quarta-feira, 4 de julho de 2007

Blog da GLOBO plagia Blog de F1 !!!!


A vítima é a do screenshot acima. O Blog do Capelli, referência de bom humor e conhecimento histórico e estatístico no mundo da Fórmula 1, tem sido plagiado sucessivamente pelo blog do Portal Globo "Voando Baixo", de Rafael Lopes.

Não bastando o plágio, que se configurou pela cópia descarada de frases inteiras de notícias e análises feitas originalmente pelo Capelli (é um pseudônimo, vale lembrar); a molecada sequer se deu ao trabalho de citar a fonte.

Não bastou para ficar indignado? Então clique aqui e veja no próprio blog do Capelli a exposição dos plágios, e uma resposta indireta não muito feliz, dada pelos jovens globais em um vídeo. Ética, responsabilidade? Pra quê?

Peroba neles!!!

Off-topic: Música, poesia, cinema, futebol e humor!

Foto original: Nicola Whitaker

Não posso deixar de recomendar o Blog do meu amigo de infância Pedro Pellegrino... "Enforque-se na Corda da Liberdade". Pra rir, pensar e anotar as sugestões do cinéfilo. O por quê do porco?

O cara é tão palmeirense que me convenceu a torcer pro palmeiras lá pelo início dos anos 90. Enquanto eu torcia, o time só ganhava. Formação clássica, com Edmundo, Evair, César Sampaio, Sérgio, Zinho, etc.

Depois que eu parei de ver futebol de clubes, o time entrou numa puta decadência. Então vcs. já sabem, se o palmeiras ganhou, é porque eu assisti o jogo (risos)...

segunda-feira, 2 de julho de 2007

BULLITT: matéria especial no Mulsanne.com.br !!!



A seção de carros antigos do Mulsanne foi inaugurada com uma matéria muito bacana e completa sobre o Bullitt. Informação pracaramba, dados e comparativos entre o Mustang e o Dodge Charger, diversão garantida... !!!

Clique aqui para abrir o site em uma nova janela. Você encontrará o artigo na seção "Carros Antigos".

Sem comentários... ou não?


Era um Opala. E era uma Ranger. O gênio que uniu as duas metades de laranja sabe tudo de alinhamento estrutural. E tenho dito....

domingo, 1 de julho de 2007

...e Reação Finlandesa !!!

Foto: Simon Kamboj


Kimi Raikkonen fez uma corrida perfeita e levou o caneco pra casa, nesta que foi a última edição do GP da França em Magny Cours. Sua apresentação foi digna de um campeão: excelente largada, superando Hamilton e conquistando a segunda posição, e excelente ritmo de corrida, preservando o equipamento e andando forte quando necessário.

Logo após o segundo pitstop do então líder Felipe Massa, o finlandês imprimiu um ritmo muito forte nas 3 últimas voltas antes de sua parada. Teve também a sorte de não encontrar tráfego, e foi assim que o finlandês garantiu sua vitória: ao sair dos boxes, estava cerca de dois segundos à frente de Felipe Massa; e manteve com muita segurança esta diferença até o final.

Finalmente Raikkonen voltou a se encontrar com o seu carro, fato que só havia ocorrido na primeira prova, na Austrália; quando venceu sem dificuldades. Talvez as modificações realizadas no carro da Ferrari deixaram o comportamento dinâmico mais compatível com sua tocada.

Falando em Ferrari, eu continuo a crer que há mais modificações além daquelas de ordem aerodinâmica. Na largada, Kimi superou Hamilton ainda nos primeiros metros; algo muito difícil de ocorrer atualmente - ainda mais porque, de maneira geral, a Ferrari têm largado pior que a Mclaren. Sim, Hamilton não largou bem, mas não foi tão mal assim. Talvez hajam modificações no sistema de suspensão traseira, no controle de tração, ou na curva de torque do motor; buscando superar a já mencionada desvantagem em relação aos Mclaren-Mercedes em saídas de curva, seja por causa de torque em rotações médias, seja por tracionamento (ou transferência da potência para o solo).

