quarta-feira, 14 de maio de 2008

Leitura recomendada...


  • Vale a pena dar uma passadinha no blog do ilustrador Maurício Morais, para ler o seu relato sobre a etapa da GT3. No paddock, ele pôde conhecer verdadeiras lendas de nosso automobilismo, como Sidney Cardoso e os irmãos Fittipaldi. Clique aqui para acessar!

  • E como sempre, mais uma aula do mestre Joaquim, no Blog do Saloma. Agora, o texto relata a origem da categoria esporte-protótipos, dentro do contexto dos Gran Turismo e os motores, cujo deslocamento crescia a cada ano. Clique aqui para acessar!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

"Thermal Image" do GP da Turquia...


Essa foi uma novidade bacana que vimos neste final de semana. Uma câmera monocromática especial, sensível a temperaturas, que registra as regiões mais quentes em tons de branco. O vídeo acima mostra algum momento dos treinos livres, mas o mais interessante ocorreu durante a prova, quando um dos pilotos da Williams fez o pit-stop.

Ao trocar os pneus, praticamente não havia diferenças de tons entre os pneus usados e os recém-instalados, mostrando que os cobertores térmicos não dão apenas uma "aquecida básica" nos pneumáticos, e sim, elevam a temperatura ao ponto do que é conhecido em inglês como pressure build-up. Nada mais é do que o aumento da pressão interna pela expansão das moléculas de gás que enchem o pneu, criando a resistência e deformando sutilmente sua estrutura ao formato ideal de funcionamento; com máxima área de contato da banda de rodagem com o solo e em conformidade com a geometria de suspensão definida no set-up do monoposto.

Por isso, atualmente, mesmo quando os pilotos acabam de sair dos boxes, eles se encontram em condições imediatas de se defender muito bem de um carro atacante que já estava na pista, com os pneus aquecidos naturalmente.

Segundo a Globo, é provável que a FIA remova a barbada dos cobertores térmicos a partir do ano que vem. Ainda não tenho uma opinião formada a respeito disso, precisaria dar uma pensada com calma. Mas confesso que, a princípio, parece bem interessante.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Mais uma armadilha do inferno verde...


Schwedenkreuz. Localizado no quinto quilômetro do circuito, é o trecho mais veloz de Nürburgring Nordschleife: pouco mais de um quilômetro de pé cravado, em uma longa descida que termina com um aclive e uma perigosíssima curva à esquerda, com o ponto de entrada e tangência cegos.

Um Toyota MR-2 é a vítima da vez, chocando-se contra o guard-rail a aproximadamente 200 quilômetros por hora. O piloto tornou-se passageiro do carro ao perder o controle da traseira. Causa possível: trajetória equivocada na entrada da curva seguida por um lift (alívio) do acelerador de maneira brusca no meio da variante, que apresenta uma oscilação na superfície pouco antes do ponto de tangência. Este Toyota possui motor central-traseiro, tornando-o menos tolerante a erros deste tipo em relação a um automóvel com motor dianteiro.

Efeito pêndulo...


Mais uma vítima de Nürburgring Nordschleife, desta vez no trecho chamado Brünchen, localizado aproximadamente no décimo sexto quilômetro. É uma curva em subida, e por isso normalmente os carros tendem a sair de frente. Sua saída apresenta um declive traiçoeiro aos bólidos muito potentes com tração traseira e diferencial com deslizamento limitado.

No caso do vídeo, temos um pacato carrinho de tração dianteira (Honda?), cujo motorista provavelmente estava fazendo gracinhas com o freio de mão no meio da curva. Quando a traseira desgarrou, o motorista se assustou e executou um contra-esterço excessivo, fazendo o carro rumar direto ao guard-rail. Crash!

Uma das armadilhas de Nürburging Nordschleife...


Adenauer Forst. Localizado aproximadamente no sétimo quilômetro do inferno verde, é um dos trechos mais perigosos do autódromo e freqüentemente subestimado. Trata-se de um "esquerda-direita-esquerda-direita" localizado entre dois trechos de alta velocidade (Fuchsröhre e Metzgesfeld), sendo que o raio de cada curva torna-se cada vez mais apertado e o espaço para frenagens cada vez menor.

