Para quem gosta dessa categoria fantástica, recomendo uma visitinha ao Blog do Saloma. É uma boa surpresa, eu garanto!

Dia das notícias absurdas...


Prometo que esta será a última babaquice publicada hoje no blog. Esta notícia saiu no portal Terra, com a contribuição de José Carlos Tolentino:


"Super-homem" bate carro em poste

Um motorista vestido de super-homem perdeu o controle do veículo e bateu em um poste na madrugada de domingo, na avenida Presidente Carlos Luz, em Belo Horizonte. Conforme testemunhas, ele teria dormido ao volante.

Após bater, o veículo teve um princípio de incêndio, mas o motorista conseguiu sair do carro, mesmo ferido. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o homem sofreu uma fratura na clavícula e foi encaminhado ao hospital.



Inevitavelmente pensei em piadinhas de caráter duvidoso. Seria o poste feito de criptonita? Será que o Super-Homem saiu voando do/pelo carro?

Como estragar o "inestragável"


Recebi essa do Éubio Rosa. Serve como prova de que a Síndrome da Melancia no Pescoço (S.M.P.) também afeta indivíduos de outros países, no caso, os Estados Unidos. Pois é, pobreza cultural é um fenômeno mundial.

Este conseguiu realizar uma obra-prima. Transformar um Dodge Charger 1968 um carro de se torcer o nariz. Basta uma pintura cor-de-burro-quando-foge e um par de portas com abertura "tesoura".

Xuning anyone?

domingo, 25 de novembro de 2007

Vídeo: Mustang Bullitt 2008

Há alguns dias, postei por aqui a novidade que a Ford trará para 2008: o novo Mustang Bullitt, tributo de 40 anos ao pony car utilizado por Steve McQueen em seu filme de 1968. Agora, veremos um vídeo do carro em ação, com muita borracha queimada e ronco de motor V8!

Bueno. O motor tem uma pimentinha a mais, uma caracterização visual bacana, e segundo o fabricante, todo o sistema de escapamento foi criado para reproduzir o ronco do V8 390 original nesta nova versão, de 315 cavalos e 4,6 litros. Nesse aspecto, sinto dizer que forçaram um pouco a barra, pois um motor small block injetado nunca irá soar como um big-block carburado.

Isso sem mencionar a possibilidade (grande) do áudio do Mustang de Bullitt ser na verdade, de um outro carro, possivelmente um GT40 289. Quer saber mais sobre o filme e os carros originais? Leia o artigo presente no site Mulsanne, na seção "carros antigos".

Polêmicas à parte, vale a pena assistir o vídeo para ver o Mustangão 2008 em ação! Apenas 700 unidades serão produzidas, fazendo deste modelo um interessante ítem de coleção.

Era uma vez um SP-2...


Sinto muito por estragar o apetite de vocês para o almoço de Domingo! Mas não dava pra deixar passar essa... recebi via e-mail, do Rui Branco. Clique para ampliar, se tiver coragem.

Crime hediondo à parte, a adaptação foi razoavelmente bem feita. Continuidade dos vincos, proporcionalidade, tudo mais ou menos do jeito. Exceto é claro, a transgressão anacrônica realizada pelo proprietário...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Abusos dos fabricantes e descaso nas auto-estradas brasileiras...

Essa semana, o site Best Cars (o melhor do gênero, sem dúvidas) traz duas colunas cuja leitura eu recomendo bastante.

A primeira é o editorial do Fabrício Samahá. Seu texto expõe a política abusiva de economia de custos adotada pelos fabricantes de automóveis, criando inconvenientes e até situações de risco para o consumidor.

A segunda dica é a coluna "Do banco do motorista" de Bob Sharp. Nesta semana, ele apresenta uma situação absurda vivida por um amigo seu, que teve um princípio de infarto quando conduzia seu carro na estrada que leva à Castelo Branco. O total despreparo e falta de vontade dos funcionários da ViaOeste responsáveis pelo atendimento de emergência é alarmante, mas acima de tudo revoltante.

Série Especial 03: Formula 1 On Board, 50 anos!