Outros pitacos:

-Corrida de recuperação do Alonso: alto nível, muita ousadia e pimenta. Em disputa longa e calorosa com Heidfeld (BMW), o espanhol realizou uma das ultrapassagens mais arriscadas que vi nos últimos tempos, chegando a me lembrar dos tempos de Il Leone Nigel Mansell: na curva Ímola, um "S" de média velocidade e topografia radical (um belo de um mergulho seguido de um aclive), Alonso não quis nem saber, e ignorou o fato daquele trecho não ser um ponto de ultrapassagem. Bom, agora é.

-Hamilton: uma corrida cerebral e regular, pensando nos pontos. Mas quando precisou mostrar serviço, fez um espetáculo. Saiu dos boxes lado a lado com Robert Kubica (BMW), e de pneus frios e tudo, mandou ver! Em meia volta, o polonês já havia sido superado. Incrível esse Hamilton. Incrível.

O próximo GP é na Inglaterra (Silverstone), já na semana que vem. Sem dúvida, estará completamente lotado de ingleses, loucos para verem um piloto inglês campeão novamente.



PS:
Todos nós estamos surpresos com a técnica, segurança, ousadia, e velocidade de Hamilton. Mas neste instante, ele é o showman, o queridinho do circo, a bola da vez. Está correndo por diversão, e se sentindo à vontade numa das equipes mais sérias e comprometidas da F1.

Mas será que ele segura a onda nas últimas corridas, se (ou quando) estiver com uma responsabilidade do tamanho da defesa de um título mundial, ainda no seu primeiro campeonato? Será que Lewis consegue o incrível feito de se tornar campeão ainda em em seu ano de estréia? Sinceramente: eu duvido, mas não apostaria dinheiro nisso não (risos)...

sábado, 30 de junho de 2007

Reação Vermelha !

Foto original: Elliot Smith


Há pouco, Felipe Massa conquistou a pole, em Magny Cours, com apenas 70 milésimos de vantagem sobre Lewis Hamilton. Foi uma excelente volta do brasileiro, realizada em sua penúltima tentativa no treino. Seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, ficou 0,2 segundos atrás e larga em terceiro.

Considerando os tempos gerais durante este fim-de-semana, temos alguns indicativos de que as duas equipes voltaram a ficar em níveis semelhantes de competitividade.
Claro, ainda é cedo para concluir. Mas o desenvolvimento aerodinâmico realizado pela Ferrari nas últimas semanas surtiu efeito, sem dúvida.

De qualquer forma, cabe a pergunta se não há algo mais - além dos novos apêndices na carenagem do carro. Os pilotos da Ferrari comentavam nas últimas corridas que o motor Mercedes da Mclaren dispunha de mais torque em saídas de curva, me pergunto se os engenheiros da equipe rossa fizeram algo a respeito disso. Alguém duvida?

Falando nas flechas de prata, tudo parece conspirar contra Fernando Alonso. Um problema no câmbio o impediu de fazer voltas rápidas na última seção da qualificação, e por isso larga em décimo.

Creio que ele fará uma grande corrida de recuperação, pois por bem ou por mal, as mal-disfarçadas tensões internas entre os pilotos da Mclaren fazem de cada corrida uma excelente disputa qualitativa entre Alonso e Hamilton - num nível que não vemos na Ferrari.

Felipe Massa está andando muito bem, sem dúvida, mas por algum motivo Raikkonen não está o acompanhando. Luciano Burti lançou hoje de manhã uma possibilidade: o finlandês não têm conseguido manter um ritmo consistente usando pneus macios, pois apesar da maior aderência geral obtida, o carro torna-se um pouco mais desequilibrado e arisco; e talvez este perfil de comportamento dinâmico não favoreça o estilo de pilotagem do Raikkonen.

