
Uma das maiores polêmicas recentes sobre esta ação envolve o esportivo GT-R da Nissan. Aquele belo, ousado e superveloz, mas que pesa inacreditáveis 1740 quilos, 350kg mais massudo que o Ford Maverick GT V8 - em ordem de marcha! Pois é, aquele tipo de carro que os cínicos chamam de "barca" com muito, muito conhecimento de causa.
A Nissan afirma, com um vídeo comprovatório inclusive, que seu piloto Toshio Suzuki completou uma volta no tempo incrível de 7:29,03, marca 4 segundos inferior ao melhor tempo obtido pelo Porsche GT2 - o carro de série mais veloz da casa de Stuttgart. A Porsche, incrédula, adquiriu uma unidade do GT-R apenas para fazer o tira-teima, e a melhor marca obtida pelo piloto de testes Walter Rörhl não foi além dos 7 minutos e 54 segundos. Uma diferença absurda.
A Nissan defendeu-se com ironia (de gosto duvidoso), atribuindo a diferença de 25 segundos à habilidade de Suzuki, ou à falta desta em Rörhl. A Porsche e seus pilotos acusaram: o GT-R utilizado por Toshio em sua volta de 7:29 só poderia ter recebido uma preparação especial, invalidando o tempo como referência de desempenho de um automóvel bone stock, de série.
Chris Harris, da revista Driver's Republic, fez o tira-teima com os dois modelos no Nordschleife. Para encurtar a história, o Porsche GT-2 concluiu a melhor volta em um tempo quase 7 segundos mais baixo que o GT-R da Nissan, apesar do comportamento menos previsível e um pouco mais traiçoeiro do bólido de Stuttgart. As conclusões de Harris também indicam maior verossimilhança no tempo de Rörhl com o GT-2 que o de Suzuki com o GTR, ao menos estando os dois carros completamente originais, como nas condições da matéria.
Que o GT-R é um grande automóvel, no sentido literal e figurado, não há dúvidas. Mas será que suas capacidades precisaram ser forjadas pela Nissan em prol de uma campanha quase viral de marketing? O que você acha?
Leia a matéria completa, com vídeos e fotos, neste link.