No vídeo acima, o ponto da filmagem (realizada em 1970) mostra a terceira e a quarta variante da Adenauer Forst. A terceira é a mais lenta, pois sua trajetória deve ser sacrificada para privilegiar a velocidade de saída da última curva. Sua entrada é um pouco cega, pois alguns metros antes há um declive, que também faz o carro sair bastante de frente.

Apesar dos inúmeros acidentes mostrados, muitos deles são tragicômicos e ninguém aparenta ter se ferido. Não perca o motorista que é ejetado do VW Sedan após quase capotar o mesmo!

Não perca também o vídeo abaixo, no mesmo estilo, só que registrado muito recentemente. A Adenauer Forst continua fazendo vítimas, e não está interessada no pedigree dos automóveis a tropeçar em suas armadilhas...


Por quê viver em Mônaco?


Qual seria o maior privilégio de se viver em Mônaco? Esta é a pergunta que o hilário jornalista inglês Jeremy Clarkson já conhece, mas tenta ouvir a resposta da boca dos próprios pilotos.

David Coulthard, Keke Rosberg, Mika Hakkinen, Riccardo Patrese, Thierry Boutsen e Gerhard Berger enrolam um pouco... mas ao final, o austríaco entrega, quase nas entrelinhas, qual é o grande estímulo da onerosa vida mediterrânea...!

Clique aqui para assistir ao vídeo!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

NÃÃÃOOO....!!!


Dizem que a primeira Lei de Murphy se deu no momento da construção do universo, pela grande explosão cósmica que conhecemos como Big Bang. Deus estava brincando com matérias quentes e ultradensas, e incidentalmente as comprimiu mais do que devia, causando o fenômeno que gerou os planetas, eu, você, e até aquele outro fenômeno, que tem se aventurado com travestis. Somos todos feitos de poeira cósmica, stardust, termo de Carl Sagan.

As Leis de Murphy gostam e se manifestam através dos seres pensantes, sejam divinos ou terrenos. Seu princípio essencial é análogo à noção de peripécia de Aristóteles, que pode ser definida grosso modo como uma ação muito mal-sucedida, sendo a intenção inicial totalmente oposta ao resultado. Uma cagada, em português claro.

Murphy surge justamente entre a intenção e a ação. Aonde quero chegar com isso?

A Eisenbahn, de Blumenau, é uma das melhores cervejarias premium do Brasil. Nada de produtos no esquema "povão", ali a coisa é fina, para quem é realmente fã da loura gelada. Mas sem abusar do bolso, com preços acessíveis. A fabricação de suas cervejas e chopes segue o conceito alemão de pureza Reinheitsgebot, e há uma larga variedade de sabores, por volta de uma dúzia. Esteja um calor de derreter pedras ou um frio de congelar álcool, sempre há uma opção apropriada da Eisenbahn. Ou havia?


Eis que o amigo Alex Blankenburg, dono de um belo Dodge Dart preto, me manda a tragédia por e-mail: "Schincariol compra cervejaria artesanal Eisenbahn". Argh!!!

Chamem-me de elitista se quiserem, apenas acho importante que haja a diversidade, para todos os gostos e bolsos. A intenção da Eisenbahn, desde o início, era ser uma cervejaria pequena mas diferenciada. Uma pequena jóia, um oásis escondido que somente os apreciadores conhecessem. Mas os produtos eram tão bons que a distribuição por todo o país tornou-se inevitável, tal como o sucesso.

Uma operação somente comercial? Pode ser, mas duvido que o padrão de qualidade mantenha-se o mesmo, pois mantê-lo custa dinheiro, e a intenção da jogada é faturar alto.

Murphy me aprontou essa, e me pergunto se foi por quê estivemos consumindo cada vez mais Einsenbahn: por ser boa bebemos, e por ser boa é vendida, e de boa passa a ser ruim. É o momento da virada, da peripécia das tragédias gregas.

A apunhalada em César ecoa nos cascos marrons e translúcidos. Até tú, Einsenbahn?

terça-feira, 6 de maio de 2008

E por outro lado...


O redneck dono deste Mustang 1969 sportsroof com supercharger tem habilidade sobrando para controlar o carro em drifts e zerinhos. Eis que então, a partir dos 40 segundos...

O autêntico cabeça dura.

Combinação letal...


V8 potente e torcudo + diferencial auto-blocante + motorista inexperiente e estúpido = pow! Pobre Mustang Cobra... o que dizer dos outros que não tinham nada com isso...

