Motor Flat 12 de três litros (460HP @ 10800RPM) utilizado nos Fórmula 1 da equipe, injeção de combustível Lucas, estrutura tubular de aço e carroceria rebitada de alumínio, peso de 665 quilos: massa mínima, centro de gravidade baixíssimo. O ronco é simplesmente eletrizante... e você vai de carona nas câmeras onboard, por quase três minutos!
De sobremesa após esta loucura, Cadenet apresenta uma bela 365 GTB/4 "lightweight" que foi pilotada por ninguém menos que Derek Bell, vencedor de cinco edições das 24 Horas de Le Mans. O piloto inglês disse a Alain que o bólido era uma delícia de ser pilotado, e o apresentador não desperdiçou a chance de pôr a prova este elogio! O ronco é incrível. Grave, sonoro, musical.
O modelo seguinte marca uma ruptura do fabricante no mundo das competições de protótipos esportivos. Após vinte ausente deste meio, a Ferrari volta com o 333 SP em 1993, bólido destinado essencialmente para competir no campeonato IMSA como private entries, ou pilotos independentes - sem o envolvimento direto da marca como equipe. De acordo com Cadernet, por aproximadamente 1 milhão de dólares, você levava um carro, dois motores reserva, e um pacote de peças de reposição.
Duas décadas significam um mundo inteiramente novo, mostrado nas entranhas da 333 SP. Materiais nobres como fibra de carbono estão presentes na estrutura estilo monocoque. A liga leve de alumínio ainda está no bloco e cabeçotes (agora com 5 válvulas por cilindro), ainda que em composição mais sofisticada. O motor V12 a 65 graus tem deslocamento de 3997cc, e desenvolve 650HP a onze mil rotações por minuto. Certamente poderia girar em regimes superiores, mas ao preço de maior fadiga e possibilidade de quebras prematuras (lembre-se que a 333 SP foi destinada a pilotos independentes).
Vocês verão esse bólido em ação, no próximo vídeo.
Vídeo 7: Hora de prestigiarmos a 333-SP em ação! O câmbio transversal e seqüencial de cinco marchas faz um enorme ruído, similar a uma turbina, graças a seus dentes retos. É possível notar semelhanças visuais com os monopostos de Fórmula 1 da Ferrari do meio dos anos 90. Note também os recortes na porção superior dos pára-lamas, com o duplo intuito de permitir a vazão de ar quente vindo dos freios, e ao mesmo tempo reduzir o arrasto aerodinâmico do arco interno dos próprios pára-lamas.
Na sequência, Enzo Ferrari. A máquina, não o comendador. Pilotada no quintal do fabricante, a pista de Fiorano; acompanhada das irmãs mais velhas F-40 e F-50. Note a similaridade do ronco com o modelo 333 SP.
Próximo do fim do vídeo, Alain de Cadenet tem a difícil tarefa de escolher o seu modelo antigo favorito dentre todos exibidos nessa série especial, e dar um longo passeio para apresentar posteriormente a 550 Maranello Barchetta. Após definir algumas premissas essenciais, tal como a preferência por motores frontais em carros de rua, sobram apenas três escolhas possíveis. Apesar do veredito do piloto inglês ter sido formidável, eu ficaria com o modelo à extrema esquerda da tela.
E você?
3 comentários:
Belo post, já assisti toda a série Victory by Design, que é incrível.
Uma pergunta, alguém saberia qual é a pista em que ele anda com a 312 PB, achei incrível.
Caro maringá, não sei se chega a ser um autódromo ou um circuito. Parece uma estradinha interiorana, mas posso estar enganado... []s!
aquela 275gtb e do cara do dire srtiders
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