Dica fantástica dada pelo Rômulo Valentini. É um vídeo muito visceral, então aperte bem os cintos, aumente o volume, e tente domar a adrenalina!

Trata-se do DVD "50 Years of Formula 1 On Board", um belíssimo registro audiovisual onde podemos acompanhar toda a evolução técnica que acompanhou a categoria máxima do automobilismo desde o seu nascimento, do melhor lugar possível: a bordo dos monopostos!

Motores dianteiros, traseiros, tração integral, traseira, pneus slick, a introdução dos aerofólios, a era do efeito-solo, venturis, estruturas tubulares, monocoque, a evolução dos materiais compostos, câmbios seqüenciais, semi-automáticos, auxílios eletrônicos, sistemas pneumáticos... cada expressão destas envolveu sangue, suor, lágrimas e cifras em quantias além do que é mensurável.

Nos minutos presentes nos vídeos abaixo, temos a rara oportunidade de viajar no tempo, adentrar nos cockpits em pistas históricas (como Nurburgring Nordschleife, Long Beach, Mônaco e Suzuka), e reviver cada novo passo estimulado pela competição e o desejo pela vitória.

Mario Andretti, Stirling Moss e Jackie Stewart são os comentaristas. Há muitos registros raríssimos e exclusivos, incluindo cenas de bastidores. Não vou estragar a surpresa e a emoção de vocês. Apenas garanto uma coisa: cada minuto investido assistindo estes vídeos vale a pena!



Parte 1




Parte 2




Parte 3




Parte 4




Parte 5




Parte 6

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Série Especial 02: Shelby Mustang e Shelby Cobra(s) !!

Ford 289 e 427. Dois dos melhores e mais bem-sucedidos motores V8 produzidos pela Ford Motor Company. Possuem comportamento e princípios distintos e até opostos, mas compartilham lado a lado suas histórias nas pistas de corrida dos anos 60, a bordo dos Shelby Cobras, dos Mustangs e dos GT-40.

Nos vídeos a seguir, Alain de Cadenet apresenta em detalhes os Shelby GT-350, GT-350R (o modelo mostrado foi pilotado por Pedro Rodriguez), GT-350H "Hertz", e os Cobras 427 e o raríssimo Daytona Coupé: apenas seis exemplares foram produzidos.

Aumente bem o volume... a emoção é garantida!




Shelby GT-350, GT-350R e GT-350H



AC Cobra 427




Shelby Daytona Coupé

Técnica: frenagem com o pé esquerdo!

Não é para qualquer um, nem para qualquer situação, muito menos para qualquer carro.
Mas vale como entretenimento, e para
assistir a um punta-tacco realizado com
muita naturalidade. Ótimo apresentador e piloto.

Repost: Fatalidade em Goodwood (2000)...

Foto: Jane Peters


Este é um post antigo, do mês de Julho deste ano. Mas vale a pena ressuscitá-lo, já que mencionei o Lotus 63 no tópico anterior.



"Há quase um mês houve o já tradicional Goodwood Festival of Speed, um dos eventos anuais mais aclamados e esperados pelo mundo inteiro. A essência do evento, o que realmente mexe com o público e os participantes, é uma prova de subida de montanha onde participam carros de todas as épocas e categorias do automobilismo mundial, além de pilotos famosos e outros não tão conhecidos assim.

O traçado é obviamente perigoso, havendo espaço para pouco mais de um carro, retas longas e freadas fortes. Apenas blocos de feno separam a pista de árvores, que em muitos trechos correm a pouco mais de dois metros da pista.

Mesmo com os tempos cronometrados, tudo não passa de uma exibição amistosa: o piloto é que define o quanto quer se arriscar na tocada e o clima é de festa. Inevitavelmente há um clima de competição, pois ninguém quer fazer tempos ruins frente a um público de 150 mil pessoas. Mas por causa da segurança precária e pouca (quando nenhuma) margem para correções, buscar o limite também não é recomendável.