Fórum do Museu do Dodge: está de volta !



Um dos fórums de mais alta qualidade que eu já vi na vida está de volta. É o Fórum do Museu do Dodge, pertencente a um site levado pelo meu amigo Alexandre Badolato, que dedica muita grana e suor na restauração e preservação dos Dodges fabricados pela Chrysler do Brasil.

Infelizmente as mensagens antigas foram perdidas no processo de transferência, mas é apenas uma questão de tempo para que este fórum se torne novamente um enorme compêndio de informações. A tônica do papo por lá é originalidade, restauração, história e estatísticas.

Clique aqui para acessar o Fórum.

Leitura recomendada...

"(...) Há dois anos atrás eu fui jantar com o Prost em Paris, junto de um amigo meu que era piloto de corridas na minha época, o Henri Grandsire. E o Prost me disse uma coisa que me deixou surpreso. Na opinião dele, o Rubinho era um dos três melhores pilotos do mundo, mas que nunca teve carros à altura. E que quando teve, sabotavam. Falou também que bastava dar um carro para ele na chuva que ele ficaria na frente de todo mundo. E nós, brasileiros, ficamos gozando o Rubinho Barrichello. Hoje em dia é tudo uma questão de sorte. "

Vale ou não vale uma reflexão? Este é apenas um trecho da bela entrevista que Luis Fernando Ramos (Ico) fez com o piloto brasileiro Fritz d'Orey. É uma leitura obrigatória, um bate papo delicioso que rendeu um belo material.

Clique aqui para ler!

Novidade no Mulsanne.com.br : 4ª etapa da Históricos V8 5000 !


Já está disponível no site Mulsanne a cobertura completa da quarta etapa da Históricos V8 5000, vencida por Renato Hiluey. As fotos estão muito bacanas, são quase 40 imagens para fã de V8 nenhum botar defeito!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Alfa 8C Competizione...


Este carro representa a união perfeita entre a visceralidade de um automóvel clássico de competição e a sofisticação da tecnologia contemporânea, tanto na parte eletrônica como no uso de materiais compostos refinados. Isso sem mencionar o design retrô e o motor V8 de 4,7 litros e 450 cavalos...

Já o test-drive do vídeo acima, é bastante pirotécnico, mas o piloto não é dos melhores. Na saída de diversas curvas, o motorista quase perde o controle com o excesso de aceleração, resultando em um drift desajeitado que paira na dúvida entre o proposital e o acidental. Talvez ele precise de algumas aulas com Tiff Needell para aprender a fazer pirotecnias com classe e precisão...

Alain Prost testando o Lamborghini Gallardo e o Porsche 911 GT3 !


...antes de mais nada, perdoem o infeliz editor de vídeo que decidiu acelerar a velocidade do filme em alguns trechos para atribuir mais emoção. Peço para que atenham-se aos interessantes comentários de Alain Prost e à postura de pilotagem de um dos maiores mestres da Fórmula 1...

Williams FW14B (1992), apresentada por Nigel Mansell...


Mais uma pequena amostra de como a Fórmula 1 mudou em pouco mais de 15 anos. Não, ao contrário do que todos esperam, desta vez não me refiro ao aspecto técnico dos monopostos.

O que marca no vídeo acima é o reforço de uma certeza sobre os dias atuais: a categoria máxima do automobilismo mundial tornou-se absolutamente corporativa, onde o silêncio, mentiras e meias-verdades tornaram-se o comportamento-padrão dos pilotos e donos de equipe frente à imprensa e ao público.

Na verdade, o vídeo acima não tem nada demais: Nigel Mansell apresenta superficialmente o Williams FW14B de 1992, aquele da suspensão ativa (reativa para os mais detalhistas). O que é bacana e simplesmente hilário é a transparência e espontainedade de Nigel ao descobrir "acidentalmente" a cobertura de tecido que os engenheiros colocavam sobre os amortecedores dianteiros e traseiros enquanto explica parcialmente o sistema.

Você consegue imaginar Fernando Alonso pegando o bico do Renault R26 de 2006 e mostrando como funcionava os amortecedores de massa, enquanto faz uma brincadeira com o engenheiro perguntando "quão confidencial é isso que estou passando neste momento aos espectadores"?

sábado, 3 de maio de 2008

Foto do dia II


Mais uma, mais uma, por quê não, por quê não?! Clique para ampliar, essa foto ficou duca.

