
A foto acima representa bem o que eu quero dizer: estou de volta, amigos!
Os carros de competição que competem em ovais costumam sair desta maneira dos boxes: acelerando excessivamente, fazendo muita fumaça e deixando o famoso rastro de borracha no chão.
Não se trata de macaquice desnecessária. Nos circuitos ovais, tanto os bólidos da Nascar como os da Indy utilizam pouquíssima asa traseira, na verdade tão pouca que os carros são extremamente instáveis até atingirem a alta velocidade necessária para criar-se o mínimo de pressão aerodinâmica que equilibrará o automóvel.
Em um equilíbrio tão delicado, fica um pouco difícil de se prever como o carro irá se comportar com pneus frios. A hipótese mais perigosa é a do eixo traseiro ficar com ainda menos aderência enquanto todos os pneus não aquecem, fazendo o carro escorregar perigosamente (lembram-se deste post?).
Para afastar-se esta possibilidade, compensa sair desta maneira alucinada dos boxes: com a derrapagem acentuada, o composto dos pneus traseiros atinge uma temperatura mais próxima à ideal de funcionamento, bem como a pressão interna aumenta. O resultado disso é que há mais aderência na parte posterior do veículo, deixando-o um pouco sub-esterçante (saindo de frente). É um estado temporário de coisa, uma solução segura para estes autódromos extremamente velozes e perigosos.
Conforme os pneus aquecem, o comportamento dinâmico tende a se estabilizar de acordo com o equilíbrio idealizado pelo piloto e sua equipe.
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