Veja o grid de largada aqui.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Mad Max + Motorhead = 666

Foto Lemmy Kilmster: William Sharp
Foto Ford Falcon "Interceptor": Janet Crum

Ace of Spades, do Motorhead, é o tipo de música que não se deve ouvir ao volante de um carro - principalmente a bordo de um V8 do tipo "american muscle". O diabo toma posse do seu pé direito, e trava ele lá embaixo, no porão.

Já o Mad Max é um clássico Hors Concours. Apocalíptico, bestial, psicodélico, infernal. Todos os adjetivos nojentos mais legais que existem servem para descrever o espírito do filme, estrelado pelo então desconhecido Mel Gibson e seu Ford Falcon XB GT Coupé preto, equipado com um motor 351 Cleveland e extensamente modificado (e aquela velha polêmica do blower com polia de acionamento eletromagnético.)

Daí você pega um cara com sensibilidade, sincronia, e fino talento pra cineasta como Jim Squires, e cruza com os parágrafos anteriores.

Você tem a receita exata do Apocalipse. Assistam e enloqueçam.

PS: ao fundo da foto acima, o Lotus Cortina; que causava coceira na nuca de carros incríveis como a Alfa GTV postada há alguns dias atrás. Estes garagistas inglêses (sic)...

Cantando em terceira (subida da montanha 2007) !

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - Site Mulsanne

Os Dodges não costumam participar da Subida da Montanha do pico do jaraguá, até porque historicamente o fabricante não tem tradição em competições automobilísticas no país, por mera falta de interesse. Uma grande besteira da Chrysler do Brasil, que poderia ter seguido o exemplo da DKW-Vemag, ou até mesmo das grandes Ford e Chevrolet.

Mas neste ano, um belo Charger R/T branco valência (pelas faixas é um 1976, apesar da grade 73-74) mostrou a todos que está com tudo em cima e que não deve nada a ninguém, ao cantar pneus em terceira marcha! Ao que parece, o carro conquistou a décima quarta posição. Nada mal para um carro de rua, hein...!

Acompanhe a arrancada do Mopar em dois ângulos diferentes (clique nos links p/ uma nova janela):

domingo, 24 de junho de 2007

+ fotos Subida da Montanha 2007

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - Site Mulsanne

Quer coisa mais propícia que um alfisti chamado Alfonso? Difícil...

Não estou bem lembrado do modelo precisamente, mas creio que seja uma GTV 1750, circa 1970... um dos meus sonhos de consumo automobilísiticos!

Sem comentários....

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Subida da montanha: tempos dos 9 primeiros!!!

Tabela: Rodrigo Vieira - Autodynamics.com.br

Aí estão os 9 primeiros colocados. Nenhuma grande surpresa. Clique aqui para acessar a cobertura do Rodrigo Vieira da Autodynamics, com fotos!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Detalhes da participação do Batistinha na Subida da Montanha (vídeo) !!!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - Site Mulsanne


(...continuação do post anterior)

Os créditos do vídeo são de Ronnie Oyama (onboard), Fábio Fabi "Binho" e Eduardo Henrique (tomadas externas). Clique aqui para assistir numa nova janela.

Uma pena que a regulagem da câmera estava superexposta, deixando as imagens claras a ponto de não se enxergar algumas poucas passagens. Independente disso, temos um material primoroso para saborear, e que irei comentar o que achei interessante:

  • O evento ocorre pela manhã. Embora não apareça no vídeo, Batistinha faz um leve aquecimento dentro do seu carro, instantes antes da largada. Quem já dirigiu um Maverick sabe que o sistema de direção não é moleza... o que dizer de um exemplar equipado com enormes slick numa pista sinuosa!

  • Prestem atenção na rapidez e precisão de sincronia de giro do piloto, nas reduções de marcha; durante todo o percurso. E notem como o Maverick quase não rola nas curvas, fruto de um conjunto de suspensão muito rígido.