Foto do dia...


Duelo inesquecível entre André Carrillo e David Brunstein. E um monte de sujeira na lente da câmera. Clique para ampliar!

Históricos V8 5000: vida em autódromo...


Como vocês poderão ver ao ampliar a fotografia acima, existem algumas dezenas de partículas de sujeira espalhadas pela lente. Obra de um Corsa da categoria Força Livre, que rodou exatamente à minha frente e me banhou com este misto de pó de borracha e poeira.

Eu gostei do resultado artístico das fotos seguintes ao incidente. Sujeira, imperfeição. Gosto de carros de corrida com marcas de pista, pequenos arranhados de ferramentas, os páralamas com aquele rastro de borracha logo atrás dos pneus. Da mesma forma, a gororoba impregnada na lente de minha câmera atribuiu uma certa visceralidade à imagem, deu aquele cheirinho de pista, que só quem já esteve presente em um autódromo conhece.

Houve mais um incidente neste dia, que inclusive foi pouco após esta foto. Com o término da prova, indo em direção ao carro para supostamente comparecer ao pódio, tropecei em uma das milhares de valetas espalhadas pelo terreno do autódromo. Senti os ligamentos do tornozelo se esticarem ao limite, e caí de um jeito totalmente ridículo, de costas na grama enlameada como um pacote flácido. Ossos do ofício.

Nesta segunda-feira a cobertura desta etapa da Históricos V8 5000 estará no ar. Foi uma corrida incrível. Ritmo impossível de Renato Hiluey, e um duelo de arrepiar os cabelos entre André Carrillo e o aniversariante David Brunstein.

No decorrer desta semana, teremos outras novidades interessantíssimas no Mulsanne.com.br . Aguardem! :)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Vídeo: 15 segundos maravilhosos...


Pôr do sol em uma típica estrada interiorana do sudoeste europeu. Temperatura por volta dos 15 graus, uma brisa gelada anuncia que a noite está por vir.

Eis que um canto, afinado, mecânico mas simultaneamente orgânico, apresenta-se em um crescendo vindo do horizonte. O timbre não deixa dúvidas. Maranello!

Ferrari 500 TRC. Motor de quatro cilindros em linha e dois litros de deslocamento, alimentados por dois carburadores Weber 40 DCO/3. Potência próxima aos 200 cavalos, suficientes para levar seus 680 quilos a cem quilômetros por hora em aproximadamente seis segundos.

Devo ser honesto, o ronco deste exemplar em específico me lembra por demais os V12 de 250cc por cilindro. Mas na dúvida, deixo descrito o propulsor original...

Leitura recomendada II...


Mais um belo texto do Mestre Joaquim, contribuindo no Blog do Saloma desta vez com uma verdadeira aula sobre os incríveis protótipos Ferrari 512-S, do início dos anos 70. Se não foi um dos filhos mais vencedores da casa de Maranello, ao menos foi um dos mais belos.

Leitura imperdível! Clique aqui para acessar a primeira parte, e aqui para a segunda. Os próximos capítulos desta saga estão por vir...

Quer ouvir o ronco deste maravilhoso V12 de 5 litros e 550 bhp? Confira o vídeo abaixo... os 30 segundos iniciais são em marcha lenta, mas aos poucos o bicho dá umas esticadas para alongar os músculos...


Leitura recomendada...


Como vocês devem ter percebido, não comentei o Grande Prêmio da Espanha, fugindo à tradição. O motivo é simples: não pude assistir à corrida, pois desde o início da manhã estive fazendo um ensaio fotográfico com um belíssimo Dodge Dart preparado. A matéria deve sair ou no site Mulsanne ou na revista Superspeed, devo confirmar esta informação em breve.

A leitura recomendada de hoje é a análise técnica do acidente de Heikki Kovalainen na curva Campsa, feita pelas meninas do Blog F1-V8. Vale a pena dar uma visitada e conferir o texto!

Foto do dia: tração dianteira versus tração traseira...


Os fãs mais ardorosos do automobilismo normalmente clamam pela tração traseira como o mais básico fundamento de um carro de performance. De fato, em asfalto seco e bem pavimentado, esta solução apresenta características de comportamento dinâmico mais favoráveis à direção esportiva, sendo a principal a menor tendência ao sub-esterço (saída de frente) no ponto de reaceleração, imediatamente posterior ao ponto de tangência.

