
O súbito sucesso da Brawn GP. Fosse em qualquer ano que não este, diria que era um golpe de marketing, utilizando um monoposto fora das especificações para jogar a equipe aos holofotes e atrair patrocinadores. A própria Honda já liderou testes nos últimos anos. Mas não creio que seja o caso: com a extrema limitação aos testes imposta nessa temporada, fazer isso comprometeria o desenvolvimento do carro no pouco tempo disponível. E quem acompanhou os treinos coletivos sabe, a Brawn GP está mais veloz tanto com o tanque vazio como cheio. Todos estão coçando a cachola.
O que há por trás deste sucesso? A não-utilização do KERS, que permite melhor distribuição dos 35-40kg em lastros, tanto em altura como em posição entre-eixos? Um longo desenvolvimento, iniciado já na metade do campeonato de 2008, quando a Honda desistiu da evolução do monoposto então vigente? Talvez alguma sacada pouco visível no projeto de suspensão ou aerodinâmica, considerando que o revolucionário regulamento técnico obrigou a criação de um projeto inteiramente novo?
A verdade ninguém sabe. O único fato palpável é, os carros da Brawn GP estão quase um segundo mais rápidos por volta neste momento, o que é um escândalo. Há muitos anos que não se vê diferença tão massiva entre os ponteiros - talvez na temporada de 1992, quando surgiu o alienígena Williams FW14B.

O que há por trás deste sucesso? A não-utilização do KERS, que permite melhor distribuição dos 35-40kg em lastros, tanto em altura como em posição entre-eixos? Um longo desenvolvimento, iniciado já na metade do campeonato de 2008, quando a Honda desistiu da evolução do monoposto então vigente? Talvez alguma sacada pouco visível no projeto de suspensão ou aerodinâmica, considerando que o revolucionário regulamento técnico obrigou a criação de um projeto inteiramente novo?
A verdade ninguém sabe. O único fato palpável é, os carros da Brawn GP estão quase um segundo mais rápidos por volta neste momento, o que é um escândalo. Há muitos anos que não se vê diferença tão massiva entre os ponteiros - talvez na temporada de 1992, quando surgiu o alienígena Williams FW14B.

O súbito fracasso da McLaren. Me surpreendeu tanto quanto o desempenho da Brawn GP. Considere o nível de organização, experiência e sofisticação de engenharia da equipe inglesa. Sim, possivelmente o regulamento de 2009 é o mais revolucionário da história da categoria, tornando o desenvolvimento from scratch de projetos uma verdadeira roleta-russa.
É o caso da Brawn GP às avessas. Fosse em outra temporada, diria que a equipe está treinando de tanques cheios, abrindo mão de uma parcial por volta para enganar a concorrência, qualquer coisa do gênero. Mas a restrição aos testes faria deste mascaramento um tiro no pé.
Falam de instabilidade nas frenagens devido ao KERS, cuja resistência mecânica potencializaria algo similar ao efeito freio motor, reduzindo a aderência dos pneus traseiros e assim comprometendo a estabilidade direcional nas freadas. Alguns falam em problemas aerodinâmicos.
Outros especulam que a equipe de Woking tenha investido em excesso na arrancada final do campeonato de 2008, deixando o novo monoposto com menos prioridade que o ideal. E outros falam que o "duplo projeto" da equipe prejudicou o foco de desenvolvimento, pois a McLaren trabalhou em duas versões do MP4/24 - uma com KERS, outra sem. Mas não acredito nisso. É simplesmente o time mais organizado do grid.
Tal como o caso da Brawn GP, não há resposta para a questão, ao menos para o público. E se o fraco desempenho se confirmar na Austrália, a equipe estará em apuros. O regulamento de 2009 dá pouca margem ao desenvolvimento on season.
Aguardemos a hora da verdade, que está para chegar. Que se apaguem as luzes vermelhas!
É o caso da Brawn GP às avessas. Fosse em outra temporada, diria que a equipe está treinando de tanques cheios, abrindo mão de uma parcial por volta para enganar a concorrência, qualquer coisa do gênero. Mas a restrição aos testes faria deste mascaramento um tiro no pé.
Falam de instabilidade nas frenagens devido ao KERS, cuja resistência mecânica potencializaria algo similar ao efeito freio motor, reduzindo a aderência dos pneus traseiros e assim comprometendo a estabilidade direcional nas freadas. Alguns falam em problemas aerodinâmicos.
Outros especulam que a equipe de Woking tenha investido em excesso na arrancada final do campeonato de 2008, deixando o novo monoposto com menos prioridade que o ideal. E outros falam que o "duplo projeto" da equipe prejudicou o foco de desenvolvimento, pois a McLaren trabalhou em duas versões do MP4/24 - uma com KERS, outra sem. Mas não acredito nisso. É simplesmente o time mais organizado do grid.
Tal como o caso da Brawn GP, não há resposta para a questão, ao menos para o público. E se o fraco desempenho se confirmar na Austrália, a equipe estará em apuros. O regulamento de 2009 dá pouca margem ao desenvolvimento on season.
Aguardemos a hora da verdade, que está para chegar. Que se apaguem as luzes vermelhas!
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