  • Na largada já vemos que o Ford 302 tem torque de sobra e diferencial autoblocante, querendo sair de lado. A primeira freada é a mais forte do percurso. Sem querer dar chances, Batistinha adianta o ponto de frenagem para privilegiar a saída, e não abusa do pedal de freio.

  • Algo interessante de se notar são os "golpes" de esterço que o piloto executa na entrada desta curva. Como todo pony/muscle car, o Maverick sai de frente pelo excesso de massa sobre o eixo dianteiro. Veremos ele executar a manobra algumas vezes, sempre nas curvas mais fechadas ou naquelas que induzam um comportamento sub-esterçante do carro.

  • 0:48 do vídeo. Notem a destracionada em terceira marcha. Touro brabo!

  • 1:21. Curva longa à esquerda, Batistinha faz em terceira. O piloto segura a frente do carro "na marra" de volta para dentro.

  • 2:28. Curva com raio decrescente à direita quase pega o piloto de surpresa. Corrige com elegância, e pé na tábua!

  • 2:38. Reflexos rápidos do piloto, corrigindo uma súbita saída de traseira por destracionamento. Bang!!! Um golpe de contraesterço dado num átimo.

  • 2:50. O susto que todos têm comentado. Redução tardia, mas muita frieza para distribuir o grip entre frenagem e aderência lateral. E muita história pra contar!


    Felizmente, por pouco esta última curva não vira a "Batistinha´s Corner", tal como a curva Gilles Villeneuve no autódromo de Ímola. Galera, não confundir com o autódromo de Zolder, onde o canadense teve seu acidente mortal hein! Em Ímola foi só uma porradinha à toa :)

Batistinha vence a Subida da Montanha !

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - Site Mulsanne

Olhando de longe parece até um Maverick original, exceto o modelo das rodas e o scoop no capô.

De perto, saltam aos olhos os pneus slick. Quem manja um pouco mais já vê que as abas dos paralamas foram ampliadas. Trabalho fino, com vincos reformulados e et cetera. Uma segunda olhada e nota-se que os parachoques são cor de prata, e não cromados.

"Toc-toc" ali e aqui, e aí a coisa começa a ficar intrigante... um monte de peças de fibra de vidro. Levíssimas. E muito bem acabadas, perfeitas.

Olha. O chute no balde é pra lá de bagdá. Cabeçotes de alumínio Edelbrock, carburação Barry Grant, escapes dimensionados com abafadores Flowmaster, comando de válvulas nervosinho, câmbio T5 de Mustang... e um piloto extremamente competente a bordo.


Tempo de Fernando Baptista: 2 minutos e 33,17 segundos. Mesmo sem muitos concorrentes "peso pesado" desta vez, dizem que este tempo é o novo recorde, e por isso, seu mérito é incontestável. Parabéns a ele e sua oficina (Batistinha Garage), bem como a seu pai, homônimo, proprietário da Automotor.

Em instantes colocarei mais detalhes sobre a dupla Batistinha + Maverick na Subida da Montanha.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Subida da Montanha - Pico do Jaraguá - mais fotos!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - Site Mulsanne



(Suspiro). Quem não gostaria de estar ao volante desse Jaguar E-Type no instante da foto?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Subida da montanha - Pico do Jaraguá - mais fotos!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - Site Mulsanne

Toyota Supra... monstro japengo tração traseira, com motor 2JZ 3.0 biturbo e câmbio Borg-Warner de 6 marchas. No reflexo, um Mitsubishi Eclipse, que não lembro se era um GSX (tração nas 4) ou GST (tração dianteira).


De qualquer forma, a tração traseira é mais divertida que qualquer uma das duas opções :)


domingo, 17 de junho de 2007

GP de Indianápolis - Impressões

Curto e grosso!

0) Novamente, um show dos segundo-pilotos da Mclaren e da Ferrari.

1) A defesa de Hamilton sobre Alonso foi limpa e dentro das regras pois manteve a trajetória que escolheu. Claro, houve um pouco de malandragem, um certo balanço que jogou o Alonso um pouco mais para fora, mas faz parte do jogo. Tudo limpo.