Contudo, as coisas mudam de figura quando a superfície é pouco aderente. Havendo pouca aderência disponível aos pneus, pouca transferência dinâmica de peso para a traseira ocorre quando voltamos a acelerar nas saídas das curvas: os pneus começam a escorregar antes do normal. O resultado é que o carro de tração traseira, com pouca aceleração já tende a derrapar, tornando-se arisco e improdutivo. A situação piora em projetos com motor dianteiro e tração traseira, por motivos óbvios.

Pela mesma razão, os carros com tração dianteira ou nas quatro rodas obtém uma grande vantagem nestas circunstâncias: com a menor transferência de força para trás em acelerações, os pneus frontais mantém uma concentração de peso dinâmico maior que o usual, e com isso conseguem um tracionamento muito eficaz.

Na fotografia acima, temos dois projetos de concepção oposta disputando palmo-a-palmo pela vitória: um Saab, com tração e motor dianteiro refrigerado a água; e um Porsche, com motor e tração traseira, refrigerado a ar.

Note que as rodas motrizes de ambos os carros estão apontadas para dentro da curva: no Saab, bastou que o piloto esterçasse o volante. No Porsche, o carro inteiro rotacionou, para que os pneus do eixo traseiro apontassem na direção desejada.

Para os fãs de Dodge...


Imperdível a entrevista com o incrível Mr. Norm, ex-proprietário da lendária Gran Spaulding Dodge, concessionário Chrysler que vendia unidades especialmente apimentadas do fabricante, tal como o Dodge Dart GSS, equipado com um motor de quase 7 litros de deslocamento (383 ci)!

Na segunda parte (vídeo abaixo), Mr. Norm apresenta ao entrevistador o novíssimo Hemi Dart GSS: um modelo original de 1968, totalmente restaurado, customizado e preparado, com produção limitada a 40 unidades. Equipado com um motor Hemi 426 dual quad de 600 cavalos, freios a disco nas quatro rodas da SSBC, diferencial Dana 60 e pneus Pirelli P-Zero, o novo Hemi Dart GSS não é nenhum brinquedo.

Para quem não enxerga limites no quesito performance, pode-se escolher um bloco de alumínio da Keith Black, com deslocamento de 472 ou 528 polegadas cúbicas e mais de 720 cavalos, dependendo da escolha do comando de válvulas. A principal vantagem do alumínio sobre o ferro fundido, além da melhor troca de calor, é o seu peso reduzido, distribuindo o peso sobre os eixos de maneira mais equilibrada e garantindo um comportamento dinâmico mais aceitável.

O preço do modelo básico é de 149 mil dólares.


Argh...


Mais uma amostra de como os carros antigos estão sendo utilizados como suporte para a "criatividade" de pessoas interessadas em aparecer, custe o que custar.

E a inscrição "Maverick" nos painéis de porta? E duplo aerofólio carpado? E as faixas em homenagem ao tricolor paulista? Muito triste...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1º de Maio...


Quatorze anos. É uma fatia de tempo de tamanho considerável na vida de um indivíduo. Por quase um ano tive a sensação estranha de que faltava alguém no grid quando os carros terminavam a volta de apresentação. Como se tivesse ficado alguém no caminho. Como se um jantar de família fosse começar sem um parente valoroso.

Admirava o Ayrton como piloto velocista. O limite é uma figura abstrata, pois sempre pode-se ir uma fração de milésimo mais rápido. Virtualmente, não há limites. E não havia ninguém mais interessado, disposto e preparado para se aprofundar além do necessário quanto Senna.

Quando faleceu, seu estilo estava atingindo o zênite do refinamento. Sua pilotagem estava mais suave, e seu ritmo de corrida estava se tornando mais cerebral que nunca. Já não botava a si e aos rivais em posição de risco excessivo ao disputar posições. O público em geral nunca percebeu isso, pois sua relação com Senna era amorosa, mas leiga e ingênua.

Creio que havia espaço hábil e temporal para um quarto título. Com todos os seus rivais aposentados, era provável que fosse se aposentar em breve. Afinal, Ayrton poderia ser uma máquina, mas muitos se esquecem do sentido abstrato da expressão. Ele era falível e mortal, como todo ser humano. E como todo grande homem, deixou sua marca atemporal na história, que permeará por indefinidas gerações.

Um brinde, Senna!