Em 2000 uma tragédia lançou uma sobra sobre o evento. O inglês John Dawson-Damer, membro da comissão histórica da FIA e dono de uma respeitável coleção de Lotus de F1, perdeu o controle de seu Lotus modelo 63 em alta velocidade, bateu na linha de chegada e atropelou dois comissários. O carro foi completamente destruído ao atingir uma árvore. O piloto faleceu instantaneamente. Um dos comissários morreu no hospital e o outro permaneceu em estado crítico por muitos dias, mas sobreviveu.

O Lotus 63 contava com tração nas quatro rodas. Foi uma das apostas revolucionárias de Colin Chapman para 1969, mas que não vingou. Jochen Rindt e Graham Hill odiaram o carro e preferiram correr com o modelo 49. No mesmo ano, Mario Andretti destruiu um Lotus 63 treinando em Nurburgring Nordschleife. Definitivamente era um modelo temperamental - para não dizer perigoso.

Dawson-Damer estava num fim-de-semana bastante competitivo com os outros pilotos de F1 de 3 litros da era pré-efeito solo, disputando décimos de segundo com os tempos na volta de 55s. O inglês estava no carro errado para quem buscava andar no limite, e acabou confirmando o veredito negativo de Hill e Rindt sobre o modelo.

Para ter o máximo de tração no percurso em subida, a regulagem do diferencial traseiro (Salisbury?) estava bem bloqueada, transformando o já perigoso carro numa cadeira elétrica no caso de um destracionamento. A mais de 150 quilômetros por hora e a poucos metros da linha de chegada, uma das rodas traseiras do Lotus passou sobre a grama.

O carro perde o controle quase instantaneamente, com pouca ou nenhuma chance de reação para o piloto."


Lotus F-1: modelos 49, 72 e 79!

São as três gemas de Colin Chapman, apresentadas pelo piloto e colecionador Alain de Cadenet. Sim, o mesmo dos vídeos da Ferrari... e trata-se da mesma série, Victory By Design!

O modelo 49 (1967) é conhecido por ser tudo aquilo que o Lotus do ano anterior (43, que inaugurou a integração estrutural do propulsor) não conseguiu ser. Grande parte da culpa caiu sobre a "usina mastodonte" BRM H-16, agora substituído pelo revolucionário Ford Cosworth DFV (415HP @ 9500RPM), encomendado por Colin Chapman a Mike Costin e Keith Duckworth.

Era um monoposto temperamental, graças à curva de potência um tanto quanto ríspida do motor, que entregava uma montanha de força de maneira súbita a partir dos 6.500 giros. O Lotus 49 serviu à equipe em diferentes variantes entre os anos de 1967 até meados de 1970, dando o título a Graham Hill em 68.

O Lotus 72 de 1970, uma revolução necessária. Com o fracasso do projeto de tração nas quatro rodas (modelo 63, raríssimo e perigoso), a equipe inglesa teve de utilizar o modelo 49 por mais tempo que o previsto. Seu substituto teria de representar uma bela mudança de paradigmas, e assim foi: aerodinâmica refinada, com a frente em cunha, radiadores nas laterais, airbox e aerofólio traseiro em três peças. Suspensão e freios refinados: geometria para gerar efeitos anti-mergulho nas frenagens e anti-squat nas reacelerações (removidos posteriormente por restringir o feedback do carro ao piloto) e freios onboard para reduzir a massa não-suspensa. O propulsor era o já clássico Ford Cosworth DFV, que agora gerava 440 cavalos a 10.000 giros. O Lotus 72 garantiu o título póstumo a Jochen Rindt em 1970, e a Emerson Fittipaldi em 1972. Foi utilizado até o ano de 1975.

Por fim, o modelo 79, representando a melhor fase da equipe inglesa no desenvolvimento dos Fórmula 1 geradores do "efeito-solo". Vou fazer um pouco de mistério a respeito deste, pois será assunto de matéria no Mulsanne num futuro não muito distante :)

Vale somente uma indagação: o ronco dos Lotus 79 e 72 mostrados por Cadenet, em alguns momentos parecem o de um propulsor V8 norte-americano. Tal como um Ford 289 ou um Chevy 350. É mais provável que o áudio tenha sido substituído nestes momentos por algum motivo específico, como uma falha no registro feito ao vivo.




sábado, 17 de novembro de 2007

...Ferraris de competição, parte final !!!