2) Massa deu um show de maturidade sobre Raikkonen, defendendo-se sem errar, e mantendo o ritmo, dentro das possibilidades (seu segundo jogo de pneus não teve bom rendimento). Já o finlandês cometeu alguns equívocos, incluindo algumas balançadas e uma perigosa pisada de grama em saída de curva (no miolo) quando seus pneus macios já não apresentavam eficácia máxima.

3) Sobre o circuito: pessoalmente, não gosto de Indianápolis por causa do seu miolo. Pois não há relevo algum, embora tenha gerado duelos emocionantes na corrida. A parte rápida é muito interessante, e o "S" no final da reta dos boxes é tudo o que os circuitos do Tilke tentam ser (às vezes com sucesso, às vezes com fracasso). O interessante é que em Indianápolis temos brita e grama, o que pune os erros com rodadas ou abandonos. Quando a pista é toda asfaltada, com as áreas de escape de asfalto pintadas, temos falta do fator surpresa e pilotagem displicente.

4) Pódium. Não se iludam com o abraço de Alonso e Hamilton. Aquilo foi uma demonstração diplomática (ordem de Ron Dennis, certamente) para esfriar os ânimos da imprensa mundial a respeito das tensões internas entre seus pilotos. A cara de frustração do espanhol era evidente, bem como a de Massa.

5) Ferrari versus Mclaren. Já havia comentado isso antes em comunidades do Orkut. Desde o Canadá, ficou claro que a vantagem da Mclaren não era somente aerodinâmica e/ou só por causa do entre-eixos mais curto. A curva de torque do Mercedes está muito mais eficiente em giros inferiores. Soma-se isso ao entre-eixos mais curto (menor momento polar de inércia) e temos um carro que pode reacelerar antes e com mais força nas saídas de curva.

sábado, 16 de junho de 2007

Subida da montanha - Pico do Jaraguá !!!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - Site Mulsanne


Hoje ocorreu a tradicionalíssima prova da Subida da Montanha do Pico do Jaraguá, organizado pelo Auto Union DKW Club do Brasil (ou AUDKWCB).

Como manda a tradição, os DKW arrancaram primeiro, com seu ronco apaixonante e característico. E claro, o famoso e cheiroso rastro azul de fumaça. Vários clássicos do mundo inteiro participaram... Datsun 240Z, Jaguar E-Type, Mustang GT-350H, Porsches réplicas e autênticos, Mavericks, e até um Dodge Charger nacional... dentre outros!

Fui lá apenas como espectador, sem intenções de fazer a cobertura do evento. Mas acabei levando a câmera, e tirei quase 100 fotos. Vou postar algumas aqui nos próximos dias. E assim que souber os tempos, publico.

Na foto: Opel GT 1970, do jornalista automobilístico Rubem Duailibi, apresentador do programa Motor Day.

Plymouth 1957 de Tulsa - Desenterrado (?) parte 4

Fotos: Michael Bates
Não são relíquias marítimas... e sim, objetos de consumo novos (ou seja, de 1957) colocados no interior do Plymouth Belvedere. Aliás, que interior? Mesmo que esse carro seja lavado com água benta cem mil vezes pelo Papa, vai continuar com cheiro de cruz-credo. Uma pena, uma pena.


Ah. É o primeiro relato de fóssil de cerveja na história do planeta.

Plymouth 1957 de Tulsa - Desenterrado (?) parte 3

Foto: Michael Bates

A explicação da bunda baixa do Belvedere está aqui: esse nojo quase orgânico da foto compõe os feixes de mola do lado do motorista, a longarina, e outras partes do assoalho do carro. Dá pra limpar isso? Dá pra restaurar? Eu duvido, mas tem gente que consegue o impossível... mas se restaurar, daí já não será um carro imaculado... o famoso survivor. Daí, não vejo sentido numa restauração... que é o que (possivelmente) o pessoal do Boyd fará.

