Foto: Simon Kamboj Kimi Raikkonen fez uma corrida perfeita e levou o caneco pra casa, nesta que foi a última edição do GP da França em Magny Cours. Sua apresentação foi digna de um campeão: excelente largada, superando Hamilton e conquistando a segunda posição, e excelente ritmo de corrida, preservando o equipamento e andando forte quando necessário.
Logo após o segundo pitstop do então líder Felipe Massa, o finlandês imprimiu um ritmo muito forte nas 3 últimas voltas antes de sua parada. Teve também a sorte de não encontrar tráfego, e foi assim que o finlandês garantiu sua vitória: ao sair dos boxes, estava cerca de dois segundos à frente de Felipe Massa; e manteve com muita segurança esta diferença até o final.
Finalmente Raikkonen voltou a se encontrar com o seu carro, fato que só havia ocorrido na primeira prova, na Austrália; quando venceu sem dificuldades. Talvez as modificações realizadas no carro da Ferrari deixaram o comportamento dinâmico mais compatível com sua tocada.
Falando em Ferrari, eu continuo a crer que há mais modificações além daquelas de ordem aerodinâmica. Na largada, Kimi superou Hamilton ainda nos primeiros metros; algo muito difícil de ocorrer atualmente - ainda mais porque, de maneira geral, a Ferrari têm largado pior que a Mclaren. Sim, Hamilton não largou bem, mas não foi tão mal assim. Talvez hajam modificações no sistema de suspensão traseira, no controle de tração, ou na curva de torque do motor; buscando superar a já mencionada desvantagem em relação aos Mclaren-Mercedes em saídas de curva, seja por causa de torque em rotações médias, seja por tracionamento (ou transferência da potência para o solo).
Outros pitacos:
-Corrida de recuperação do Alonso: alto nível, muita ousadia e pimenta. Em disputa longa e calorosa com Heidfeld (BMW), o espanhol realizou uma das ultrapassagens mais arriscadas que vi nos últimos tempos, chegando a me lembrar dos tempos de Il Leone Nigel Mansell: na curva Ímola, um "S" de média velocidade e topografia radical (um belo de um mergulho seguido de um aclive), Alonso não quis nem saber, e ignorou o fato daquele trecho não ser um ponto de ultrapassagem. Bom, agora é.
-Hamilton: uma corrida cerebral e regular, pensando nos pontos. Mas quando precisou mostrar serviço, fez um espetáculo. Saiu dos boxes lado a lado com Robert Kubica (BMW), e de pneus frios e tudo, mandou ver! Em meia volta, o polonês já havia sido superado. Incrível esse Hamilton. Incrível.
O próximo GP é na Inglaterra (Silverstone), já na semana que vem. Sem dúvida, estará completamente lotado de ingleses, loucos para verem um piloto inglês campeão novamente.
PS: Todos nós estamos surpresos com a técnica, segurança, ousadia, e velocidade de Hamilton. Mas neste instante, ele é o showman, o queridinho do circo, a bola da vez. Está correndo por diversão, e se sentindo à vontade numa das equipes mais sérias e comprometidas da F1.
Mas será que ele segura a onda nas últimas corridas, se (ou quando) estiver com uma responsabilidade do tamanho da defesa de um título mundial, ainda no seu primeiro campeonato? Será que Lewis consegue o incrível feito de se tornar campeão ainda em em seu ano de estréia? Sinceramente: eu duvido, mas não apostaria dinheiro nisso não (risos)...