Fotografia de Débora M.Muitos não entendem. O ser humano costuma reagir defensivamente àquilo que não compreende. O elemento incompreendido incomoda o estado de controle pela certeza do homem contemporâneo, uma falácia confortável aos temerosos que não conseguem conviver com a inevitável sombra da dúvida. E então estigmatiza-se, generaliza-se; reduz-se a dimensão do outro a um rótulo cheio de preconceitos, formulado por preguiçosos e admitido sem questionamento pelos medrosos.
O automóvel e o apaixonado.
É o cavalo dos tempos modernos. Entenda o couro e a madeira. Entenda as linhas musculosas. Um paradoxo intrigante, o automobilista de coração o usa como válvula de escape do próprio processo industrializante que o criou. Não importa o quão automatizado seja o processo de fabricação, a essência está na relação absolutamente pessoal entre o homem e a máquina. E esta relação possui infinitas facetas. Algumas se contradizem, outras se somam. Algumas são belas, outras, horrendas. Como o álcool, o carro expõe elementos diversos da intimidade psíquica do ser humano.
Alguns os adoram por uma questão de status. Outros, por poder. Ostentação, desejo, segurança, máscara, conforto, competitividade, fuga, impulso por sedução, materialização de um sonho infantil irresistivelmente inexplicável. A experiência de se sentir vivo. A experiência de ser um personagem. Bem de consumo, investimento, ou um sonho? Como você se vê dentro dele? Como os outros o vêem? O quanto a segunda questão pesa sobre a primeira? De dentro para fora ou de fora para dentro?
É apenas uma casca de metal, borracha, vidro, tecido e fluidos. Mas como tudo na vida, ao final o que importa não é o que as coisas e pessoas são, e sim o que elas representam para cada um de nós.
E nesse aspecto, todo automobilista apaixonado é o menino da foto, projetando sua imaginação sem limites ao vestir o gélido cavalo de metal. Nada mais importa. A vida nos transforma em céticos plantados no chão. Estas são as nossas asas.
Muito prazer. Sempre.
O automóvel e o apaixonado.
É o cavalo dos tempos modernos. Entenda o couro e a madeira. Entenda as linhas musculosas. Um paradoxo intrigante, o automobilista de coração o usa como válvula de escape do próprio processo industrializante que o criou. Não importa o quão automatizado seja o processo de fabricação, a essência está na relação absolutamente pessoal entre o homem e a máquina. E esta relação possui infinitas facetas. Algumas se contradizem, outras se somam. Algumas são belas, outras, horrendas. Como o álcool, o carro expõe elementos diversos da intimidade psíquica do ser humano.
Alguns os adoram por uma questão de status. Outros, por poder. Ostentação, desejo, segurança, máscara, conforto, competitividade, fuga, impulso por sedução, materialização de um sonho infantil irresistivelmente inexplicável. A experiência de se sentir vivo. A experiência de ser um personagem. Bem de consumo, investimento, ou um sonho? Como você se vê dentro dele? Como os outros o vêem? O quanto a segunda questão pesa sobre a primeira? De dentro para fora ou de fora para dentro?
É apenas uma casca de metal, borracha, vidro, tecido e fluidos. Mas como tudo na vida, ao final o que importa não é o que as coisas e pessoas são, e sim o que elas representam para cada um de nós.
E nesse aspecto, todo automobilista apaixonado é o menino da foto, projetando sua imaginação sem limites ao vestir o gélido cavalo de metal. Nada mais importa. A vida nos transforma em céticos plantados no chão. Estas são as nossas asas.
Muito prazer. Sempre.

6 comentários:
Fantástico, simplesmente lindo
Muitos nao entendem a paixão, o porque e acham que é bobeira
não entendem que o carro pode ser muito mais que um simples meio de se ir do ponto A ao ponto B
não entendem os sentimentos que movem a máquina ou todos os sentidos envolvidos em pilotá-la, não entendem o sentimento de uma curva bem feita, de uma acelerada no ponto certo, da frenagem e retomada bem feitos, as vibrações e sons que o carro faz, enfim não entendem o que o carro quer dizer a elas.
E quando essas pessoas entenderem o que quero dizer e "ouvirem" seus carros, logo se apaixonarão pela maquina e vão compreender os mais apaixonados
Fantástico, lindo post!
abraço
Lucas
Muito legal o post !
Barata, é como dizia Raimundo Corrêa, poeta das pombas.
Algo como "No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais..."
Excelente post. É assim que me sinto quando vejo algum carro que me fascina, como uma criança. Volto aos 12 meses de vida, quando, a cada fusca visto, mal podia me conter em felicidade e excitação...
When I initially commented I clicked the -Notify me when new comments are added-
checkbox and now each time a remark is added I get four
emails with the identical comment.
Is there any means you possibly can remove me
from that service? Thanks!
my website HTTP://www.Cleanroomforum.com
Good day! Do you know if they make any plugins to protect
against hackers? I'm kinda paranoid about losing everything I've worked
hard on. Any recommendations?
My web-site: angels.uhostfull.com
Postar um comentário