Plymouth 1957 de Tulsa - Desenterrado (?) parte 2

Foto: Michael Bates


A equipe de Boyd Coddington e mais alguns... os encarregados de uma limpeza praticamente impossível. Achou a traseira baixa?

Até que a lata, olhando por fora, não parece podre. Não vi furos. Mas à primeira instância, não creio em integridade total da lataria e estrutura, o que dizer da pintura...

Plymouth 1957 de Tulsa - Desenterrado (?) parte 1


Foto: Michael Bates

Para quem não conhece a história: há 50 anos (15 de Junho de 1957), um Plymouth Belvedere 0km foi enterrado em Tulsa, Oklahoma, dentro de um invólucro nas proximidades do tribunal da cidade.

O mito que circulava na época era de que aquilo resistiria até mesmo a ataques nucleares. A intenção, obviamente, era remover o carro em estado absolutamente impecável, tal como numa cápsula do tempo. Em seu porta-malas e interior foram acondicionados materiais de época: jornais, cervejas, roupas, dentre outras coisas.

Durante toda a semana, a operação de exumação do Mopar tornou-se um drama interminável para os curiosos. Assim que foi aberta a "cápsula", encontraram algo que mais parecia uma piscina de ferrugem: muita infiltração d´água, que afogava o Belvedere sabe-se-lá por quantos anos. Boa parte da corrosão presente na água foi atribuída aos trilhos por onde o carro seria içado - o Plymouth em si foi completamente coberto com algumas capas feitas de... bom, um material que supostamente resistiria às intempéries.

O resultado está aí: um carro zero quilômetro, com a aparência de ter sido resgatado do Titanic.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Históricos V8 5000 (atualizações no Mulsanne.com.br) !!!

Foto: Juliano "Kowalski" Barata - Site Mulsanne


Já está no ar a cobertura da quinta etapa do campeonato Históricos V8 5000, ocorrida neste Sábado! Não deixem de conferir, há 34 fotos bacanas, a corrida foi muito boa também. E nos boxes, aquela festa. Muito legal.

Clique aqui para acessar o Mulsanne e conferir a cobertura.

Formula 1: um saco. Pesquei várias vezes na corrida. Se o Galvão não gritasse tanto, talvez tivesse dormido a corrida inteira. Uma coisa é o fato do circuito de Mônaco não proporcionar pontos de ultrapassagem, outra coisa é haver um gap (diferença/espaço) terrível entre cada carro, de maneira que simplesmente nada acontecia. Ninguém tem culpa disso, mas foi um porre.

Quem falou que as McLarens seriam imbatíveis em Mônaco por causa do entre-eixos mais curto e apostou grana nisso, levou o jabá pra casa. Eu estava até mais otimista com a Ferrari. Uma só, a do Massa, já que o Raikkonen consegue o favor de bater do lado de dentro da curva.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Mulsanne.com.br - NO AR !!!


Finalmente. Depois de muito sangue e suor, dezenas de horas com a bunda pregada na cadeira do computador, fazendo e refazendo textos e layouts... o Mulsanne está no ar. Note o GT40.

Se pudesse escolher um único carro de corridas para ser meu. Gee-tee Forty. Com um motor 289 e cabeçotes Gurney, nada de big block. O conceito gráfico do site é um tributo não somente a este incrível monstro, mas à toda a época...

A brincadeira só começou. Por enquanto, está disponível a seção do campeonato Históricos V8. Logo mais vem mais coisa, e só coisa boa.



Pitacos:
  • Sobre o Blog: segurarei novas postagens por alguns dias pra tentar estimular um bate-papo nos posts abaixo. Não tenham vergonha, falem o que e do que quiserem. A parada é totalmente informal. Ah, os posts foram inseridos na fase de testes do Blog, por isso as datas antigas.

  • Corrida no sábado, EM INTERLAGOS: Históricos V8 5000 na veia!!! Neste Sábado, 26 de maio! Veja no site Mulsanne todas as informações que você vai precisar, inclusive onde parar o carro e tudo mais.

