Um dos grande baratos da tecnologia é que você pode não apenas ouvir falar sobre os fenômenos que ocorrem dentro de um motor, como também pode vê-los com uma clareza pornográfica.
Neste vídeo, vemos o fenômeno conhecido como flutuação de válvulas. Basicamente é quando suas molas não dão conta da freqüência exigida pela rotação do motor, e começam a vacilar no ritmo de sua movimentação reciprocante, apresentando também deslocamento lateral e rotação no próprio eixo. Ao final do vídeo, por uma câmera instalada na câmara de combustão, pode-se visualizar a flutuação das válvulas, que ficam "quicando" perigosamente ao retornar à sede. Esse tipo de vibração é altamente estressante para as peças, que apresentarão falhas antes do previsto. Em casos críticos, há o contato do pistão com as válvulas, cujas conseqüências são bastante óbvias.
Este problema por muito tempo segurou a evolução dos motores da Fórmula 1, que não passavam de aproximadamente 12 mil rotações por minuto. A utilização de multi-válvulas extremamente leves, reduzindo a massa oscilante, não era suficiente. Atualmente, utiliza-se um sistema pneumático de acionamento das válvulas, que permite os giros estratosféricos que vemos na telinha.
O vídeo foi mais uma dica do amigo Edson Antunes.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Flutuação de válvulas...
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2 comentários:
Juliano, você não tem idéia do número de pessoas, e "ditos" preparadores, que desconhecem a importância da estabilização adequada do trem de válvulas. E o pior disso tudo é que na GRANDE maioria dos casos, as molas recomendadas pelas grandes empresas internacionais de comandos e afins, não são suficientes para aguentar a faixa de giro (também recomendada) de seus próprios comandos.
Sad but true....
Hamilton
o negocio e usar um comando desmodromico!
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