
Taxa de compressão que não é a ideal nem para a gasolina nem para o álcool, ponto de ignição adaptativo e conseqüentemente também não-ideal... a tal da tecnologia flex, que permite a utilização de gasolina e álcool no mesmo automóvel, não passa de um engodo de marketing que se transformou numa verdadeira bola de neve.
Se antes as fábricas empurravam este sistema como a nova maravilha do mundo, hoje as mesmas fábricas são reféns dos consumidores leigos que tiveram o cérebro lavado com o tal do "flex". Dois exemplos são emblemáticos: a Ford, cujo Focus não conseguiu escapar da adaptação ao sistema (o que vai trazer desvalorização aos Focus movidos apenas a gasolina, graças aos alienados), e a Honda, que acabou cedendo à pressão mercadológica (e esta não segue lógica alguma) e largou mão do Civic movido apenas a gasolina, oferecendo somente o Flex há mais de ano...
Por quê o Flex foi criado, então? Bob Sharp dá o veredito: "De todos os países, o Brasil é o único que não precisa da solução flex, pois temos gasolina e álcool em total e absoluta abundância, e em caráter irreversível. Flex é medida paliativa para países/regiões que desejam começar a usar álcool mas não o têm em farta disponibilidade. Desse modo, o proprietário garante mobilidade caso não encontre álcool. Para vocês terem uma idéia, só cerca de 1.200 postos de um total de 180.000 têm álcool nos EUA, e em muitos estados não está disponível. No Brasil, praticamente todos os 35.000 postos oferecem álcool."
Em nosso país, o Flex foi adotado sob o pretexto da liberdade de escolha de combustível, conforme a flutuação de custo final dos mesmos. Todos testemunharam o aumento estratosférico do preço do álcool com o "boom" de demanda dos automóveis flex e álcool, e a consequente queda da procura pela gasolina. Na época, andar somente com o derivado da cana-de-açúcar compensava muito mais, mas hoje, nem tanto: o governo e as agências reguladoras tiveram de agir para equilibrar as demandas. Fenômeno similar ocorreu com o GNV. Nesse momento, os bicombustíveis explodiram com força total, alimentados pela insegurança dos consumidores: hoje praticamente só há carros flex no mercado, que apresentam rendimento pior que um automóvel movido por apenas um combustível. Estamos jogando dinheiro no lixo.
Se antes as fábricas empurravam este sistema como a nova maravilha do mundo, hoje as mesmas fábricas são reféns dos consumidores leigos que tiveram o cérebro lavado com o tal do "flex". Dois exemplos são emblemáticos: a Ford, cujo Focus não conseguiu escapar da adaptação ao sistema (o que vai trazer desvalorização aos Focus movidos apenas a gasolina, graças aos alienados), e a Honda, que acabou cedendo à pressão mercadológica (e esta não segue lógica alguma) e largou mão do Civic movido apenas a gasolina, oferecendo somente o Flex há mais de ano...
Por quê o Flex foi criado, então? Bob Sharp dá o veredito: "De todos os países, o Brasil é o único que não precisa da solução flex, pois temos gasolina e álcool em total e absoluta abundância, e em caráter irreversível. Flex é medida paliativa para países/regiões que desejam começar a usar álcool mas não o têm em farta disponibilidade. Desse modo, o proprietário garante mobilidade caso não encontre álcool. Para vocês terem uma idéia, só cerca de 1.200 postos de um total de 180.000 têm álcool nos EUA, e em muitos estados não está disponível. No Brasil, praticamente todos os 35.000 postos oferecem álcool."
Em nosso país, o Flex foi adotado sob o pretexto da liberdade de escolha de combustível, conforme a flutuação de custo final dos mesmos. Todos testemunharam o aumento estratosférico do preço do álcool com o "boom" de demanda dos automóveis flex e álcool, e a consequente queda da procura pela gasolina. Na época, andar somente com o derivado da cana-de-açúcar compensava muito mais, mas hoje, nem tanto: o governo e as agências reguladoras tiveram de agir para equilibrar as demandas. Fenômeno similar ocorreu com o GNV. Nesse momento, os bicombustíveis explodiram com força total, alimentados pela insegurança dos consumidores: hoje praticamente só há carros flex no mercado, que apresentam rendimento pior que um automóvel movido por apenas um combustível. Estamos jogando dinheiro no lixo.
Não perca a explicação em detalhes sobre a incapacidade do sistema Flex de obter o melhor da gasolina e do álcool. O texto é do André Dantas, e o blog é o recomendadíssimo AutoEntusiastas. Clique aqui para acessar o texto.
4 comentários:
É eu ja tinha visto, e pensei na mesma coisa.
Mas o problema é o que garante que teremos álcool(ah dois anos atrás ouve aquela disparada nos preços, movida pelos usineiros)? além do que o consumidor já tem o estigma do álcool...
Gostei do recomendadíssimo!!!
Abraço.
PK
O Próalcool foi criado na década de 70 com o objetivo de mitigar os impactos da crise do petróleo e sem nenhuma relação com o moderno conceito de meio ambiente.
Em 2008 a GM quebrou por apostar por 25 anos em carros grandes em consumo e tamanho quando os clientes demandaram carros menores e de baixo consumo e só eram econtrados no Brasil.
Foi fechada a fábrica, situada no estado de Wisconsin empregava 1.300 pessoas e produzia os modelos SUV´s GMC Yukon, GMC Yukon XL, Chevrolet Tahoe e Chevrolet Suburban por falta de demanda, enquanto que SUV´s brasileiros são flex.
Paradoxalmente a filial brasileira não sofreu o impacto da marolinha pois 70% da frota nacional é de flex fuel e 95% dos carros novos são produzidos sob este conceito o que é um indicador seguro de tendância para os carros trazidos de fora pelas importadoras (independentemente da catergoria) incluindo o mercado para os super-ricos, e que podem facilmente receber up-grade para o conceito de fuel flex à exemplo da adequação ao combustível nacional E22.
Na decada de 80 tivemos falta de alcool e certamente os flex fariam diferença.
Embora SUV´s não concorram com outras categorias por motivos óbvios, concorrem universalmente em tendência à exemplo da recente aprovação pela ONU para geração de créditos de carbono via MDl no protocolo de Kioto para bio-combustíveis em transporte que podem (se brigarmos por isso)transferir creditos de carbono diretamente para o bolso do consumidor à exemplo da distribuição de renda (mesmo que de forma questionavel)via Nota Fiscal(hoje Paulista)Brasil, ou seja:
The fuel flex.
Em 22 de julho de 2008, Washington, os senadores John Thunewith, Sam
Brownback, Ken Salazar e Joseph Lieberman introduziram o Open Fuel
Standard Act que determina que 50% dos novos automóveis sejam flex em
2012 e que este percentual aumente para 80% em 2015 o que contribui certamente para sedimentar o conceito em escala global o sucesso do Local Case BR.
Embora o etanol em varias regiões do pais tenha perdido a competitividade economica, fica a desição do usuário em migrar para a gasolina, gas natural ou transporte publico, mas, em minha humilde opiniao nenhuma montadora no brasil quebrou depois que o petroleo dobrou de preço em 2008.
http://thomas.loc.gov/cgi-bin/query/z?c110:S.3303: (com os dois pontinhos no final)
Melhor que isso só carros híbridos : elétricos e a ciclo otto flex
Parabéns pelo debate de alto nível e feliz 2010 à todos
Que beleza a parte gráfica desse site: fundo branco com letras brancas....
Uma beleza a facilidade de leitura, nota dez!
:-(
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