quarta-feira, 22 de abril de 2009

Meus barquinhos favoritos...


Matra D'Jet. Coeficiente aerodinâmico de 0,25, motor Renault-Gordini de 1 litro, carroceria em fibra de vidro (peso do automóvel em torno de 600kg!), motor central, suspensão independente nas quatro rodas, e um design bastante peculiar. Fantastique.


Mercedes 230 SL. O menos raro e caro dos modelos "pagoda" carroceria W113, o menos potente, o mais espartano e direto ao assunto. Motor de 2,3 litros, aproximadamente 150 cavalos, velocidade máxima de 200 km/h. Nada mal para impressionantes 1650 quilos, um verdadeiro tijolinho alemão. Sua performance em curvas é garantida pelo projeto de suspensão e o entre-eixos curto, de 2400mm. O acabamento do interior é fabuloso sem ser esnobe, e o clássico couro empregado nos Mercedes-Benz da época garante aquele perfume característico...


Alfa Spider Duetto "osso di sepia". A liberdade ao alcance das mãos - pode-se abrir o teto desta barchetta on board, algo que sonho em fazer um dia. Motor 1600 todo em alumínio, com câmaras hemisféricas e um ronquinho signature. Interior espartano e belíssimo, ótima posição da alavanca de câmbio, próxima ao volante. Ótima distribuição dos parcos 996 quilos. Um verdadeiro brinquedo de gente grande. Apenas a primeira série possui o espelho montado sobre o pára-lamas - a versão seguinte, Spider Veloce, passou a ter o artefato instalado nas portas.



Renault Alpine A110, evolução do modelo A108 (que é o nosso Willys Interlagos): apesar das semelhanças, a principal diferença é que o A110 foi projetado para receber o conjunto mecânico do moderno R8, enquanto o A108 utilizava partes do Dauphine. Um clássico absoluto nas pistas de rally, foi equipado com uma vasta gama de motores Renault e Gordini: de 1,1 até 1,6 litro, rendendo entre 66 e 140 cavalos. Lembra bastante o Matra D'Jet, em conceito e em peso (620kg). São contemporâneos.

Não foi feito para pilotos altos.

 


Jaguar E-Type "lightweight". Não é exatamente um barquinho, está mais para uma lancha. Mas quis inserí-lo nesta lista e é isso. Jogue fora quase todo o aço e utilize alumínio; faça o mesmo com os vidros, favorecendo o emprego de polímeros. Deixe quase tudo na carroceria embutido, para reduzir o arrasto, e ignore a sustentação aerodinâmica: tal como todos os carros de competição da época, havia uma zona de baixa pressão sobre a carroceria. Em outras palavras, acima de 200 km/h a vontade deste bólido era de decolar.

Motor 6 cilindros, 3,8 litros, e um ronco rouco e metálico bastante característico. Não é só barulho: o propulsor desta versão produz um haras de 300hp. Apesar de tudo isso, nunca foi um vencedor nas pistas.

Um comentário:

Felipe "Zurkka" Tadeu disse...

esse matra eh um grande candidato ter uma replica na minha garagem quando tiver grana, meu deus, coisinha mais linda