Vídeo 6: O grande momento da série. Uma experiência insólita protagonizada por Alain de Cadenet... de trajes sociais, ele adentra no cockpit de uma Ferrari 312PB 1972, o "último dos moicanos" em termos de protótipos vencedores da casa de Maranello.

Motor Flat 12 de três litros (460HP @ 10800RPM) utilizado nos Fórmula 1 da equipe, injeção de combustível Lucas, estrutura tubular de aço e carroceria rebitada de alumínio, peso de 665 quilos: massa mínima, centro de gravidade baixíssimo. O ronco é simplesmente eletrizante... e você vai de carona nas câmeras onboard, por quase três minutos!

De sobremesa após esta loucura, Cadenet apresenta uma bela 365 GTB/4 "lightweight" que foi pilotada por ninguém menos que Derek Bell, vencedor de cinco edições das 24 Horas de Le Mans. O piloto inglês disse a Alain que o bólido era uma delícia de ser pilotado, e o apresentador não desperdiçou a chance de pôr a prova este elogio! O ronco é incrível. Grave, sonoro, musical.

O modelo seguinte marca uma ruptura do fabricante no mundo das competições de protótipos esportivos. Após vinte ausente deste meio, a Ferrari volta com o 333 SP em 1993, bólido destinado essencialmente para competir no campeonato IMSA como private entries, ou pilotos independentes - sem o envolvimento direto da marca como equipe. De acordo com Cadernet, por aproximadamente 1 milhão de dólares, você levava um carro, dois motores reserva, e um pacote de peças de reposição.

Duas décadas significam um mundo inteiramente novo, mostrado nas entranhas da 333 SP. Materiais nobres como fibra de carbono estão presentes na estrutura estilo monocoque. A liga leve de alumínio ainda está no bloco e cabeçotes (agora com 5 válvulas por cilindro), ainda que em composição mais sofisticada. O motor V12 a 65 graus tem deslocamento de 3997cc, e desenvolve 650HP a onze mil rotações por minuto. Certamente poderia girar em regimes superiores, mas ao preço de maior fadiga e possibilidade de quebras prematuras (lembre-se que a 333 SP foi destinada a pilotos independentes).

Vocês verão esse bólido em ação, no próximo vídeo.



Vídeo 7: Hora de prestigiarmos a 333-SP em ação! O câmbio transversal e seqüencial de cinco marchas faz um enorme ruído, similar a uma turbina, graças a seus dentes retos. É possível notar semelhanças visuais com os monopostos de Fórmula 1 da Ferrari do meio dos anos 90. Note também os recortes na porção superior dos pára-lamas, com o duplo intuito de permitir a vazão de ar quente vindo dos freios, e ao mesmo tempo reduzir o arrasto aerodinâmico do arco interno dos próprios pára-lamas.

Na sequência, Enzo Ferrari. A máquina, não o comendador. Pilotada no quintal do fabricante, a pista de Fiorano; acompanhada das irmãs mais velhas F-40 e F-50. Note a similaridade do ronco com o modelo 333 SP.

Próximo do fim do vídeo, Alain de Cadenet tem a difícil tarefa de escolher o seu modelo antigo favorito dentre todos exibidos nessa série especial, e dar um longo passeio para apresentar posteriormente a 550 Maranello Barchetta. Após definir algumas premissas essenciais, tal como a preferência por motores frontais em carros de rua, sobram apenas três escolhas possíveis. Apesar do veredito do piloto inglês ter sido formidável, eu ficaria com o modelo à extrema esquerda da tela.

E você?


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

...Ferraris de competição, segunda parte!!!

Vídeo 4: Alain de Cadenet sai a bordo de uma Ferrari 246 Dino com escapamento esportivo. O ronco do V6 2,4L é pura música.