  • GP de Mônaco: Será que o massacre dos segundos pilotos continua? Hamilton têm andado tanto quanto o bi Alonso. O Massa está apavorando o Raikkonen desde os testes pré-temporada, e pra mim é o cara mais rápido do grid. O favorito ao título desse ano, ainda que não lidere o campeonato neste instante.

    Sem patriotada. Se o Massa fosse argentino, chinês ou americano, minha opinião seria a mesma.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

"Soluções Engenhosas" - Resposta

Fotomontagem: Juliano "Kowalski" Barata - Site Mulsanne


1) Dan Gurney em Brands Hatch (1967), após a vitória com seu Eagle AAR de Fórmula 1 no Race of Champions, uma corrida extra-campeonato.
2) Harry Weslake, engenheiro especializado em cabeçotes e em fluxo de mistura estequiométrica (ar-gasolina), no mesmo dia e na mesma cena, degustando champagne de uma das 21 garrafas que aparecem na foto original. Mas na verdade, eles faturaram cem garrafas como prêmio naquele dia!! Hic!

A parceria entre estes dois rendeu alguns frutos históricos, como o motor Weslake V12 que equipou o F1 da Eagle a partir de certa altura de 1966, e os muito-mais-bem-sucedidos cabeçotes Gurney-Weslake para motor Ford small block. Estes cabeçotes equipavam os motores 289 dos Ford GT40 e de alguns Shelby Cobra. Também foi utilizado no glorioso Maverick Berta Hollywood, pilotado por Luiz Pereira Bueno e Tite Catapani.

3) Motor 302 do Mustang 1969 de George Komaretho, cujo carro originou toda essa conversa sobre Dan Gurney, Harry Weslake, e seus cabeçotes. Notem que não há coletor de admissão: os 4 carburadores Weber 48 IDA são "espetados" diretos nos cabeçotes Gurney-Weslake, feitos de alumínio. Alguns motores utilizaram um quadrijet ao invés dos 4 Weber, e nesse caso necessitavam de um coletor de admissão - o rendimento nesta configuração rendia menos HPs, mas era mais econômica.
4) Detalhe dos cabeçotes. Note os dutos onde são instalados os Webers. As válvulas de admissão medem 2,03", e as de escape, 1,625".

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Troféu Pinguço do Ano

Montagem: Juliano "Kowalski" Barata/Mulsanne

O coeficiente entre potência e consumo de combustível dos carros europeus e americanos mudou pouca coisa nos últimos quarenta anos. Embora empregue-se materiais exóticos e tecnologias de injeção e ignição cada vez mais sofisticadas, o conceito e funcionamento básico dos componentes pouco mudou - o que na prática significa que a máxima "cavalo come, cavalo anda; cavalo não come, cavalo não anda" continua valendo.

Pé no porão e motor brabo = rodamoinho no tanque. Não importa se é uma Ferrari V12 dos anos 60 ou um modelo de última geração.

Um órgão de proteção ao ambiente nos EUA, o EPA (Environmental Protection Agency) faz anualmente a eleição dos carros de série mais beberrões, seguindo uma metodologia que para 2008 ficará ainda mais exigente. A lista abaixo é de 2007, evidentemente.

Na ordem, os cinco campeões em consumo na cidade. Ô ómi, me dá um mé!!!

1) Lamborghini Murciélago (manual) - 3,8 km/l
2) Bentely Arnage - 4,2 km/l
3) Lamborghini Murciélago (automático) - 4,2 km/l
4) Ferrari 612 Scaglietti (automático) - 4,2 km/l
5) Ferrari 599 GTB (manual) - 4,6 km/l

Todos estes automóveis exigem combustível de alta octanagem, provavelmente por causa das taxas de compressão elevadas.

Agradecimentos a Mario Bauér, dono da comunidade do Orkut "Motores Furiosos" (recomendo), onde esta notícia foi divulgada pelo mesmo.