Vamos lá!
" É simples, e com este vídeo fica ainda mais fácil de entender: o ângulo de deriva dos pneus nada mais é que a diferença entre a direção em que os pneus estão apontando e a sua trajetória de fato. Obviamente só pode ocorrer onde há aceleração lateral, ou seja, basicamente curvas (obstáculos como zebras também causam o fenômeno) de todo tipo e velocidade, até mesmo em uma singela manobra de estacionamento.
O que causa essa diferença, facilmente notável pela dobra dos flancos (laterais) dos pneus? A zona de contato da banda de rodagem do pneu (a área do pneu que está em contato direto com o solo) se agarra à superfície do asfalto por adesão e atrito; e frente à força inercial do automóvel nas curvas, os flancos acabam torcendo, agindo de certa maneira como uma mola - imprimindo uma força de resistência que inclusive é sentida no volante.
O resultado disso é que as rodas apontam para um lado, mas a trajetória descrita pelo pneu é um pouco diferente. Essa diferença é o ângulo de deriva.
A bordo de um carro de turismo em um autódromo, com um pouco de sensibilidade de comportamento dinâmico do condutor, já é possível sentir os pneus dobrando sob as rodas nas curvas mais exigentes. OBS: a dobra dos flancos, apesar de intimamente relacionada, não representa o ângulo de deriva."
5 comentários:
Muito bom requentar uns posts antigos. Nem todo mundo viu o anterior, como eu por exemplo.
Achei o vídeo fantástico.
Valeu.
Ia me esquecendo: Feliz Ano Novo!
Abraço.
É muito bacana ver o Blog começando 2010 com um excelente Repost!
Feliz ano novo a Todos!
O efeito é absurdo, viva as microcâmeras!
Obrigado pelos votos, Paulo e anônimo! Não preciso dizer que desejo o mesmo - embora já tenha o dito (ehehe)!
abraços
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