Na seqüência, surge o carro de rua mais belo da série, segundo a opinião deste que vos fala. Um belíssimo exemplar de uma Ferrari 250 GT Berlinetta SWB (short wheelbase, ou entre-eixos curto). A distância de 2400mm entre os eixos dianteiro e traseiro garantia menor momento polar de inércia, resultando em um carro ligeiro, esperto. Havia disponível uma versão com carroceria de alumínio, motor apimentado e suspensão mais rígida, transformando-o em um sério desafiante para "private entries" em competições como a Targa Florio.

A seguir, uma lindíssima 250 GTO rosso corsa, seguida por uma 250 LM que já foi pilotada algumas vezes por ninguém menos que Graham Hill!!! Dispensarei comentários, apenas assistam! Depois, temos o modelo 275 LM, vencedor das 24 Horas de Le mans de 1965; pela equipe N.A.R.T. de Luigi Chinetti! Os pilotos eram Masten Gregory, Ed Hugues, e o grande Jochen Rindt.

Note a primeira marcha ultra-longa, e a marcha-lenta embaralhada do 275 LM...
Nos últimos segundos, aparece o modelo 250P, que será o primeiro assunto do próximo vídeo.



Vídeo 5: Cadenet chega em grande estilo a bordo de uma 250P. Era o primeiro modelo da Ferrari com motor V12 instalado na posição central, e esta seria a tendência para todos os outros protótipos do fabricante. Foi um sucesso em competições, faturando as 12 Horas de Sebring e as 24 Horas de Le Mans em 1963.

Alain volta a dar atenção aos carros de rua da casa de Maranello, mostrando uma linda 275 GTB prateada, de 1966. Foi o modelo que inspirou as linhas do brasileiro GT Malzoni. Sua carroceria de alumínio desenhada por Pininfarina tem um design que é de tirar o fôlego até hoje.

Mas a atenção durou pouco. Cadenet não resiste, e caminha em direção a uma... ainda não consigo acreditar, mas é isso mesmo! Uma Ferrari 312 P3, cor Giallo!!!! Vencedora dos 1000 quilômetros de Spa e Monza. Seu motor V12 de 4 litros era feito de uma liga muito leve de alumínio, do bloco aos cabeçotes com duplo comando de válvulas. O resultado disso, juntamente com a carroceria allegerita de alumínio, era um peso de 792 quilos; resultando em uma combinação peso-potência suficiente para levá-la a mais de 300 quilômetros por hora!

Que experiência maravilhosa a que Alain de Cadenet teve, ao guiar este maravilhoso protótipo em uma bela estrada interiorana... depois, o inglês apresenta no autódromo de Laguna Seca os modelos P3 e P4 modificados para participar do campeonato CanAm em 1966 e 1967.

Mas ainda não acabou. Chega a hora da série 512... modelos S, M. Protótipos espetaculares com motores de cinco litros, mas que não foram grandes vencedores.

Ao final do vídeo, a vingança italiana: a Ferrari 312PB, com o motor flat-12 de 3 litros utilizado nos monopostos de Fórmula 1 da equipe (é o som que você ouve ao entrar no site Mulsanne!!!). Venceu todas as provas que se inscreveu. Entre o casting de pilotos que estiveram a bordo, nomes famosos como Ronnie Peterson, Jacky Ickx, Clay Regazzoni e Mario Andretti.


Amanhã, a parte final deste especial da Ferrari!!! Não perca!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Série Especial 01: Ferraris de Competição, primeira parte !!!

Atenção caros amigos, material muito nobre a seguir. Não somente neste post, mas nos próximos dias!

O piloto e jornalista Alain de Cadenet, uma das personalidades mais respeitadas no meio dos antigos de competição, apresenta este programa muito especial chamado Victory by Design. Nele, o inglês não somente apresenta a história de bólidos de corrida clássicos, caros e raros: também os dirige esportivamente, oferecendo uma sensacional experiência ao telespectador, em um programa muito bem produzido em todos os aspectos.

Vou iniciar a série com os vídeos das Ferraris clássicas que Cadenet apresentou e pilotou. Na sequência, teremos Aston Martin, Porsche e Alfa Romeo!!! Imperdível!


Vídeo 1:
Ferrari 166 MM. Estrutura tubular, carroceria de alumínio. Propulsor V12 de 1995cc (140HP @ 6000rpm), alimentado por três carburadores de corpo duplo. Os freios à tambor são uma pequena aventura oferecida por um monstrinho capaz de superar os 200 quilômetros por hora.

Diferentes versões do modelo faturaram três edições da Mille Miglia, uma Targa Florio, as 24 Horas de Le Mans (um dos pilotos era Luigi Chinetti, homenageado na crônica do post anterior), e uma edição das 24 Horas de Spa-Francorchamps.

Ao final do clipe, uma comparação curiosa entre os modelos 166 MM e 333-SP!







Vídeo 2: Inicia contando um pouco da história dos carros de turismo da Ferrari, e as diferentes motorizações utilizadas. Imagens raras e de alta qualidade, como dos 1000 quilômetros de Nurburgring Nordschleife de 1956.

A primeira estrela do vídeo é uma belíssima Ferrari 860 Monza, com um motor curioso: 4 cilindros de 3,5 litros. Cadenet se delicia com o torque do propulsor em baixos giros, fazendo da 860 um carro de competição relativamente dócil.

Na sequência, temos uma incrível 375 Plus, pilotada no autódromo de Laguna Seca. Motor V12 de 4,9L (330HP@ 6000RPM), alimentado por um trio de carburadores Weber 46. Como curiosidade, vale mencionar o eixo traseiro que utiliza um sistema DeDion (com tambores) e feixes de mola transversais.


Depois, o modelo 121 LM. Motor seis cilindros em linha de 4,4L (uma versão com dois cilindros a mais do motor da 860 Monza). Duas velas por cilindro, ignição tipo magneto, três carburadores Weber. Ao invés do duplo comando de válvulas no cabeçote do motor da 860, a versão seis cilindros possuía apenas um comando.

Acabou? Nada feito. Cadenet apresenta um protótipo (uma 212 modificada), que seria o prelúdio da série dos vitoriosos modelos 250 - tal como o modelo Testarossa (!!!) que Alain mostra e pilota com vontade na sequência...




Vídeo 3:
Começa com uma maravilhosa Testarossa 1959 adaptada às regras de 1960... ou simplesmente "TR" 60 a partir do ano seguinte. V12 série 250, seis carburadores Weber, 300HP. Uma grande vencedora da categoria Gran Turismo.

Na sequência, uma leve e esperta Dino 246-S e seu famoso propulsor V6 de 1,5 litro e 220HP; e uma Ferrari Dino de Fórmula 1 de 1960, com quatro (!) comando de válvulas em seu propulsor frontal.

Para terminar o vídeo, o famoso Dino 246, com carroceria de aço estampado (ao invés de alumínio dos primeiros modelos, os 206) e o motor V6 2,4L DOHC (195HP @7600RPM), que equipou inclusive o modelo de rally Lancia Stratos, vencedor do WRC em sua categoria nos anos de 1974, 75 e 76. Sem dúvida, um dos poucos modelos da Ferrari "não V12" pós-anos 60 que possui alto valor de mercado.



Não acabou ainda. Amanhã a série continua... aguardem!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Artigo no Mulsanne.com.br : Parabolica, do Autódromo de Monza !!!


Acabei de botar no ar o meu segundo artigo da série Curvas do Mundo. Na primeira vez, a variante Karussell de Nurburgring Nordschleife foi analisada em detalhes. Agora, chegou a hora de encararmos a Parabolica do Autodromo Internazionale Monza, "à bordo" de uma Ferrari 365 GTB/4 da equipe N.A.R.T. de Luigi Chinetti, com vídeos, fotos, e muitos pormenores bacanas!!

É simplesmente imperdível! Clique aqui para acessar o Mulsanne. Você encontra o artigo-crônica por através de um link ainda na primeira página, ou dentro da seção "automobilismo".

Um abraço a todos!